Vale lembrar que o jogador havia sido sancionado pelo Conselho de Disciplina da FPF após uma expulsão no jogo contra o Casa Pia, a contar para a 20ª rodada da Liga Betclic. O castigo de um jogo foi entretanto cumprido na partida seguinte, na recepção ao Sporting, referente à 21ª rodada.
O recurso apresentado pelos dragões não só reduziu a suspensão, mas também levou a uma diminuição da multa aplicada ao jogador, que passou de 918 para 510 euros. Na ocasião, a punição foi parcialmente suspensa, o que permitiu a William Gomes participar da 22ª rodada do campeonato.
Em sua decisão, o TAD considerou que a ação do jogador não se enquadrava no artigo 154 do regulamento disciplinar, relativo a «prática de jogo violento e outros comportamentos graves». O tribunal acolheu o argumento do FC Porto, descrevendo o lance como uma falta grave, mas comum, conhecida como «pé em riste», e não como uma agressão intencional.
«Nesse caso, a ação em jogo não reflete um animus doloso, caso contrário, se debateria aqui uma situação de agressão […] e não de “jogo violento”», pode ler-se no acórdão.
O TAD concluiu que a conduta de William Gomes foi «negligente» e não dolosa, o que justificou a redução da pena. Outros fatores também foram valorizados, como o fato de ter sido um «fato isolado e fortuito», a ausência de antecedentes disciplinares relevantes — foi seu primeiro cartão vermelho em 31 jogos oficiais ao longo de duas temporadas — e sua atitude de fair play após o lance, ao pedir desculpas ao adversário e se interessar por seu estado de saúde.
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