A reivindicação, feita através dos canais de propaganda do grupo, refere que os ataques aconteceram segunda-feira, nos distritos de Muidumbe e de MocÃmboa da Praia, e que em cada um deles foi “capturado”, pelo menos, um “cristão”, tendo ambos sido “mortos por degolação”.
A provÃncia de Cabo Delgado, também no norte de Moçambique, rica em gás, é alvo de ataques extremistas há oito anos, com o primeiro ataque registado em 05 de outubro de 2017, no distrito de MocÃmboa da Praia.
A organização ACLED estimou no inÃcio deste mês que a provÃncia moçambicana de Cabo Delgado registou 14 eventos violentos entre 10 e 23 de novembro, envolvendo extremistas do Estado Islâmico e provocando 12 mortos, e alertou para o agravamento da situação em Nampula.
De acordo com o mais recente relatório da organização de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED, na sigla em inglês), dos 2.270 eventos violentos registados desde outubro de 2017, quando começou a insurgência armada em Cabo Delgado, um total de 2.107 envolveram elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM).
Estes ataques provocaram em pouco mais de oito anos 6.341 mortos.
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