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ESTACIONAMENTO NA CAPITAL: Dupla cobrança…

AUTOMOBILISTAS denunciam a dupla cobrança no uso das vagas públicas de estacionamento na zona baixa da cidade de Maputo.

Segundo relatos colhidos pelo “Notícias”, os condutores, além do pagamento efectuado à Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento (EMME), são igualmente abordados por polidores de viaturas, que exigem valores adicionais.

A fiscalização do estacionamento rotativo é assegurada por agentes da EMME, no âmbito das medidas da autarquia visando a melhoria da mobilidade urbana. No entanto, paralelamente à cobrança oficial, indivíduos posicionam-se nas mesmas zonas oferecendo-se para indicar os espaços disponíveis, guarnecer, lavar as viaturas e, posteriormente, cobrar pelo suposto serviço.

Tássia Maxaieie, estudante do Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique, conta que quando não consegue estacionar no parque da faculdade recorre às vagas de parqueamento público.

Mas, mesmo após o pagamento da taxa municipal tem sido interpelada por polidores que exigem um valor adicional.

“Chego cedo e, nessa altura, eles ainda não estão no local. Pago ao município, mas quando chegam, voltam a efectuar mais cobranças. Alguns chegam a ameaçar vandalizar a viatura, caso não os pague,” disse.

A estudante acrescenta que, para evitar conflitos ou possíveis actos de vandalismo, cede às exigências.

A fonte considera a situação insustentável, tendo em conta que permanece na faculdade o dia inteiro e as taxas municipais variam consoante o tempo de parqueamento.

“Já é difícil pagar ao município, principalmente para nós que ficamos o dia todo aqui. Ter que pagar outra taxa informal é demais, sobretudo, com a limitação de recursos” , relatou.

Maxaieie denunciou ainda que alguns polidores têm uma postura intimidadora, o que aumenta o receio entre os condutores, quanto à segurança das viaturas.

Um outro condutor, que preferiu manter anonimato, afirma que os fiscalizadores presenciam a actuação dos polidores, mas não intervêm.

“Pagamos ao município e aos guardas informais de viaturas. No fim do dia, somos obrigados a suportar vários encargos pelo mesmo espaço,” apontou

Os automobilistas relatam, igualmente, que muitos jovens não prestam qualquer actividade efectiva de vigilância ou lavagem de viaturas. Ainda assim, quando o proprietário retoma à viatura, exigem o pagamento.

Alguns sequer aceitam moedas, e quando o valor oferecido é considerado insuficiente, recorrem a insultos e/ou ameaças.

Perante este cenário, os condutores apelam às autoridades para que reforcem a fiscalização, reduzam o valor da cobrança diária, pois consideram insustentável e intervir na actuação dos polidores, de modo a evitar cobranças indevidas, bem como garantir segurança.

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Lusa

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