A prolongada demora na construção do futuro terminal rodoviário da Costa do Sol está a gerar frustração entre moradores e transportadores da capital. Ano após ano, sem qualquer avanço visível, o projecto previsto para um espaço de seis hectares no bairro da Costa do Sol perdeu credibilidade. No lugar da expectativa, cresce a indignação e a suspeita de que o terreno possa estar a ser ilegalmente apropriado e vendido.
O espaço destinado ao terminal e a um mercado chegou, no passado, a beneficiar de preparações iniciais. Segundo moradores das zonas de Mapulene e Minguene, houve limpeza e trabalho comunitário no local.
“Houve um tempo em que fizeram reunião, como o irmão disse, e limpámos o espaço”, relata um residente. As vendedoras, conhecidas como “mamanas”, chegavam cedo para “capinar e cultivar”, acreditando que finalmente teriam o seu mercado.
Foram ainda feitas medições de bancas, com marcações que, afirmam os moradores, continuam visíveis na área.
Com o passar do tempo, o entusiasmo inicial deu lugar ao cepticismo. A falta de informação oficial é total, e os residentes exigem garantias sobre quando o terminal e o mercado serão construídos.
A situação ganhou contornos ainda mais preocupantes com a recente transformação do local. O terreno antes limpo está novamente coberto por vegetação. Porém, algo mais grave chamou a atenção dos moradores:
“De repente estamos a ver que estão a meter entulhos, estão a construir casas, estão a dividir e a vender o espaço. Não sabemos como isto vai terminar, se é mesmo para o terminal ou se já é espaço de alguém.”
As declarações reforçam a suspeita de uma possível venda ilegal do terreno, que é público e estratégico para o sector de transporte na zona costeira.
Enquanto o projecto formal permanece parado, o terminal improvisado da Costa do Sol não oferece as condições mínimas para utentes e transportadores. Falta quase tudo: sanitários públicos, organização, espaço adequado para as viaturas.
Um transportador resume a frustração: “Aqui só estamos de improviso, sim, sim… não há condições.”
A localização do terminal improvisado também levanta preocupações de segurança. A população reclama das longas distâncias e do facto de o local actual “não ajudar, lá não vive ninguém”, colocando pessoas em risco durante a noite.
O terminal original, por sua vez, seria uma vantagem significativa por estar num ponto onde “a população encontra-se aqui mesmo”.
A nossa equipa contactou a edilidade de Maputo para esclarecimentos, mas até ao fecho desta edição não recebeu qualquer resposta.
Empresário taliano morreu em consequência de complicações de saúde, afirma Ministro do Interior Maputo, 18…
Maputo, 18 Mai (AIM) – O ministro do Interior, Paulo Chachine, acredita que os actuais…
Maputo, 18 Mai (AIM) – O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, anunciou que o país espera…
No âmbito das celebrações do Mês Internacional da Mulher, a Plataforma DECIDE promoveu um webinar…
Uma investigação jornalística do Centro de Integridade Pública (CIP) expõe um sistema marcado por burocracia,…
A persistente escassez de combustíveis em Moçambique continua a agravar a pressão sobre a economia…