Seria, então, o momento ideal para comprar? Especialistas ouvidos pelo g1 Afirmo que a resposta não é tão simples. O cenário é favorável, mas A estratégia recomendada é comprar ao mínimo, de acordo com o objetivo de cada investidor.
“Para uma viagem, o recomendado é sempre fracionar a compra em pelo menos três períodos até o dia do embarque. Assim, você consegue um preço médio e evita aquela sensação de ter comprado mal”, afirma Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.
Já na compra para investimento, a recomendação é focar no longo prazo e tratar o dólar como proteçãomantendo parte do patrimônio dolarizado independentemente do cenário, acrescenta o especialista.
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André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica, tem a mesma leitura. Ele defende que a compra da moeda seja diluída, com o objetivo de equilibrar o preço médio.
“Se existe uma necessidade de compra de moeda estrangeira, eu diria que a melhor estratégia é comprar um pouco por dia, por semana, buscando fazer um preço médio interessante. Apostar na continuidade da valorização da moeda brasileira é um risco”diz.
Diante das incertezas em torno das ações de Trump, porém, o cenário ainda é volátil. “Por isso, use esse movimento para decidir comprar um volume maior ou tudo o que você precisa para os próximos dias é um risco muito grande”alerta Galhardo.
Apesar da cautela, analistas do mercado veem este como um bom momento para adquirir a moeda — desde que com compras diluídas.
Edson Mendes, sócio-fundador da Private Investimentos, afirma que a queda do dólar à faixa de R$ 5 representa uma “boa oportunidade” para fortalecer a posição na moeda (ou seja, na composição da carteira de investimentos), já que a projeção do mercado é de que encerre 2026 acima de R$ 5,37.
Sérgio Samuel dos Santos, economista do Sistema Ailos, tem a mesma avaliação. Para ele, o nível atual é um “bom patamar para diversificação da carteira ou compra parcial da moeda”. Ele também recomenda a aquisição ao mínimo, para garantir um preço médio.
Na mesma linha, Rafael Minotto, analista da Ciano Investimentos, vê a janela como uma boa oportunidade de compra. Ele pondera, porém, que o dólar é sensível a variáveis como guerra, juros, petróleo e cenário fiscal. “O investidor precisa estar ciente dos riscos de volatilidade”, afirma.
Além do cenário externo, especialistas afirmam que a queda do dólar também reflete o fato de o Brasil ter um dos maiores juros reais do mundo. Na prática, os investidores buscam esses rendimentos, o que atrai capital, aumenta a oferta de dólares e pressiona a moeda para baixo.
“Há ainda abundância na exportação de commodities, o que torna o movimento mais sustentável, especialmente em um momento como o atual, em que o país é menos afetado por conflitos geopolíticos”, afirma Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.
Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos, lembra que o movimento de desvalorização do dólar é global. Ele avalia que faz parte de uma estratégia do próprio presidente Donald Trump, com o objetivo de enfraquecer a moeda para atrair mais investimentos aos EUA.
“Faz parte do modus operandi econômico de Trump, que combina a desvalorização da moeda com a elevação de barreiras tarifárias para levar a produção de volta aos EUA. Assim, o movimento global ocorre de forma intencional, para tornar mais lucrativo produzido no país do que importa”, conclui.
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