Moro no bairro Mumemo, em Marracuene, bem próximo à ferragem. Nos últimos dias, algo dentro de mim mudou. Um vizinho recém-chegado, acompanhado da esposa grávida, começou a ocupar meus pensamentos de maneira impossível de controlar. A mulher dele tenta amizade, chama-me para conversar, oferece lanches, algumas geladas, yougurts, momentos simples no quintal. Mas é o marido dela que desperta em mim um desejo que não consigo conter.
Meu próprio marido trabalha noutra província e permanece longe durante longos períodos. As noites solitárias aumentam minha vulnerabilidade e tornam o meu coração mais frágil. O vizinho é jovem, inteligente e organizado. A forma como cuida da esposa grávida me deixa orgulhosa, mas, ao mesmo tempo, abre uma ferida de desejo e culpa que não consigo fechar. Quando ele chega do trabalho, o perfume dele me enlouquece. Às vezes, fico acordada apenas para vê-lo passar, sentindo o corpo tremer e o coração bater descompassado.
Sinto-me dividida entre o respeito pelo casamento e a força de um sentimento que parece impossível de resistir. Cada olhar, cada gesto do vizinho provoca uma mistura de prazer e medo, e me pergunto se sou a única a sentir isso ou se todos escondem desejos assim. As amigas podem me julgar, os vizinhos podem cochichar, mas a paixão não é ilusão; é real, crua e dolorosa.
Não sei se devo ceder, se devo fugir, ou simplesmente aceitar que minha solidão abriu espaço para um desejo que me consome. E fico aqui, no bairro Mumemo, entre o perfume dele e o silêncio da minha casa, sabendo que cada noite sem meu marido me aproxima mais de algo que talvez nunca devesse acontecer.
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