A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) apelou, hoje, aos empresários e comerciantes das cidades e vilas afectadas pelas cheias para que ajam com maior prudência na remoção de produtos deteriorados, de modo a salvaguardar a saúde pública.
Em comunicado, a CTA manifesta preocupação com a forma como alguns produtos já putrefactos têm sido colocados nos passeios, em frente de estabelecimentos comerciais, situação que expõe a população ao risco de consumo de produtos impróprios e à proliferação de doenças.
A organização recomenda que os produtos e derivados deteriorados sejam acondicionados em sacos plásticos pretos, devidamente amarrados, para evitar que sejam recolhidos por populares. Segundo a CTA, esta medida visa garantir que os resíduos sejam posteriormente recolhidos de forma segura pelos camiões do Conselho Municipal da Cidade de Xai-Xai ou por operadores privados destacados para o efeito.
A CTA apela ainda à colaboração dos comerciantes no processo de carregamento dos sacos, sublinhando que, sempre que possível, os próprios empresários podem encaminhar os resíduos directamente para a lixeira.
No entanto, a confederação considera que a deposição em lixeiras não constitui uma solução definitiva, defendendo a criação urgente de condições para a incineração dos produtos deteriorados. “Há o risco de esses produtos regressarem às famílias a partir das lixeiras, o que pode desencadear surtos de doenças”, alerta a CTA.
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