Uma criança de dois anos encontra-se hospitalizada após ter sido esfaqueada 15 vezes, alegadamente pela sua babá, num caso que chocou a comunidade de Jeffreys Bay, na província do Eastern Cape, África do Sul.
O incidente ocorreu na véspera de Ano Novo.
Segundo o pai da menor, Thumani Bangani, o alerta foi dado por vizinhos durante a madrugada.
“Fomos de carro até a casa e, quando chegamos, a mãe do meu filho saiu correndo e chorando: ‘Thumani, meu filho Thumani!’”
De acordo com o relato, quando chegaram ao local já se encontravam agentes policiais e populares aglomerados. A criança estava caída no chão, gravemente ferida.
“Nossa filha estava deitada em uma poça de sangue, com ferimentos de faca e uma garrafa quebrada ao lado dela”, disse o pai, visivelmente abalado.
“Estávamos todos chorando; foi horrível. Nem tivemos a chance de perguntar o que tinha acontecido. Simplesmente a levamos correndo para o hospital.”
A menor foi encaminhada ao Livingstone Hospital, onde permanece internada. Segundo Bangani, o estado clínico é estável.
Os médicos confirmaram que a criança apresenta 15 ferimentos, atingindo a cabeça, o rosto, as costas, o peito e as mãos.
Caso segue para tribunal
A suspeita, uma babá de 59 anos, foi detida na sexta-feira e compareceu brevemente ao Humansdorp Magistrate’s Court.
O magistrado David Kora determinou o adiamento do processo para 12 de Janeiro de 2026, data em que será apreciado o pedido formal de fiança.
“Dadas as circunstâncias, seu caso será adiado para 12 de janeiro de 2026, para fins de seu pedido formal de fiança. O Ministério Público também pretende acrescentar outras acusações neste caso. Você permanecerá sob custódia até sua próxima audiência”, declarou o magistrado.
A arguida enfrenta acusações de negligência infantil e agressão com intenção de causar lesões corporais graves.
Comunidade em choque
Moradores de Jeffrey’s Bay manifestaram indignação face à gravidade do caso, exigindo justiça e maior vigilância sobre a segurança de crianças sob cuidados de terceiros.
O processo segue em investigação pelas autoridades sul-africanas.






