O Governo da República Popular da China formalizou na tarde desta terça-feira(03.03) em Maputo, a entrega de uma doação no valor de 3.194.888 meticais ao Governo de Moçambique, destinada a reforçar a assistência às populações afetadas por eventos climáticos extremos e outras situações de vulnerabilidade. A cerimónia de receção foi dirigida pela Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, que destacou a solidez da cooperação bilateral.
Durante o evento, Luísa Meque expressou o seu “sincero agradecimento por este gesto de solidariedade e amizade”, sublinhando que o apoio surge num momento crucial de resposta às necessidades das populações afetadas.
A dirigente recordou que a China tem sido um parceiro constante desde 2016, tendo fornecido milhares de toneladas de arroz e infraestruturas, como pontes flutuantes, ao longo dos anos. Apenas em 2024, Moçambique recebeu mais de 2.510 toneladas de arroz do país asiático.
Gestão dos centros de acomodação e o início do ano Lectivo
A par da recepção do apoio financeiro, a Presidente do INGD abordou a situação actual dos centros de acomodação, particularmente nas províncias de Gaza e Maputo, que ainda enfrentam os efeitos de cheias severas.

Segundo Meque, enquanto os 15 centros abertos em Inhambane após a passagem de um ciclone já foram desativados, a situação em Gaza é mais complexa.
“A província de Gaza foi a que mais sofreu em termos de cheias. Então nós não vamos retirar as pessoas das zonas onde estão… para levá-los para uma zona onde realmente não haja ainda condições para poderem lá estar”, explicou a dirigente.
Existe, contudo, uma preocupação crescente com a libertação das escolas que servem de abrigo, dado que o ano lectivo de 2026 teve o seu início oficial a 27 de fevereiro.
Compromisso com a transparência e combate ao desvio de apoios
Questionada sobre denúncias de alegados desvios de bens destinados aos necessitados, Luísa Meque assegurou que a instituição pautará pela “transparência necessária” na distribuição dos novos fundos e produtos.




A Presidente do INGD apelou à vigilância de todos, incluindo da comunicação social, para fiscalizar a conduta nos centros.
“Sempre que houver uma denúncia de casos de desvio, nós como instituição estamos abertos para ouvir… a nossa maior preocupação é que todos os bens que são levados para os centros de acomodação sejam entregues aos beneficiários”, afirmou. Meque reiterou que o INGD possui, neste momento, produtos suficientes para prestar assistência nas províncias das zonas sul, incluindo Gaza e Maputo.
A dirigente concluiu reafirmando o compromisso de garantir que a assistência chegue de forma célere e íntegra às famílias que continuam com as suas casas inundadas e em situação de risco.




