A China sempre se opõe ao uso ou à ameaça de uso da força, bem como a qualquer imposição da vontade de um país sobre outro, afirmou neste Domingo o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, ao comentar a situação na Venezuela.
Wang, também membro do Birô Político do Comité Central do Partido Comunista da China (PCCh), fez essas declarações ao realizar a sétima rodada do Diálogo Estratégico dos Ministros das Relações Exteriores China-Paquistão com o vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Mohammad Ishaq Dar, em Beijing.
Wang disse que a actual situação internacional está mais volátil e interligada, com a intimidação unilateral tornando-se cada vez mais grave.
A mudança repentina da situação na Venezuela atraiu grande atenção da comunidade internacional, afirmou o chanceler chinês.
“Jamais acreditamos que qualquer país possa exercer o papel de polícia mundial, nem concordamos que qualquer país possa se autoproclamar juiz internacional”, disse Wang, acrescentando que a soberania e a segurança de todos os países devem ser plenamente protegidas pelo direito internacional.
A China está disposta a trabalhar com a comunidade internacional, incluindo o Paquistão, para defender firmemente a Carta das Nações Unidas, manter o limite mínimo da moralidade internacional, respeitar a igualdade da soberania de todos os países, e conjuntamente salvaguardar a paz e o desenvolvimento mundiais e promover a construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade, afirmou Wang.
Sobre as relações China-Paquistão, Wang afirmou que a China espera que essa visita dê início às comemorações do 75º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países.
Observando que a parceria de cooperação estratégica sob todas as condições entre China e Paquistão tornou-se um factor estabilizador crucial na região e até globalmente, Wang disse que a China está disposta a trabalhar com o Paquistão para implementar o consenso alcançado entre os líderes dos dois países no novo ano e avançar na construção de uma comunidade com um futuro compartilhado China-Paquistão.
Dar transmitiu saudações cordiais dos líderes do Paquistão aos líderes chineses e expressou felicitações pela adopção, pelo PCCh, das propostas para a formulação do 15º Plano Quinquenal.
Dar disse que o Paquistão está disposto a trabalhar com a China para promover a amizade tradicional, reforçar o alinhamento estratégico de seus planos de desenvolvimento, aprofundar a cooperação prática e impulsionar o crescimento contínuo da parceria de cooperação estratégica sob todas as condições entre Paquistão e China.
O Paquistão reafirma sua adesão ao princípio de Uma Só China e continuará a apoiar firmemente a China em todas as questões relativas aos seus interesses centrais, acrescentou Dar.
Ambos os lados concordaram em unir o Sul Global para salvaguardar os interesses comuns, defender a Carta da ONU e se opor aos atos de intimidação que violem a soberania de outros países.
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