Arquivo da categoria: Economia

Governo autoriza concurso internacional para transporte público em Maputo e Beira

Segundo o decreto do Conselho de Ministros desta terça-feira, 24 de Março de 2026, reunido na sua 8.ª sessão ordinária, o Governo autorizou o lançamento de um concurso público internacional para a concessão de projectos de melhoria do transporte público urbano na Área Metropolitana de Maputo e na cidade da Beira.

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Tensões no Médio Oriente fazem disparar preço do petróleo Brent

O preço do petróleo registou uma forte subida nos mercados internacionais esta quinta-feira, com o barril de Brent crude para entrega em maio a disparar mais de 10%, aproximando-se da marca dos 120 dólares.

A valorização surge num contexto de agravamento das tensões no Médio Oriente, na sequência de ataques a instalações de gás, aumentando os receios de perturbações no fornecimento energético global.

De acordo com dados da Bloomberg, recolhidos pela agência EFE, às 09h45 (hora universal coordenada), o Brent avançava 10,79%, fixando-se nos 119,05 dólares por barril.

Também o West Texas Intermediate (WTI), principal indicador do mercado norte-americano, registava uma subida, embora mais moderada. Antes da abertura oficial do mercado, o WTI valorizava 3,29%, sendo negociado a 99,49 dólares.

A escalada dos preços do petróleo reflecte a crescente sensibilidade dos mercados a eventuais riscos geopolíticos numa das principais regiões produtoras de energia do mundo.

FONTE:

Economia africana deve crescer 4% em 2026, aponta relatório das Nações Unidas

A economia africana deverá registar crescimento de 4,0% em 2026 e 4,1% em 2027, após expandir 3,5% em 2024 e 3,9% em 2025, segundo o relatório “Situação Económica Mundial e Perspectivas 2026” divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O documento indica que a aceleração económica será impulsionada por maior estabilidade macroeconómica em várias das maiores economias do continente, embora persistam desafios estruturais que continuam a limitar o desenvolvimento inclusivo.

Dívida elevada e inflação alimentar preocupam

Apesar das perspectivas positivas, o relatório alerta que o elevado custo do serviço da dívida pública, o espaço fiscal limitado e a inflação dos alimentos continuam a representar obstáculos importantes para o crescimento sustentável.

Segundo as estimativas da ONU:

  • A dívida pública média em África deverá atingir 63% do PIB em 2025
  • Os pagamentos de juros poderão absorver cerca de 15% das receitas públicas

Além disso, cerca de 40% dos países africanos encontram-se em situação de sobre-endividamento ou em risco elevado, com vários governos a procurar reestruturação da dívida através do quadro comum do G20.

Crescimento varia entre regiões africanas

O desempenho económico deverá ser desigual entre as diferentes sub-regiões do continente.

África Oriental lidera crescimento

A África Oriental deverá registar o crescimento mais forte, atingindo 5,8% em 2026, acima dos 5,4% previstos para 2025.

Este desempenho será impulsionado sobretudo por economias como:

  • Etiópia
  • Quénia

A integração regional e o investimento em energias renováveis também deverão contribuir para a expansão económica da região.

Outras regiões

O relatório apresenta as seguintes previsões:

  • Norte de África: 4,1% em 2026 (ligeira desaceleração face a 4,3% em 2025)
  • África Ocidental: 4,4% em 2026 (após 4,6% em 2025)
  • África Central: 3,0% em 2026 (após 2,8% em 2025)
  • África Austral: 2,0% em 2026 (após 1,6% em 2025)

A África Austral, onde se encontra Moçambique, continuará a apresentar crescimento mais moderado, refletindo desafios estruturais e pressões económicas globais.

Comércio africano cresce, mas enfrenta riscos

O relatório destaca que o comércio africano registou crescimento em 2025, impulsionado principalmente por:

  • exportações de metais preciosos
  • exportações de produtos agrícolas
  • aumento das importações de equipamentos de transporte

Contudo, a ONU alerta para riscos associados a políticas comerciais internacionais, incluindo desafios ligados à African Growth and Opportunity Act (AGOA), legislação norte-americana que facilita o acesso de exportações africanas ao mercado dos Estados Unidos.

Outro desafio apontado é o avanço ainda lento e desigual da implementação da Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA), iniciativa considerada crucial para fortalecer o comércio intra-africano.

Economia mundial cresce abaixo da média histórica

No cenário global, o relatório prevê que a economia mundial cresça 2,7% em 2026, ligeiramente abaixo dos 2,8% estimados para 2025 e ainda distante da média pré-pandemia de 3,2%.

Entre os factores que continuam a pressionar o crescimento global estão:

  • tensões comerciais internacionais
  • choques climáticos
  • inflação persistente
  • incerteza geopolítica

Apelo a maior cooperação internacional

Face aos desafios, a ONU defende maior coordenação multilateral entre os países, sublinhando a necessidade de reforçar a confiança no sistema global de comércio.

O relatório recomenda restaurar a previsibilidade económica e reforçar o compromisso com um sistema comercial aberto e baseado em regras, considerado essencial para sustentar o crescimento e o desenvolvimento nos países em desenvolvimento.

Especialista Rogério Uthui Alerta para Recessão Económica em Moçambique e Critica Dependência do FMI e Banco Mundial

Em entrevista ao STV Notícias do Grupo SOICO, o economista e analista político Rogério Uthui criticou o modelo de assistência financeira internacional adotado em Moçambique. Segundo o especialista, a dependência das políticas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial tem provocado consequências sociais e económicas graves no país.

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Multinacionais aceleram corrida a energia, mineração e agricultura em Moçambique — oportunidade histórica ou repetição dos mesmos erros?

Eni, TotalEnergies, ExxonMobil, Syrah Resources, Kenmare e Globeleq disputam posições num país com 36 milhões de hectares de terra arável, reservas de gás entre as maiores do mundo e minerais críticos para a transição energética global. O que muda — desta vez — para as populações de Cabo Delgado, Nampula, Manica e Gaza?

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FMI aperta o cerco: “Moçambique precisa de consolidação fiscal ambiciosa e credível”

O Fundo Monetário Internacional deixou um aviso directo ao Governo moçambicano: a estabilidade macroeconómica existe, mas é frágil e pode deteriorar-se se não houver reformas firmes e rápidas. A conclusão consta do comunicado final da Consulta do Artigo IV de 2025, divulgado a 17 de Fevereiro de 2026, em Washington.

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Dívida pública limita investimento social em Moçambique, alerta OXFAM

A crescente pressão da dívida pública sobre o Orçamento do Estado continua a comprometer a capacidade de Moçambique investir de forma sustentável em sectores sociais essenciais, como saúde e educação. O alerta foi feito por Helena Chikela, representante da OXFAM em Moçambique, durante a apresentação de um estudo recente sobre a interação entre a dívida pública e o investimento social no país.

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XI PEDE COOPERAÇÃO COM URUGUAI EM MÚLTIPLAS ÁREAS

A China e o Uruguai devem fortalecer o alinhamento das estratégias de desenvolvimento e aprofundar a cooperação em áreas como economia e comércio, finanças, agricultura e pecuária, construção de infraestrutura e tecnologia da informação e comunicação, disse nesta terça-feira o presidente chinês, Xi Jinping.

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Banco de Moçambique divulga resultados do concurso público para filiais de Lichinga, Quelimane e Beira

Candidatos aprovados no Concurso Público n.º 02/2024 avançam para a fase de entrevistas; BM alerta que o processo não envolve pagamento de taxas

O Banco de Moçambique (BM) anunciou esta segunda-feira a publicação dos resultados das provas de conhecimento referentes ao Concurso Público n.º 02/2024, destinado ao preenchimento de vagas técnicas e administrativas nas filiais de Lichinga, Quelimane e Beira.

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