Em Maputo, um funeral em suspenso choca a nação e levanta a questão: Deve o Direito Formal criminalizar o “Lobolo do Morto”?
A controvérsia ganha novos e dramáticos contornos na região Sul do país, mais precisamente no bairro Mateque, no município de Marracuene. O que era para ser um momento de luto e descanso transformou-se num impasse doloroso que paralisa uma família inteira. Trata-se da morte de uma mulher de 45 anos de idade, ocorrida na última sexta-feira. Seria suposto que, pelo menos até ontem, tivesse sido sepultada. Mas nada disso está a acontecer. Sabe porquê?
Maputo, Moçambique — Uma realidade incómoda e dolorosa tem vindo a público, expondo o que muitos descrevem como um problema silencioso dentro de vários lares moçambicanos: mulheres casadas que, à vista da comunidade, levam uma vida doméstica exemplar, mas, longe dos olhos do marido, sustentam-se através da prostituição clandestina.
Moro no bairro Mumemo, em Marracuene, bem próximo à ferragem. Nos últimos dias, algo dentro de mim mudou. Um vizinho recém-chegado, acompanhado da esposa grávida, começou a ocupar meus pensamentos de maneira impossível de controlar. A mulher dele tenta amizade, chama-me para conversar, oferece lanches, algumas geladas, yougurts, momentos simples no quintal. Mas é o marido dela que desperta em mim um desejo que não consigo conter.
Um intenso debate moderado por Raúl Massingue reuniu o investigador Joseph Hanlon, o jornalista Fernando Lima e o director executivo do CIP, Edson Cortez, para discutir o livro “Moçambique Recolonizado Através da Corrupção”, uma obra que mergulha nas entranhas da história recente do país, expondo a teia de corrupção, influência externa e cumplicidade interna que definem a economia e a política moçambicanas.
O Conselho Municipal de Maputo (CMM) anunciou, esta terça-feira, a implementação de uma política de “Tolerância Zero” contra obras ilegais e clandestinas na capital moçambicana.
Renamo volta a viver os seus fantasmas internos. A Comissão Nacional do partido reuniu-se, esta sexta-feira, e confirmou a realização do tão esperado Conselho Nacional, depois de meses de silêncio e de pressão das bases.
Nos últimos anos, tornou-se comum ouvir promessas de que Moçambique, com os seus vastos recursos naturais, pode transformar-se numa potência económica em apenas uma década. Muitos cidadãos, cansados da pobreza e da instabilidade, acabam por abraçar essa ideia sem questionar os desafios reais e profundos que o país enfrenta. Contudo, um olhar crítico e analítico mostra que essa meta é uma ilusão perigosa, alimentada mais por discursos políticos do que por condições concretas.
O Tribunal Administrativo (TA) da Cidade de Maputo decidiu negar o visto a um contracto controverso entre o Instituto do Algodão (IAM) e uma empresa de tecnologias, que alegadamente beneficiou de informação privilegiada e estava ligada ao Ministro da Agricultura. A decisão do TA responsabiliza o Director-Geral do IAM e o júri do concurso, remetendo o processo ao Ministério Público para prossecução criminal e financeira.
Salomão Moyana, jornalista e comentador, chamou a atenção para as condições deploráveis em que trabalham os chefes de posto administrativo e os chefes de localidade em Moçambique. De acordo com Moyana, que tem contactos em diversas províncias, estes pilares da administração pública operam sem meios básicos de transporte.
A recente publicação do músico angolano K2, exibindo a sua carteira profissional de artista, reacendeu um debate relevante sobre a formalização da actividade artística e cultural. Em Angola, este documento simboliza reconhecimento, protecção e acesso a benefícios legais; mas como seria se Moçambique tivesse um sistema equivalente e eficaz?