A selecção nacional de Moçambique entra esta noite(19h30min) em campo para a sua estreia na Copa Africana das Nações (CAN) Marrocos 2025, diante da poderosa Costa do Marfim, num jogo que promete medir, sem filtros, o real estado de maturidade do futebol moçambicano no palco continental.
O duelo, inserido na fase de grupos da competição, coloca frente-a-frente duas realidades distintas do futebol africano: de um lado, os Elefantes, campeões africanos e presença habitual nas fases decisivas da prova; do outro, os Mambas, que regressam à CAN determinados a quebrar um histórico pouco favorável e a afirmar uma nova identidade competitiva.
A Costa do Marfim chega ao torneio com estatuto de candidata natural, sustentada por um plantel maioritariamente composto por jogadores que actuam nas principais ligas europeias, forte capacidade física e um histórico que impõe respeito. A experiência em jogos de alta pressão é um dos seus maiores trunfos.
Para Moçambique, o desafio é duplo: resistir ao impacto inicial de um adversário habituado a dominar e, ao mesmo tempo, mostrar que a selecção já não vem à CAN apenas para “cumprir calendário”.
Do ponto de vista táctico, espera-se um jogo em que os Mambas apostem numa organização defensiva rigorosa, linhas compactas e transições rápidas, explorando a velocidade nas alas e eventuais erros do adversário. A disciplina táctica será determinante para evitar espaços e travar o jogo interior marfinense.
A Costa do Marfim, por sua vez, deverá assumir o controlo desde cedo, apostando na posse de bola, circulação rápida e pressão alta, tentando resolver o jogo sem permitir crescimento emocional ao adversário.
Os números históricos favorecem claramente os marfinenses, tanto em confrontos directos como em desempenho geral na CAN. No entanto, o futebol africano recente tem mostrado que estatuto não garante vitórias automáticas, sobretudo em jogos de estreia, onde a ansiedade também joga.
Para Moçambique, o encontro representa mais do que três pontos. É uma oportunidade de demonstrar evolução colectiva, competitividade mental e capacidade de sofrer sem perder identidade, factores essenciais para sonhar com algo mais na fase de grupos.
Independentemente do desfecho, a estreia frente à Costa do Marfim será um termómetro decisivo para avaliar até onde os Mambas podem ir neste CAN. Um desempenho sólido pode alterar percepções, fortalecer a confiança interna e mudar o tom da caminhada moçambicana no torneio.
Num grupo exigente, cada detalhe conta. E em Marrocos, Moçambique entra em campo sabendo que o adversário é grande, mas que o jogo ainda está por escrever.
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