A província de Cabo Delgado volta a enfrentar problemas de intransitabilidade sempre que chove, com estradas cortadas pela força das águas e distritos temporariamente isolados. A situação, recorrente nos últimos anos, está igualmente prevista no plano de contingência da Administração Nacional de Estradas (ANE), que tenta minimizar os impactos através de novas medidas estruturais.
Entre as soluções em curso, destaca-se o processo de aquisição de pontes metálicas, inserido num programa de resiliência climática destinado ao norte do país. Cabo Delgado deverá receber 500 metros lineares de pontes metálicas, já com os rios destinados à montagem identificados em coordenação com os distritos beneficiários. Um dos pontos definidos para instalação é o rio Megaruma, frequentemente afectado pelas correntes intensas na época chuvosa.
No caso específico de Namuno, as autoridades confirmaram que, nas semanas anteriores, foi solicitada a mudança do local inicialmente previsto para a montagem das pontes. A alteração foi aceite sem restrições, com os trabalhos de planificação a prosseguirem.
Paralelamente às pontes, a ANE, através da delegação de Caliato, dispõe de 1000 unidades de aquedutos, que poderão ser mobilizados rapidamente para qualquer troço que venha a sofrer erosão ou corte devido à força das águas.
As informações foram divulgadas na quarta sessão ordinária do Conselho Provincial de Coordenação de Cabo Delgado, encontro que reuniu as principais estruturas de governação local. No balanço apresentado, as autoridades frisaram a importância de reforçar a articulação com a Administração do Fundo de Estradas para acelerar intervenções em acessos considerados críticos.
O governo provincial admite que as chuvas continuam a “causar isolamento de distritos” e insiste que o plano de contingência para 2025 pretende reduzir substancialmente o impacto dos cortes de estrada, sobretudo nos pontos historicamente vulneráveis.





