Os anúncios, feitos na terça-feira em declarações separadas pelos ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países da África Ocidental, marcaram a mais recente reviravolta na relação gelada entre os governos militares da África Ocidental e os EUA.
Em 16 de Dezembro, Trump alargou as restrições anteriores às viagens a mais 20 países, incluindo o Mali, o Burkina Faso e o Níger, que são geridos por juntas e formaram uma associação dissidente do bloco regional, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental.
“De acordo com o princípio da reciprocidade, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional informa a comunidade nacional e internacional que, com efeito imediato, o Governo da República do Mali aplicará aos cidadãos dos EUA as mesmas condições e requisitos que os impostos aos cidadãos do Mali”, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Mali num comunicado.
Outra declaração assinada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Burkina Faso, Karamoko Jean-Marie Traoré, citou razões semelhantes para a proibição de cidadãos americanos entrarem no Burkina Faso.
A Casa Branca apontou os ataques persistentes de grupos armados como uma das razões para a proibição de viagens.
A proibição alargada imposta pelos EUA representa uma intensificação da repressão de Trump na sequência do tiroteio contra dois membros da guarda nacional em Washington DC, em 26 de Novembro.
A administração Trump destacou o caso para justificar o reforço dos controlos sobre a imigração.
Ao anunciar a proibição no início deste mês, que incluía o Mali e o Burkina Faso, as autoridades disseram que as restrições eram “necessárias para impedir a entrada de cidadãos estrangeiros sobre os quais os Estados Unidos não possuem informações suficientes para avaliar os riscos que representam. É dever do Presidente tomar medidas para garantir que aqueles que procuram entrar no nosso país não prejudicarão o povo americano”.
O Mali e o Burkina Faso têm lutado para conter grupos armados que se espalharam rapidamente em ambos os países.
As juntas prometeram combater os grupos armados depois de depor governos civis devido à insegurança que assola grande parte da região.
Com a Associated Press




