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BAD prevê crescimento de 2,1 por cento –…

Maputo, 1 Jun (AIM) – O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) prevê um crescimento de 2,1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do país no exercício de 2026 e de 3,5 por cento em 2027.

De acordo com o relatório African Economic Outlook, apresentado na reunião anual do BAD, realizada em Brazzaville, o crescimento será influenciado por uma recuperação na indústria extractiva.

A reunião, que decorreu sob o lema: “Mobilizar o Financiamento do Desenvolvimento em Escala num Mundo Fragmentado”, reuniu representantes de 81 países membros, incluindo chefes de estado, ministros das finanças, ministros do planeamento e governadores de bancos centrais.

“O crescimento de 2026 representa um aumento de 0,2 pontos percentuais face a 2025. Esta evolução será impulsionada por uma recuperação do sector extractivo, pelo forte consumo privado impulsionado por rendimentos mais elevados, e pelo crescimento do investimento”, lê-se no relatório.

O banco também prevê um abrandamento da inflação para 5,7 por cento durante o período 2026-27, resultante do alívio das pressões do lado da oferta, em linha com o objectivo do Banco de Moçambique, no seu papel de regulador do sistema financeiro nacional, de manter a inflação em um dígito.

O défice fiscal, diz o documento, deverá piorar, atingindo 6,4 por cento em 2026 e 7,0 por cento em 2027, devido ao aumento do pagamento de juros e à redução das subvenções a projectos. “O défice deverá atingir 28,8 por cento do PIB em 2026 e 32,7 por cento em 2027”, lê-se no documento.

O BAD explica que o aumento das importações será “impulsionado pela maior produção de gás natural liquefeito e minerais, o que irá pressionar as contas externas do país nos próximos anos”.

Segundo o relatório, os principais riscos para a economia do país são os choques climáticos, a instabilidade política, o conflito armado na província de Cabo Delgado, no norte, e as tensões comerciais globais.

No entanto, de acordo com o BAD, estes desafios podem ser mitigados através de uma melhor governação e do investimento na resiliência climática.

No entanto, o governo moçambicano previa um crescimento de 2,8 por cento do PIB do país no exercício financeiro de 2026. As principais contribuições para o crescimento viriam da indústria extractiva, com uma taxa de crescimento de 4,4 por cento, serviços (4,1 por cento), pescas (3,6 por cento), construção (3,2 por cento) e agricultura (2,5 por cento).

O documento salienta também que o crescimento económico de África irá abrandar para 4,2 por cento este ano, caindo potencialmente para 4 por cento se o conflito no Médio Oriente continuar.

“Os países africanos devem implementar reformas complementares para melhorar a mobilização de recursos internos, nomeadamente através da digitalização dos sistemas fiscais e do alargamento da base tributária, bem como da melhoria da administração tributária e da redução da evasão fiscal, o que reduzirá a dependência do financiamento da dívida e fortalecerá as reservas orçamentais”, lê-se no relatório.

Sou/

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