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Projecto EAGLE de empoderamento de raparigas poderá expandir-se para mais províncias – O País – A verdade como notícia


A VSO Moçambique apresentou, na cidade de Maputo, os resultados do Projecto EAGLE, uma iniciativa dedicada ao empoderamento educativo e económico de raparigas adolescentes. Os parceiros destacaram o impacto profundo do programa e a possibilidade de a intervenção ser alargada a outras províncias do país.

A gala de apresentação de resultados do Projecto EAGLE reuniu representantes do Governo de Moçambique, parceiros internacionais e organizações da sociedade civil, num momento de balanço e celebração dos avanços alcançados ao longo da implementação da iniciativa.

O EAGLE, financiado pelo Governo do Canadá e implementado pela VSO em parceria com a Light for the World, introduziu abordagens inovadoras de alfabetização digital, integrando plataformas como a ONECOURSE e a YAYA com sessões presenciais e actividades de empoderamento económico.

A apresentação dos resultados decorreu de forma dinâmica e interligada. Após a abertura, Mona Cohaneque, Coordenador de Projectos da VSO, conduziu a apresentação dos principais indicadores e resultados alcançados pelo EAGLE, explicando as metodologias e os desafios enfrentados durante a implementação. Seguiu-se a exibição de um vídeo com testemunhos reais de beneficiárias, líderes comunitários e autoridades locais, evidenciando o impacto directo do projecto nas comunidades.

Posteriormente, Cohaneque regressou para uma demonstração prática das plataformas digitais ONECOURSE e YAYA, mostrando como as raparigas interagem com os conteúdos educativos. O momento culminou com um painel de discussão moderado por Kauxique Manganlal, dedicado ao papel das tecnologias educativas no desenvolvimento e na resposta aos desafios do sector da educação, sobretudo em zonas rurais.

Em reacção, a Directora-Executiva da VSO, Donne Cameron, afirmou que os resultados alcançados provam a eficácia do modelo adoptado e anunciou a intenção de dar continuidade ao programa, com possibilidade de expansão territorial. “O EAGLE mostrou-nos que, quando se investe nas raparigas, seinveste o futuro de toda a comunidade. O impacto que observámos em Manica, Sofala e Nampula é extraordinário.

Queremos continuar – e queremos ir mais longe. Com o apoio dos nossos parceiros, acreditamos que este projecto poderá abranger outras províncias do país.†Cameron sublinhou ainda que o sucesso do programa resulta da combinação equilibrada entre tecnologia, mentoria comunitária e oportunidades económicas, factores que, juntos, “estão a transformar vidas de forma concretaâ€.

A representante da Ministra da Educação e Cultura destacou o contributo do projecto para o fortalecimento do ensino básico e para a redução das desigualdades no acesso à educação, realçando a importância das suas metodologias. “O Projecto EAGLE demonstra como soluções educativas inovadoras podem transformar vidas. Agradecemos à VSO e aos seus parceiros pelo compromisso firme com a educação das raparigas.

Esta iniciativa reforça competências essenciais e combate o abandono escolar, promovendo uma aprendizagem mais inclusiva e adaptada aos desafios actuaisâ€, disse Maria Conde, que também apelou para que “o projecto continuasse e abrangesse outras provínciasâ€. Em representação do Global Affairs Canada, doador do projecto, o Alto-Comissário do Canadá em Moçambique destacou a robustez da cooperação bilateral e o compromisso canadiano com iniciativas que promovam a igualdade de género e o desenvolvimento humano. “O Canadá tem uma relação de cooperação exemplar com Moçambique, e o Projecto EAGLE é prova disso. O que vimos hoje não são apenas estatísticas: são histórias de transformação e inclusão. Continuaremos a apoiar projectos que ampliem oportunidades para todas as raparigas e mulheres.â€

A gala terminou com o reconhecimento público do envolvimento das comunidades locais, sobretudo das raparigas que participaram nas actividades. A expectativa, agora, recai sobre a possibilidade de o modelo ser replicado noutras regiões do país, ampliando o alcance das tecnologias educativas e do empoderamento feminino.

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Pelo menos 313 mortos devido a ciclones na época chuvosa em Moçambique

Segundo Daniel Chapo, os três ciclones deixaram um “rastro de destruição humana e material” ao afetar um total de 1.838.235 pessoas, além de destruir total e parcialmente 414 mil casas e inundar outras 12.853.

“Tivemos 207 hospitais, 1.822 escolas e 5.969 salas de aulas danificadas”, acrescentou o chefe de Estado, no parlamento, apontando também para mais de 1,2 milhões de hectares agrícolas afetados, com a perda total de 97.083 hectares, o que prejudicou um total de 381.249 agricultores em todo o país.

Daniel Chapo avançou ainda que 8.914 quilómetros de estradas, 23 pontes e 78 aquedutos foram destruídos, além de 29 sistemas de abastecimento de água inutilizados pelos ciclones.

Os três ciclones atingiram Moçambique na última época das chuvas, tendo sido o ciclone Chido o primeiro e mais grave, ocorrido no final de 2024.

“Em suma, herdamos um país simultaneamente fustigado pelos ciclones, assolado pelo terrorismo em algumas zonas dos distritos da zona norte de província de CD, profundamente fragilizado por manifestações violentas, ilegais e criminosas, e por uma economia em recessão”, lamentou Chapo.

O Presidente de Moçambique assinalou também “fissuras profundas” devido aos eventos registados antes da sua tomada de posse e que exigiam intervenções “urgentes e corajosas”.

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afetados pelas alterações climáticas globais, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril.

Os eventos extremos provocaram pelo menos 1.016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afetando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.

O Presidente moçambicano está a apresentar hoje, no parlamento, em Maputo, a sua primeira informação sobre o estado da nação, conforme prevê a Constituição da República.

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“O Governo de Moçambique aprovou a adoção de restrições temporárias à importação de determinados produtos, com o objetivo de reforçar a capacidade produtiva nacional, responder ao crescimento da produção interna, apoiar o desenvolvimento de indústrias emergentes e promover o aumento do consumo de bens produzidos no país”, lê-se no aviso do Ministério da Economia, com a lista de produtos de importação suspensa “até nova comunicação”.

“Recomendando-se igualmente aos cidadãos e agentes económicos que privilegiem o consumo de produtos nacionais”, refere a mesma nota.

Na tabela de produtos cuja importação fica limitada – em moldes e quantidades não clarificadas – estão incluídas carnes e miudezas comestíveis de aves, arroz e açúcar não acondicionados para venda a retalho, óleo de palma alimentar refinado, água engarrafada e bebidas gaseificadas, massas alimentícias, sal e cloreto de sódio, cimento portland, tijoleira, farinha de milho, cerveja, mobiliário de madeira e metálico, produtos de papel e papelão, bebidas não alcoólicas e refrigerantes, trigo e milho em grão.

O Governo anunciou em 16 de dezembro que Moçambique vai passar a limitar a quantidade de importação de água mineral engarrafada, massas, farinha ou sal, entre outros produtos, para poupar divisas e estimular a indústria nacional.

Segundo anúncio feito então após a reunião semanal do Conselho de Ministros, realizada em Maputo, o Governo aprovou naquele órgão o decreto com as regras sobre os produtos sujeitos a “restrições quantitativas temporárias à importação”.

A medida, segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, visa “salvaguardar a posição externa de Moçambique e assegurar a alocação prioritária de divisas à importação de bens e serviços essenciais, bem como tornar mais competitiva a indústria emergente moçambicana”.

No final da reunião, embora sem detalhar o período destas limitações, quantidades ou quando entram em vigor, o porta-voz acrescentou que as “restrições à importação incluem produtos como água mineral engarrafada, massas alimentares, cimento ‘portland’, farinha de milho, tijoleira e sal”.

“Esta decisão visa ainda favorecer a dinamização da produção nacional e incentivar a produção nacional para a substituição de importações não essenciais”, defendeu ainda, acrescentando que o Governo espera, com esta medida, “contribuir para salvaguardar a estabilidade macroeconómica de Moçambique, assegurar o uso mais eficiente das divisas internacionais e proteger o interesse no acesso a bens e serviços essenciais”.

Vai igualmente “estimular a produção nacional e reforçar a base produtiva doméstica, produção da substituição competitiva de importações e aumento da produção e consumo do produto nacional”.

A medida, disse ainda o porta-voz do Governo, atende a uma “política económica compatível com os princípios da proporcionalidade, temporalidade e não discriminação previstos nas obrigações multilaterais”.

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Reparação de danos das manifestações ainda perdura em Moçambique

“A reparação dos danos das manifestações violentas ainda não está terminada, prevalecem centenas de infraestruturas por reabilitar e ainda há milhares de moçambicanos que precisam de recuperar os seus empregos perdidos”, disse Daniel Chapo, no parlamento, na apresentação do estado da nação.

O Presidente moçambicano disse que foram destruídos pelo menos 1.733 estabelecimentos comerciais, incluindo armazéns de medicamentos, fábricas, farmácias, armazéns de ajuda humanitária, 339 edifícios públicos, 176 postes de energia e 59 torres de comunicação, 25 bombas de combustíveis do setor privado, cinco básculas e 16 portagens.

“Foram seis meses de destruição no nosso país, que deixaram marcas profundas estas manifestações violentas no tecido económico e social do país. Os atos de vandalização, a destruição, resultaram em danos avultados em todo o nosso país”, disse o chefe do Estado moçambicano.

Chapo classificou o período de protestos como de “profunda dor” para os moçambicanos, vivido por “milhares” de pessoas que viram seus bens vandalizados e destruídos e a segurança “ameaçada”.

“As manifestações forçaram o encerramento definitivo ou temporário de empresas, resultando na perda de mais de 50 mil postos de trabalho”, disse, apontando para a redução de arrecadação de receitas para o Estado face às vandalizações.

“Esta sabotagem, promovida por forças que atuam contra a ordem pública, tem profundas consequências humanas, psicológicas e materiais avaliadas em cerca de 27,4 bilhões de meticais (359,8 milhões de euros)”, acrescentou o Chefe do Estado moçambicano, criticando a “redução a escombros” a bens privados e públicos.

Moçambique viveu a sua pior crise eleitoral, com manifestações convocadas pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, que rejeita os resultados das eleições de outubro de 2024 que deram a vitória a Daniel Chapo como quinto Presidente de Moçambique.

Pelo menos 2.790 pessoas continuam detidas, de um total de 7.200, um ano após o início desses protestos, que provocaram 411 mortos, segundo dados da plataforma Decide, divulgados em outubro.

Os agentes das Forças de Defesa e Segurança representam 4,2% do total dos 411 mortos (17), enquanto as crianças são 5% dos mortos (20), acrescenta-se no levantamento da Decide.

A violência em Moçambique cessou após um primeiro encontro, em março, entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, que nunca reconheceu os resultados eleitorais, estando em curso um processo de pacificação que prevê o compromisso governamental de realizar várias reformas, incluindo na Constituição e leis eleitorais.

Chapo promulgou em abril a lei relativa ao Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo, aprovada dias antes no Parlamento, com base no acordo com os partidos políticos, assinado em 05 de março, para ultrapassar a violência e agitação social que se seguiu às eleições gerais de 09 de outubro.

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Falta de salas de aula e expansão de energia eléctrica desafiam Moamba – O País – A verdade como notícia


Moamba enfrenta dificuldades de acesso à energia eléctrica e falta de salas de aula nas escolas. O administrador deste distrito, Carlos Mussanhane, reconhece que há muitos desafios pela frente e apela à população para contribuir para o desenvolvimento desta parcela da Província de Maputo. Mussanhane falava no âmbito da gala do fim de ano, que teve lugar nesta segunda-feira.

O distrito de Moamba realizou, nesta segunda-feira, uma gala de fim de ano, que contou com a presença de diversas individualidades.

Na ocasião, o administrador distrital, Carlos Mussanhane, reconheceu as conquistas do distrito e o trabalho dos habitantes para o alcance das metas.

“Cada uma dessas localidades, cada um desses 123 588 habitantes estão a fazer de tudo para transformar de forma positiva o potencial que nós temos, a capacidade que está instalada em riqueza efectiva, nós queremos, como distrito de Moamba, ser uma referência no que diz respeito à produçãoâ€, começou por explicar Carlos Mussanhane, administrador do distrito.

O governante destacou como desafios que dificultam o desenvolvimento do distrito a falta de salas de aula nas escolas e dificuldades de acesso à energia eléctrica.

“Estamos a dizer que, neste momento, sob o ponto de vista de desafios, temos cerca de 123 turmas ao ar livre, crianças que quando cai chuva não têm como estudar e, com sol intenso, não têm como estudar. Temos também desafios na expansão da rede eléctricaâ€, referiu.

Mussanhane explicou igualmente que o Governo está a trabalhar para que em todos os postos administrativos e localidades haja pelo menos uma unidade sanitária.

“Nós, como distrito, como se pode imaginar pela localização, deveríamos ter um hospital distrital de referência, e não temos, mas há um projecto ao nível do Ministério da Saúde. Também estamos a trabalhar para pressionar para que efectivamente se possa concretizar. Estamos a trabalhar também para que em todos os postos administrativos, em todas as localidades tenhamos pelo menos uma unidade sanitária para responder àquilo que é a demanda da nossa população.â€

Refira-se que o distrito de Moamba conta, actualmente, com 123 588 habitantes, numa extensão territorial de 4628 km², quatro postos administrativos e 10 localidades.

Governo de Moçambique adopta Restrições Temporárias à Importação para proteger produção nacional

O Governo da República de Moçambique, por meio do Ministério da Economia, anunciou a introdução de restrições temporárias à importação de 16 categorias de produtos. A medida visa fortalecer a indústria local, estimular o consumo de bens nacionais e consolidar a capacidade produtiva interna, até aqui fragilizada pela concorrência intensa de produtos importados a preços reduzidos.

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Governo e Partidos avaliam progresso do Diálogo Nacional Inclusivo: Processo é “Verdadeiro” de Reconciliação e Renovação da Esperança

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, liderou hoje, 17 de Dezembro de 2025 uma sessão de balanço do Diálogo Nacional Inclusivo, no Gabinete da Presidência, em Maputo. Nesta reunião, os líderes dos partidos signatários do Compromisso Político avaliaram positivamente os avanços alcançados.

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Chapo apresenta o seu 1º Estado Geral da Nação

Informe Anual sobre a Situação Geral da Nação na Assembleia da República

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, vai apresentar nesta quinta-feira, 18 de Dezembro, o seu primeiro Estado Geral da Nação, em sessão plenária na Assembleia da República. Este discurso marca um momento crucial na governação de Chapo, que vai fazer um balanço detalhado dos principais desafios e conquistas políticos, económicos e sociais desde que assumiu o cargo.

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