A 8.ª Exposição Internacional de Importações da China (CIIE), que decorre de 5 a 10 de Novembro, tem registado um número crescente de empresas que acorrem a Xangai para explorar o enorme potencial de consumo e inovação ali existente. A CIIE constitui um elemento concreto da principal política chinesa de promoção de uma nova fase de abertura de alto nível e representa uma oportunidade significativa para a China assumir a iniciativa de abrir o seu vasto mercado ao mundo. À medida que os efeitos de difusão das exposições se transformam em mercadorias e os expositores em investidores, o enorme mercado chinês e as vantagens do seu apoio industrial consolidado estão a atrair inúmeras empresas multinacionais a aprofundar as suas estratégias de localização e a reforçar o investimento no país.
Maputo, 9 de Novembro (Hora Certa News) — Participando pela oitava vez consecutiva na CIIE, a Medtronic, uma das maiores empresas de dispositivos médicos do mundo, apresentou mais de 500 produtos e tratamentos inovadores, dos quais mais de 70 estrearam-se no mercado durante o evento.
Aproveitando o impulso da exposição, a Medtronic converteu vários destes produtos emblemáticos em bens comerciais, beneficiando numerosos pacientes na China, afirmou Cao Shan, vice-presidente de Assuntos Corporativos e Comunicação da Medtronic Grande China.
A 8.ª CIIE tem reunido um número crescente de empresas como a Medtronic, que se dirigem a Xangai para aproveitar o vasto potencial de consumo e inovação oferecido. No mais recente episódio do programa China Economic Roundtable, uma mesa-redonda multimédia organizada pela Agência de Notícias Xinhua, um responsável do Gabinete da CIIE, um académico e a representante da Medtronic partilharam as suas perspectivas sobre as oportunidades criadas pela abertura da China e pelo seu vasto mercado – tal como ilustrado na presente edição da CIIE.
PORTA DE ENTRADA PARA UM GRANDE MERCADO GLOBAL
A CIIE constitui uma componente concreta da política chinesa de promoção de uma nova fase de abertura de alto padrão e oferece uma oportunidade significativa para a China abrir o seu imenso mercado ao mundo.
A exposição deste ano atraiu 4.108 expositores internacionais – entre os quais 290 empresas classificadas na lista Fortune Global 500 e líderes de diversos sectores.
“É uma clara demonstração de confiança por parte da comunidade internacional”, observou Li Guoqing, subdirector-geral do Gabinete da CIIE, destacando a disposição dessas empresas em assumir um compromisso de longo prazo com o mercado chinês.
Li atribuiu esse efeito de atracção às vantagens únicas da China em capital, tecnologia e mercado.
Wang Wen, director do Instituto Chongyang de Estudos Financeiros da Universidade Renmin da China, concordou, descrevendo o mercado como “o recurso mais escasso do mundo actual”.
Apesar do aumento do proteccionismo comercial e da desglobalização, a estabilidade do desenvolvimento e da abertura chinesa compensa as incertezas externas e transforma o vasto mercado do país numa oportunidade global, afirmou Wang, acrescentando que, como única exposição nacional do mundo dedicada às importações, a CIIE se tornou um símbolo marcante da abertura chinesa.
Com o grupo de rendimento médio da China previsto para ultrapassar 800 milhões de pessoas na próxima década, o mercado interno de dimensão extraordinária possui um potencial de consumo ainda por libertar, referiu Wang.
A CIIE converte esse potencial em poder de compra real. Dados indicam que, nas suas sete primeiras edições, a exposição facilitou mais de 1.100 acções de intermediação entre empresas com capital estrangeiro e agências de promoção de investimentos em toda a China, gerando mais de 500 mil milhões de dólares norte-americanos em transacções previstas.
A edição deste ano apresenta uma participação mais forte de economias em desenvolvimento, com uma área dedicada a produtos de países menos desenvolvidos, criada pela primeira vez, e stands ampliados para expositores africanos e asiáticos.
Mais de 160 empresas de 37 países menos desenvolvidos estão presentes, enquanto o número de empresas africanas aumentou 80 por cento em relação ao ano anterior.
“Há muitas histórias”, afirmou Li, ao ilustrar o valor da CIIE como plataforma para comprar do mundo e beneficiar o mundo, citando o exemplo do sucesso do molho picante do Ruanda no mercado chinês, que tem permitido a muitos jovens ruandeses ganhar a vida cultivando pimentos para satisfazer a procura.
INVESTIR NA CHINA É INVESTIR NO FUTURO
Ao desenvolver a chamada “economia de estreias”, a CIIE serve não apenas como uma montra de produtos, mas também como uma ponte para a inovação.
A 8.ª edição apresenta 461 novos produtos, tecnologias e serviços em áreas como economia de baixa altitude, robôs humanoides, inteligência artificial e economia verde e de baixo carbono. Foram também introduzidas novas tendências de consumo ligadas à economia da terceira idade, à economia do gelo e da neve, à economia desportiva e ao turismo cultural automóvel.
Na perspectiva de Wang, estas novidades transformam a exposição num grande palco para a apresentação das mais recentes tecnologias, níveis de inovação e padrões estéticos de vários países. “Elas não apenas satisfazem a aspiração do povo a uma vida melhor, como também impulsionam o mercado chinês a oferecer melhores sistemas e serviços, gerando novas formas de negócios e atraindo mais talentos para o país.”
À medida que os efeitos de difusão se ampliam e os expositores se transformam em investidores, o vasto mercado chinês e o seu forte apoio industrial continuam a atrair multinacionais que reforçam as suas estratégias locais e aumentam os gastos em investigação e desenvolvimento.
Por exemplo, a Medtronic tem acelerado a sua presença no mercado chinês, tendo recentemente inaugurado em Pequim o seu primeiro centro de inovação em saúde digital.
“Pequim lidera o mundo no desenvolvimento da inteligência artificial e da digitalização, além de contar com um grande número de talentos e hospitais de referência”, afirmou Cao, acrescentando que a empresa espera reforçar a cooperação com as forças inovadoras da China.
A Medtronic é participante e beneficiária da reforma e abertura chinesas, observou Cao. “No futuro, a empresa espera ampliar as suas capacidades de inovação e construir um sistema de cadeia de abastecimento mais resiliente na China, fortalecendo ainda mais a competitividade global”, acrescentou.
O compromisso da China em abrir-se cada vez mais é evidente. O país mantém-se, há 16 anos consecutivos, como o segundo maior mercado de importação do mundo, e o seu nível médio de tarifas caiu para 7,3 por cento.
Através da plataforma aberta da CIIE, a China tem promovido continuamente a facilitação do comércio e do investimento, a protecção da propriedade intelectual e outras inovações abertas, criando marcas como “Investir na China”, “Comprar na China” e “Exportar para a China”, proporcionando um ambiente empresarial estável, transparente e previsível para “transformar exposições em produtos e expositores em investidores.”
(Repórteres de vídeo: Di Chun, Sun Qing, Chen Jie, Ding Ting, Zhang Mengjie, Li Haiwei, Cen Zhilian e Zhang Jingyi; editores de vídeo: Liang Wanshan, Huipeipei, Zheng Qingbin e Wang Han.)
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