As notas (e as muitas experiências) do primeiro onze do Sporting com o Torreense

As notas (e as muitas experiências) do primeiro onze do Sporting com o Torreense


Rui Borges lançou nesta quinta-feira, diante do Torreense, seu primeiro onze da temporada. Um onze ainda longe do que se espera nos jogos a doer, face às muitas ausências ainda no plantel, não só dos mundialistas, mas também de outros ainda a chegar e alguns em gestão de esforço, mas no qual já se podem tirar algumas notas importantes, curiosamente, desta vez à porta fechada e longe dos olhares dos adeptos, diante de um adversário de má memória, a equipa de Torres Vedras com quem os leões cederam no último teste de 2025/2026, na Taça de Portugal (1-2).

Primeira nota: Rui Borges, apesar da revolução esperada para 2026/2027 com várias mudanças importantes e estruturais do elenco, manteve-se fiel ao seu sistema 4x2x3x1 nesta partida de dois tempos de 40 minutos. No gol, diante da ausência de Rui Silva, palco para o número 2 da posição, João Virgínia, que, aliás, está na linha de frente para se mostrar durante o estágio que se segue em Lagos no Algarve. As maiores novidades vieram no quarteto defensivo, principalmente com a surpresa Faye… testado na lateral direita.

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O senegalês, que está na porta de saída de Alvalade após a chegada de Jesse Derry, foi adaptado para o corredor direito e cumpriu com a missão. Sem deslizes e provando que poderá até ser útil com outras… funções. Na esquerda, ainda sem Maxi, foi Mangas o dono da vaga. Já os centrais, ao lado de Eduardo Quaresma, que se perfila como patrão da defesa nesta fase (diante das ausências de Inácio, Diomande e Debast) estava o jovem Eduardo Felicíssimo, 19 anos, uma espécie de coringa da formação, dada a sua versatilidade e que estará debaixo de olho de Rui Borges nesta temporada.

No renovado meio-campo, duas caras novas: Sergi Altimira e Doumbia. Uma dupla que, salvo algum imprevisto, será a titular da nova temporada e que tentará esquecer Hjulmand e Morita. Na frente desses dois, um tridente bem mais conhecido. Geny Catamo na direita, que demonstrou muito brilho nesta fase, Pedro Gonçalves na posição 10 e o jovem Flávio Gonçalves na lateral esquerda. Um tridente que estava no apoio a um jovem atacante de 19 anos, Gabriel Silva, que foi opção diante dos problemas físicos de Ioannidis e a ausência de Luis Suárez. Um onze que deu boa conta de si, a mostrar entrosamento, ainda que os golos só tenham surgido na etapa final por dois jogadores lançados: Daniel Bragança, um meia ainda sem presença assegurada em Alvalade e Silas Andersen, jovem nórdico que entrou para a posição 6 e que fechou as contas do jogo.
Um primeiro ensaio com nota positiva e que serviu, sobretudo, para dar carga competitiva à equipe em uma após uma primeira etapa de preparação. Agora segue-se um novo teste, desta vez já no Algarve, no próximo dia 14, diante de um adversário mais exigente, o Celtic.

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