Apesar das polémicas, Infantino tem via aberta para vencer eleições da FIFA

Apesar das polémicas, Infantino tem via aberta para vencer eleições da FIFA


Gianni Infantino já assegurou o apoio formal de mais de 200 países para a reeleição como presidente da FIFA, apesar do clima de instabilidade gerado pelo escândalo em torno do perdão da suspensão a Folarin Balogun, garante esta sexta-feira o O Guardião. A reeleição para um quarto mandato, no congresso de março, parece assim ser mera formalidade, escreve o jornal britânico.

A publicação informa que apenas um pequeno número das 211 federações-membro do órgão que rege o futebol no mundo ainda não enviou cartas de apoio a Infantino. Entre as exceções estão alguns países europeus, sendo a Alemanha a federação de maior importância que ainda não oficializou o apoio ao suíço, de 56 anos.

O prazo para a apresentação de candidaturas termina a 18 de novembro, data até à qual as cartas de apoio podem ser retiradas ou transferidas para outro candidato. No entanto, Infantino é, de momento, o único candidato na corrida. Algumas federações terão sentido uma pressão persistente por parte da FIFA para confirmarem a sua lealdade, uma prática que, em teoria, não é permitida pelo código de ética do organismo.

Seria necessário um verdadeiro terramoto político para afastar Infantino do poder. Embora persista o descontentamento, sobretudo entre as federações europeias, após Donald Trump ter admitido que fez lóbi junto da FIFA para rever o cartão vermelho de Balogun contra a Bósnia, a grande maioria dos apoios está garantida. O atual líder máximo do organismo não precisa do suporte europeu para obter um mandato esmagador e, de qualquer forma, a maior parte do continente já confirmou o seu apoio, incluindo a Federação Inglesa, que terá enviado a sua carta bem antes do Mundial.

Nos últimos dez dias, a ideia de um candidato apoiado pela Europa para concorrer contra Infantino ganhou força nos bastidores, mas a perspectiva de várias federações chegarem a um consenso sobre um nome parece remota.
A UEFA já manifestou a sua oposição à FIFA em várias questões recentes, como o incidente com Balogun e o afastamento do árbitro somali Omar Artan do Campeonato do Mundo. Contudo, não é claro se a liderança do organismo europeu estaria disposta a apoiar formalmente um candidato. Fontes próximas da hierarquia do futebol europeu acreditam que um candidato capaz de reunir 30 ou 40 votos poderia, pelo menos, abrir um debate público legítimo sobre a governação e o rumo da FIFA.

As federações-membro da FIFA vão reunir-se em Nova Iorque no sábado, mas, sendo a reunião presidida por Infantino, é pouco provável que os escândalos recentes façam parte da ordem de trabalhos. A discussão deverá centrar-se antes no desempenho financeiro do Mundial e nos eventuais benefícios que poderão ser distribuídos pelas federações.

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