Um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Tete, está detido, acusado de burla. O indiciado terá prometido facilitar o ingresso de dois jovens ao curso básico da Polícia, na Escola Prática de Matalana, mediante ao pagamento de 303.700 meticais.
O Comando Provincial da PRM identificou como vítimas um jovem de 24 anos, residente no distrito de Chifunde, que desembolsou 143.700 meticais, e uma mãe, residente em Mussacama, no distrito de Moatize, que entregou ao agente, 160 mil meticais na tentativa de garantir o ingresso do seu filho na formação.
Para reunir o valor exigido, o primeiro denunciante vendeu a sua motorizada, fez o transpasse de um terreno e alienou alguns bens particulares. Já a segunda vítima recorreu ao dinheiro proveniente da venda de produtos agrícolas e contraiu dívidas, na expectativa de assegurar o alegado “apadrinhamento”.
“Encorajamos todos os cidadãos que tenham passado por situações semelhantes a aproximar-se das esquadras para apresentarem denúncias, de modo a garantir a responsabilização dos envolvidos. A corporação não se revê neste tipo de práticas”, afirmou o porta-voz do Comando Provincial, Feliciano da Câmara.
O acusado alegou que foi procurado pelos denunciantes para prestar ajuda. Negou ter recebido o montante em causa, sustentando que apenas recebeu 30 mil meticais, valor que se declarou disposto a devolver.
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