A activista climática queniana Truphena Muthoni quebrou o seu próprio recorde mundial ao permanecer 72 horas consecutivas abraçando uma árvore, numa acção simbólica de consciencialização sobre os impactos das mudanças climáticas e do desmatamento.
O feito supera o recorde anterior da própria activista, que havia permanecido 48 horas na mesma posição. A iniciativa contou com o acompanhamento de observadores oficiais do Guinness World Records, cujos honorários foram parcialmente financiados por apoiantes da causa ambiental.
Durante o desafio, Muthoni enfrentou momentos de exaustão extrema. Em determinada altura, quase adormeceu, sendo acordada pelos seus apoiantes para manter a continuidade do recorde.
Além da causa ambiental, a activista incorporou uma dimensão social ao protesto. Durante várias horas, usou uma venda nos olhos para chamar atenção para as pessoas com deficiência e para a forma como este grupo será particularmente afectado pelas mudanças climáticas.
Segundo Muthoni, a crise climática tende a agravar desigualdades já existentes, afectando com maior intensidade as populações mais vulneráveis.
Em declarações à imprensa local, a activista explicou o significado da indumentária usada durante o desafio, marcada por fortes referências simbólicas.
“O preto representa o poder africano, o protesto e a resiliência; o verde simboliza o reflorestamento, a regeneração e a esperança; o vermelho representa a resistência indígena e a coragem na linha da frente; e o azul simboliza os protectores da água e os defensores dos oceanos”, afirmou.
Cientistas e organizações ambientais alertam há vários anos que os países africanos apresentam alguns dos níveis mais baixos de emissões de carbono no mundo, mas enfrentam impactos desproporcionais das mudanças climáticas.
Secas prolongadas, cheias severas, insegurança alimentar e deslocamentos forçados estão entre as consequências que mais afectam o continente.
Para Muthoni, a sua acção vai além de um recorde pessoal.
“Este protesto pacífico é importante porque transcende todas as diferenças. Noutros protestos ouvimos falar de violência, mas este desperta a humanidade”, declarou, citada pela imprensa local.
O desafio foi realizado no complexo governamental da cidade de Nyeri, onde a activista escolheu uma árvore nativa, reforçando a importância da preservação das espécies locais e dos ecossistemas africanos.
A iniciativa ganhou ampla cobertura mediática e reacendeu o debate sobre a urgência de acções concretas contra o desmatamento e a crise climática no continente africano.
Fonte: Deutsche Welle
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