Esta afirmação foi expressa pelo chefe da missão do Banco Mundial, Laurent Corthay, em entrevista à AIM.
Segundo Corthay, falando à margem de uma sessão de acompanhamento e avaliação do impacto dos projectos financiados pelo Banco Mundial na província nortenha de Cabo Delgado, o foco do Banco está alinhado com os objectivos do governo moçambicano, sendo a criação de emprego considerada “o maior desafio do país”.
“O emprego é a forma mais directa e eficiente de sair da pobreza. Por isso, o Banco Mundial está a financiar o projecto Connect Businesses, através do qual estão a ser mobilizados 30 milhões de euros (35,2 milhões de dólares ao câmbio actual) em subsídios para empresas moçambicanas, com vista a acelerar as ligações económicas e impulsionar as cadeias de valor”, disse.
Este projecto, que é coordenado pelo Ministério das Finanças de Moçambique, está orçado em 15 milhões de dólares americanos desembolsados pelo Banco Mundial.
A iniciativa visa formar, financiar e preparar as pequenas e médias empresas (PME) para as integrar nas cadeias de abastecimento das grandes empresas de Moçambique, com destaque para o Corredor Logístico de Nacala, na província nortenha de Nampula.
Paralelamente, 20 milhões de euros são destinados a programas de formação empresarial e de capacitação, considerados essenciais para melhorar o desempenho das pequenas e médias empresas.
Corthay explicou que, embora o acesso ao financiamento seja frequentemente citado como o principal obstáculo ao desenvolvimento do sector privado, a formação desempenha um papel igualmente crítico. “Não se trata apenas de criar novos negócios, mas de transformar a forma como os negócios são conduzidos”, afirmou.
A missão constatou no terreno que as empresas beneficiárias, especialmente as pequenas empresas, registaram melhorias significativas graças a ações de capacitação, incluindo maior organização interna, melhor estruturação de equipas e aumento da iniciativa empresarial.
Relativamente ao futuro, Corthay disse que o apoio do Banco Mundial ao país deve continuar, “fortalecendo o sector privado, o acesso ao financiamento e o desenvolvimento de competências”.
Cabo Delgado, em particular, foi identificado como uma prioridade, não só pela sua necessidade de recuperação económica, mas também pelo seu papel na promoção da estabilidade. “A criação de emprego e a estabilidade são dimensões centrais e interligadas”, afirmou.
A recomendação feita às empresas pelo representante do banco destaca a necessidade de investir continuamente na melhoria das suas capacidades, na adoção de práticas de gestão mais eficientes e no reforço da formação dos seus recursos humanos.
O Banco Mundial acredita que esta abordagem pode consolidar um modelo de desenvolvimento inclusivo em que o sector privado desempenha um papel decisivo na transformação económica do país.
(MIRAR)
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