A Polícia da República de Moçambique (PRM) e o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) vieram a público esta quinta-feira para esclarecer a detenção de alguns agentes policiais na província de Maputo, numa tentativa de travar especulações sobre alegada instabilidade nas forças de segurança.
Em comunicado conjunto, as duas instituições confirmam que os agentes foram detidos em cumprimento de mandados de captura emitidos pelo Tribunal Judicial da Província de Maputo, no âmbito de processos-crime que tramitam na Direcção Provincial do SERNIC.
Segundo o documento, a PRM foi previamente notificada pelo SERNIC sobre a execução das ordens judiciais e garantiu total colaboração, reiterando o seu “compromisso de obediência à lei e ao Estado de Direito”.
Autoridades Negam Cerco e Conflito Interno
As instituições foram categóricas ao desmentir informações difundidas em alguns meios de comunicação e redes sociais que apontavam para um suposto cerco às instalações policiais ou para uma disputa entre a PRM e o SERNIC.
“Não se tratou de cerco às instalações do Comando Provincial da PRM-Maputo, nem de protecção dos agentes em causa por parte do Comando Provincial”, lê-se no comunicado.
A PRM e o SERNIC garantem que continuam a actuar de forma coordenada, reafirmando uma postura de tolerância zero à criminalidade, independentemente da posição ou patente dos envolvidos.
Sinal Político num Momento Sensível
Este episódio surge num contexto de crescente exigência pública por responsabilização nas forças de defesa e segurança, numa fase em que o país atravessa um período de transição política sob a liderança do Presidente Daniel Chapo, com promessas de reforço da disciplina institucional e do combate à impunidade.
Analistas consideram que o caso pode representar um teste crucial à credibilidade das reformas prometidas no sector da segurança e justiça, num país onde a confiança nas instituições continua frágil.





