Moradores de Ndlhavela Divergem Sobre Uso de Lixo em Tapamento de Covas no Cemitério Eugénio

Matola, 20 de Agosto de 2025 — A recente iniciativa do Município da Matola de utilizar lixo recolhido no cemitério Eugénio para o tapamento de covas e buracos que dificultam a transitabilidade nas vias de acesso, especialmente durante a época chuvosa, tem gerado divergências entre os moradores do bairro de Ndlhavela.

De um lado, há quem aplauda a medida, considerando-a uma solução prática para o problema recorrente da estagnação de águas nas estradas que dão acesso ao cemitério. “Pelo menos assim conseguimos circular sem grandes transtornos, mesmo quando chove. A iniciativa do município é positiva”, afirmou um residente local em entrevista à nossa reportagem.

No entanto, outros munícipes levantam fortes críticas à prática, argumentando que o lixo utilizado emite um cheiro nauseabundo que torna insuportável a permanência nas imediações do cemitério. “Não é justo que se use lixo para tapar buracos. O mau cheiro é constante e afecta a nossa saúde”, reclamou uma moradora.

Questionado sobre a medida, o responsável pela equipa municipal que tem executado os trabalhos de tapamento explicou que a acção visa responder a um problema antigo de difícil solução. “O objectivo é acabar com a estagnação das águas nas vias, que em alguns momentos chega a impossibilitar o acesso ao cemitério. Estamos a usar o material disponível para garantir melhorias na transitabilidade”, disse.

A divergência entre os moradores expõe a necessidade de o município encontrar alternativas mais sustentáveis e ambientalmente adequadas para a manutenção das vias, conciliando a urgência da acessibilidade com o bem-estar da comunidade.

Mais do autor

Imundície no Zimpeto: Valetas transformadas em depósitos de lixo

Tzu Chi Mozambique Showcases Community Farm in Mecuzi to Local Authorities