Sábado, 17 de Outubro de 2026

"Não escolhemos a notícia, escolhemos te informar"

Sociedade

“A comunicação deve fortalecer o diálogo, a…

“A comunicação deve fortalecer o diálogo, a...


Numa reflexão à volta do capítulo IV da Magnifica Humanitas (MH) do Papa Leão XIV e em declarações à Rádio Vaticano, Sílvia Afonso, Docente na Universidade Católica Moçambique (UCM), destacou o papel da comunicação na formação da opinião pública e do imaginário coletivo e que ela é chamada a fortalecer o diálogo, a participação democrática e o bem comum, sobretudo nesta época de transição para as tecnologias digitais e a inteligência artificial.

P. Bernardo Suate – Cidade do Vaticano

Sílvia Afonso, professora de Ciências da Comunicação na Universidade Católica de Moçambique (UCM) – Extensão de Maputo, em recente entrevista à mídia do Vaticano reiterou que Leão XIV, especialmente em um contexto marcado pela crescente influência da IA, reafirma a centralidade da pessoa humana e sua dignidade e, com a MH, convida a uma reflexão ética sobre a necessidade de colocar essa dignidade no centro do desenvolvimento tecnológico.

Temos hoje, na verdade, observa a Professora de comunicações, dois tipos de analfabetos: os que não sabem ler nem escrever e os analfabetos digitais e, nessa perspectiva, a comunicação deixa de ser mero instrumento de difusão de informações para assumir uma missão educativa, formativa e humanizadora.

Aliança educacional para a era digital

Daí, a importância de uma aliança educativa para a era digital, com a cooperação entre a família, a escola, os meios de comunicação, a Igreja e as plataformas digitais, para promover uma cultura do discernimento, da verdade, da responsabilidade e da solidariedade, enfatiza Sílvia. Comunicadores, instituições, líderes religiosos e cidadãos comprometidos são, por conseguinte, chamados à cooperação, cada qual segundo seu nível e atribuições, a juntar esforços numa comunicação ética, crítica e orientada para o bem comum.

Num ambiente mediático caracterizado pela rapidez da informação, pela desinformação, pela manipolação algorítmica, fragmentação das audiências, torna-se indispensável formar cidadãos capazes de exercer um pensamento crítico e um uso ético das tecnologias digitais – sublinha ainda Sílvia Afonso, citando a Encíclica do Santo Padre.

A verdade um bem comum, não é propriedade de indivíduos, grupos ou plataformas

Outro importante conceito ressaltado por Sílvia na sua leitura da Magnífica Humanidade è o da verdade como bem comum, o que implica reconhecer que a verdade não é propriedade de indivíduos, grupos ou plataformas, mas um patrimônio que sustenta a convivência humana, a confiança social e a busca do bem comum. E, com exemplos, a professora ilustra o potencial e os perigos da IA ​​para crianças, jovens e adultos, e de quanto é fundamental hoje usar todos os meios à disposiçã para reafirmar que a verdade não pode ser entendida apenas como exatidão factual, mas como um caminho para o encontro com Deus, com o próximo e consigo mesmo.

A terminar, uma sugestão concreta e prática para a “migração” da era analógica à era digital, da comunicação tradicional àquela na era da IA: “comunicar para aprender e educar a sociedade na era digital, ou seja, temos que aprender o novo modo de vida da sociedade da informação“, concluiu dizendo a professora universitária.

Ouça a entrevista com a Profa. Sílvia Afonso, e compartilhe

Obrigado por ler este artigo. Se você quiser se manter atualizado, assine nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui.



Numa reflexão à volta do capítulo IV da Magnifica Humanitas (MH) do Papa Leão XIV e em declarações à Rádio Vaticano, Sílvia Afonso, Docente na Universidade Católica Moçambique (UCM), destacou o papel da comunicação na formação da opinião pública e do imaginário coletivo e que ela é chamada a fortalecer o diálogo, a participação democrática e o bem comum, sobretudo nesta época de transição para as tecnologias digitais e a inteligência artificial.

P. Bernardo Suate – Cidade do Vaticano

Sílvia Afonso, professora de Ciências da Comunicação na Universidade Católica de Moçambique (UCM) – Extensão de Maputo, em recente entrevista à mídia do Vaticano reiterou que Leão XIV, especialmente em um contexto marcado pela crescente influência da IA, reafirma a centralidade da pessoa humana e sua dignidade e, com a MH, convida a uma reflexão ética sobre a necessidade de colocar essa dignidade no centro do desenvolvimento tecnológico.

Temos hoje, na verdade, observa a Professora de comunicações, dois tipos de analfabetos: os que não sabem ler nem escrever e os analfabetos digitais e, nessa perspectiva, a comunicação deixa de ser mero instrumento de difusão de informações para assumir uma missão educativa, formativa e humanizadora.

Aliança educacional para a era digital

Daí, a importância de uma aliança educativa para a era digital, com a cooperação entre a família, a escola, os meios de comunicação, a Igreja e as plataformas digitais, para promover uma cultura do discernimento, da verdade, da responsabilidade e da solidariedade, enfatiza Sílvia. Comunicadores, instituições, líderes religiosos e cidadãos comprometidos são, por conseguinte, chamados à cooperação, cada qual segundo seu nível e atribuições, a juntar esforços numa comunicação ética, crítica e orientada para o bem comum.

Num ambiente mediático caracterizado pela rapidez da informação, pela desinformação, pela manipolação algorítmica, fragmentação das audiências, torna-se indispensável formar cidadãos capazes de exercer um pensamento crítico e um uso ético das tecnologias digitais – sublinha ainda Sílvia Afonso, citando a Encíclica do Santo Padre.

A verdade um bem comum, não é propriedade de indivíduos, grupos ou plataformas

Outro importante conceito ressaltado por Sílvia na sua leitura da Magnífica Humanidade è o da verdade como bem comum, o que implica reconhecer que a verdade não é propriedade de indivíduos, grupos ou plataformas, mas um patrimônio que sustenta a convivência humana, a confiança social e a busca do bem comum. E, com exemplos, a professora ilustra o potencial e os perigos da IA ​​para crianças, jovens e adultos, e de quanto é fundamental hoje usar todos os meios à disposiçã para reafirmar que a verdade não pode ser entendida apenas como exatidão factual, mas como um caminho para o encontro com Deus, com o próximo e consigo mesmo.

A terminar, uma sugestão concreta e prática para a “migração” da era analógica à era digital, da comunicação tradicional àquela na era da IA: “comunicar para aprender e educar a sociedade na era digital, ou seja, temos que aprender o novo modo de vida da sociedade da informação“, concluiu dizendo a professora universitária.

Ouça a entrevista com a Profa. Sílvia Afonso, e compartilhe

Obrigado por ler este artigo. Se você quiser se manter atualizado, assine nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui.

Accessibility