Idoso perde 378 mil Meticais após golpe de uma “falsa Juliana Paes”

Um idoso de Pocran, no interior de Minas Gerais, perdeu 378 mil Meticais ao longo de três meses depois de acreditar que mantinha um relacionamento amoroso com alguém que se fazia passar pela actriz Juliana Paes.

Romance Virtual e transferências em série

O homem, descrito pela família como simples e de bom coração, acreditou estar envolvido com a actriz após conhecer um perfil nas redes sociais. Conversavam diariamente, trocavam declarações de amor e até realizaram chamadas de vídeo manipuladas pelo golpista.

Os pedidos de dinheiro começaram com justificações como “problemas pessoais, dificuldades financeiras e contas bloqueadas”. As transferências foram feitas em pequenas quantias via Pix, até totalizarem 378 mil Meticais.

O Choque de Realidade

A família notou movimentações suspeitas e confrontou o idoso, que descobriu que a namorada virtual era, na verdade, um criminoso usando fotos, vídeos e áudios gerados por inteligência artificial. O homem ficou emocionalmente abalado com a revelação e com o prejuízo acumulado.

Foi registado um boletim de ocorrência, e a polícia passou a investigar.

Golpes Semelhantes em Alta

Outro caso semelhante envolveu Valdeira, Masoterapeuta de 47 anos, fã de Fórmula 1, que acreditou falar com o piloto Lewis Hamilton. O falso atleta recusou chamada de vídeo e enviou um áudio analisado posteriormente como possivelmente gerado por inteligência artificial. O golpista tentou ainda cobrar valores entre 7.080 e 82.600 Meticais por uma falsa “carteirinha de fã”.

A vítima desconfiou e não prosseguiu com o esquema.

Perfil das vítimas e alerta Forense

Segundo especialistas, golpistas costumam mirar “homens solteiros com idade mais avançada”, mais vulneráveis à manipulação emocional e com menor familiaridade com tecnologias de falsificação digital.

O alerta da perícia é simples e directo: se envolve dinheiro, desconfie — pode ser golpe.

Consequências legais e recomendações

O crime é enquadrado como estelionato, com pena que pode chegar a cinco anos de prisão. A polícia segue o rasto das transferências feitas para contas suspeitas.

As autoridades recomendam sempre registar o boletim de ocorrência e contactar o banco para tentar o bloqueio dos valores.

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