A Universidade Católica de Moçambique (UCM) abriu esta quarta-feira a 7.ª Conferência Internacional, um encontro que reúne ensino, ciência e responsabilidade social com o objectivo de analisar os principais desafios das universidades católicas na promoção de uma educação integral para todos.
O evento, que se estende por três dias e junta mais de 700 participantes, acolhe também delegações das Universidades Católicas de Angola, Timor-Leste, Brasil, Argentina e Portugal, reforçando a dimensão internacional do encontro.
Este ano, o debate centra-se em três eixos principais: inteligência artificial, desafios e oportunidades que ela traz ao ensino superior; educação integral como missão histórica das instituições católicas; e o papel da academia na promoção do desenvolvimento sustentável.
Na aula inaugural, orientada pelo professor catedrático Brazão Mazula, foi defendida a necessidade de um modelo de progresso assente em bases sólidas. Mazula afirmou que o desenvolvimento sustentável deve ser construído através de “pontes firmes”, capazes de resistir ao tempo e às mudanças sociais. “Queremos um sistema de educação sustentável, um sistema firme que não se deixa cair”, sublinhou, defendendo que qualquer ponte construída pelas instituições deve ser suficientemente estável para garantir um futuro seguro aos seus utentes, individuais ou colectivos.
A conferência promete ainda abordar questões críticas relacionadas com sustentabilidade, desde a gestão de recursos ao papel das universidades na criação de soluções duradouras para os desafios que afectam comunidades e economias emergentes.
A UCM pretende que desta sétima edição saiam recomendações práticas, um reforço das parcerias internacionais e novas estratégias para integrar inovação e responsabilidade social no ensino superior do país.




