O Ministro do Interior, Paulo Chachine, classificou como ilegais e alvo de denúncias as ações de revista compulsiva a viaturas particulares levadas a cabo por agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), Polícia de Proteção e Polícia de Trânsito nas cidades de Maputo e Matola, segundo escreve o jornal O País no seu portal online (opais.co.mz).
Chachine respondia a uma questão colocada por um jornalista sobre a presença de equipas conjuntas da PRM, SERNIC e PT, que nas últimas semanas vêm realizando abordagens e buscas em viaturas particulares, sem explicações oficiais.
“É essencial que os factos sejam denunciados e que ninguém tenha medo de fazê-lo. Mesmo os agentes da polícia, sendo cidadãos, devem responder por infrações ou abusos cometidos. Retirar pessoas de um carro é totalmente ilegal, caso se confirme que o acto o é”, declarou o ministro, citado pelo O País.
Durante a ocasião, o governante confirmou também a morte de um agente da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), ocorrida na manhã de terça-feira em Muidumbe, província de Cabo Delgado, após uma emboscada armada por grupos terroristas.
“Houve uma vítima, um colega nosso. Caíram numa emboscada e um deles acabou por falecer”, disse Chachine, segundo o O País.
O ministro referiu ainda que continuam as investigações sobre o sequestro de um empresário português ocorrido recentemente na baixa de Maputo. Afirmou que o trabalho decorre com profundidade, mas negou haver detenções relacionadas com o caso.
“A PRM e o SERNIC estão a trabalhar de forma profunda. Neste momento, não é importante falar de detidos ou não detidos”, explicou o governante.
As declarações foram feitas à margem da tomada de posse dos novos comandantes provinciais da PRM e de setores estratégicos da corporação, realizada esta quarta-feira em Maputo, conforme escreve o O País.
Entre os nomeados destacam-se Verónica Horácio Cuenda (Ordem e Segurança Públicas), Ernesto Timóteo Madungue (Polícia Costeira, Lacustre e Fluvial), Esperança Calisto (ESAPOL – Metuchira, Nhamatanda), Joana da Glória Zaqueu Melice (Inhambane), Beatriz Tichala (Sofala), João Mário Mupuela (Manica), Sérgio Faustino (Nampula) e Victor Novela (Niassa).
Chachine desafiou os novos comandantes a reforçarem a cooperação com as comunidades, visando o combate aos crimes de sequestro e corrupção, conclui o O País.
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