EM MAPUTO: Polícia detém três suspeitos em flagrante delito acusados de roubo num talho

Três indivíduos estão a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, acusados de envolvimento no roubo de mercadoria num estabelecimento comercial localizado no distrito municipal de KaTembe. Os suspeitos terão arrombado um talho e subtraído diversos bens, entre os quais produtos congelados, um congelador e uma máquina de corte de carne.

De acordo com as autoridades, a detenção foi possível graças à pronta intervenção policial, quando uma patrulha de rotina desconfiou de uma viatura “que aparentava estar carregada” no bairro Polana Caniço. Após a intercepção, os agentes confirmaram tratar-se da mercadoria furtada e detiveram os três indivíduos em flagrante delito.

Suspeitos negam e admitem participação parcial

Um dos detidos, de 61 anos, alegou desconhecer a origem dos bens, afirmando que apenas fora contratado para o transporte.
“Chamaram-me para transportar o congelador e a máquina. Não sabia que era roubo. Só fui fazer o meu trabalho para ganhar o pão”, afirmou, acrescentando ter antecedentes de detenção antiga: “Já estive preso em 1972, durante quinze dias. Tenho um mandado de soltura do mês passado.”

Os outros dois suspeitos, mais jovens, admitiram o envolvimento no assalto. Um deles explicou que o grupo actuou na zona de KaTembe, transportando os bens após o arrombamento do talho.
“Fomos roubar, sim, e quando a polícia apareceu, estávamos a levar o material. Tentámos fugir, mas fomos apanhados”, confessou um dos acusados, sem justificar as razões do crime.

Polícia reforça vigilância e lança apelo aos motoristas de transporte

A PRM confirmou que, após a abordagem, os suspeitos foram conduzidos à 12.ª Esquadra da Perema, onde permanecem detidos enquanto prosseguem as investigações.
Segundo fontes policiais, um dos detidos “teria confessado de forma espontânea que o grupo acabava de protagonizar um roubo na KaTembe”, levando à imediata apreensão da viatura e da mercadoria.

A corporação aproveitou o caso para exortar os motoristas de transporte, incluindo os de plataformas digitais, a não se envolverem em práticas ilícitas.
“O transporte de bens suspeitos, sem verificação da sua origem, pode configurar cumplicidade criminal. Apelamos à responsabilidade e colaboração dos cidadãos”, advertiu o porta-voz da PRM em Maputo.

Os três indivíduos aguardam agora o seguimento do processo judicial, enquanto as autoridades procuram determinar se há outras pessoas ligadas à rede de furtos de estabelecimentos comerciais na capital.

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