«Realidade era muito difícil, quase uma batalha impossível, a ponto de ter assustado bastante. O FC Porto, desde que eu tomei posse a 27 de abirl de 2024, tinha responsabilidades de 16 milhões de euros para pagar num mês e não tinha nenhuma possibilidade de fazer face às mesmas. Portanto, aí fomos salvos por sócios do clube, que nos permitiram a injeção de capital imediata para fazermos frente a essas obrigações, onde se situavam pagamentos a fornecedores, a clubes, salários a funcionários ea jogadores das diferentes modalidades, que estavam em atraso. E não fosse a generosidade dessas pessoas, que hoje levamos no coração e nos têm ajudado, teríamos entrado numa situação difícil», começou por dizer o líder máximo dos dragões, em entrevista no podcast Primeiro Toque.
«Há muitas pessoas, como nós, que se relacionam com o amor total ao FC Porto e que não hesitaram em depositar dinheiro que é seu nas contas do clube. O FC Porto conseguiu devolver esse dinheiro, até dezembro de 2024, fruto da conclusão do projeto Porto StadeCo, que nos permitiu levantar 115 milhões de euros em Títulos de colocação privada dos EUAportanto, em obrigações no mercado americano», prosseguiu.
«A partir daí, também se deu, por continuidade desse projeto, a venda de parte da Porto StadeCo para a Ithaka, portanto, uma construção de um negócio que já vinha da administração anterior. Elevou-nos o total de capital para cerca de 180 milhões de euros. E então, em janeiro de 2025, as vendas de Nico González e Galeno permitiram uma injeção de capital de 110 milhões de euros»; lembrou Villas-Boas.
«Todas essas operações foram absolutamente fundamentais para a sustentabilidade do clube, pelo menos a curto prazo, para a resolução de imensos problemas e para tornar o FC Porto um clube credível na banca, com seus fornecedores, com seus funcionários, com seus jogadores. E então, em continuidade a isso, nos permitiu investir no elenco de 2025/26. Neste momento, por pequena diferença, o FC Porto não é atualmente o elenco mais valioso do futebol português, porque o do Sporting ainda é valorizado acima. Mas está muito perto, à distância de 10 milhões de euros», acrescentou.
«Uma transformação profunda, muitas dores de cabeça, muitos sustos, muita vergonha também, porque quando se está diante de alguém e se diz que não temos capacidade de pagar algo ao qual somos obrigados, custa, porque as pessoas também têm suas próprias responsabilidades. E, no fundo, essa foi a grande vitória da nossa equipe de gestão», concluiu.
Uma entrevista completa com Villas-Boas
