A emissão do Plantão da Hora 10 arrancou às 10h06, com um alerta sobre as chuvas intensas que continuam a fustigar várias regiões do país. Em contacto directo com o estúdio, o repórter Ranilson Afonso, a partir de Mulotane, descreveu um cenário de elevado risco para a população local, na sequência do capotamento de um tractor usado para a travessia de pessoas.
Segundo o repórter, o incidente ocorreu no dia anterior, quando um tractor disponibilizado pelo Município da Matola, que funcionava como veículo misto para transportar munícipes de uma margem para outra, acabou por cair nas águas devido à forte corrente. A remoção da viatura revelou-se difícil, tendo sido concluída apenas por volta das 23h30 ou 23h40.
Após o acidente, a Polícia da República de Moçambique (PRM) posicionou-se no local e interditou a travessia, alegando riscos elevados provocados pelo aumento do caudal e pela força da água. A medida, no entanto, não impediu que dezenas de cidadãos tentassem atravessar, alegando falta total de alternativas de transporte.
Em declarações à reportagem, uma munícipe justificou o risco assumido:
“Estamos aqui a tentar atravessar para o outro lado porque é lá onde nós ganhamos pão. Estamos a pedir barco para nos ajudar… somos moçambicanos, também temos direito.”
A mesma confirmou que, sem conseguir atravessar, ficaria sem rendimento diário.
Outra cidadã, que aguardava desde as 6 horas da manhã, manifestou frustração e incerteza:
“Fui apanhar aquele tractor e voltei para cá… agora dizem que o tractor não pode entrar na água. Já não sei, só vou voltar e ligar para a minha senhora.”
Apesar do bloqueio policial, grupos de jovens continuaram a atravessar o rio, contornando a vigilância. José Agosto, de 50 anos, afirmou que a situação não é recente:
“Isso não começou hoje, já tem quase uma semana. Estamos a pedir ao governo pelo menos uma canoa. Estamos a passar mal.”
Um dos jovens que conseguiu atravessar explicou que a travessia é feita em grupo para resistir à corrente:
“Sabemos que é arriscado, mas temos que insistir. Aqui é só Deus. Fazemos uma corrente, porque a união faz a força.”
O mesmo jovem criticou a ausência de resposta das autoridades:
“Não podemos esperar o governo, porque o governo nada faz.”
A reportagem registou momentos em que entre seis a oito jovens, de cada vez, atravessavam agarrados uns aos outros, enfrentando a força da água. Um trabalhador, visivelmente apressado, justificou o risco:
“Estou atrasado para o trabalho, mas tenho que passar. Não tem outra opção.”
A situação em Mulotane continua sem solução imediata, com a população dividida entre o receio de perder a vida e a necessidade de garantir o sustento diário, perante a ausência de embarcação ou de um novo meio de transporte seguro.
Com imagens de António Baú, a reportagem de Ranilson Afonso encerrou com a promessa de novos desenvolvimentos assim que a situação o justificar.
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