Momade já anunciou que não será candidato, mas falta coragem política para convocar o congresso
Dirigentes defendem que o processo de sucessão deve começar imediatamente
Alfredo Magumisse afirma que a RENAMO enfrenta um momento decisivo em que a transição de liderança deve ocorrer de forma imediata, porque manter Ossufo Momade até 2029 representa um risco político demasiado elevado para a sobrevivência do partido. Segundo o dirigente, a queda para o terceiro lugar nas eleições de 2024 demonstrou um desgaste incontornável e tornou evidente que a continuidade do presidente já não produz ganhos estratégicos.
Momade não tem condições políticas, morais ou psicológicas para relançar o partido
Magumisse considera que Momade já não reúne condições políticas, morais ou psicológicas para liderar a recuperação da RENAMO, sustentando que a imagem do presidente está profundamente desgastada e que essa fragilidade compromete a capacidade do partido reconquistar o eleitorado num cenário nacional cada vez mais competitivo. Para Magumisse, insistir na permanência de Momade seria condenar o partido a mais anos de paralisia.
Novo líder precisa de tempo para reconstruir a estratégia e relançar a imagem pública
O dirigente sublinha que a futura liderança necessita de um período mínimo de dois anos para conceber uma estratégia sólida, reorganizar a comunicação política e relançar a imagem pública da RENAMO perante um eleitorado fatigado e exigente. Na sua leitura, cada mês perdido reduz as hipóteses de o partido voltar a disputar o poder com eficácia, tornando o tempo um recurso cada vez mais escasso e crítico.
Congresso deve acontecer no prazo máximo de três meses, insiste Magumisse
De acordo com Magumisse, o partido tem no máximo noventa dias para convocar o congresso, porque qualquer adiamento apenas aprofundará a crise interna e acelerará a degeneração organizacional da RENAMO. Ele apela para que Momade tenha coragem política para marcar o congresso de forma voluntária, garantindo uma transição digna e evitando que o processo seja forçado por decisões judiciais.
Transição digna depende da iniciativa de Momade, não da pressão externa
Magumisse afirma que a saída honrosa e institucional de Momade passa pela sua própria iniciativa, defendendo que o presidente ainda pode conduzir um processo de sucessão com dignidade se aceitar que o mandato político já se esgotou. Na sua avaliação, a falta de ação está a provocar um definhamento lento do partido que, se mantido até 2029, deixará a RENAMO sem capacidade real de competir no mapa político nacional.





