A cidade de Chimoio foi abalada por um episódio trágico que expôs fragilidades no sistema de ensino das escolas de condução. Um instrutor perdeu a vida após ter sido atropelado por uma aluna durante uma aula prática de condução, deixando a comunidade consternada e levantando sérias questões sobre segurança e metodologia de instrução.
De acordo com testemunhos, a aluna, que se preparava para o exame prático depois de concluir as aulas teóricas com sucesso, encontrava-se ao volante sob a supervisão do instrutor.
No entanto, num momento de orientação, o instrutor decidiu posicionar-se fora da viatura, enquanto dava indicações verbais à estudante: “vira assim, faz assim, vai para lá”, teria dito.
Num instante de aparente descoordenação, a aluna perdeu o controlo do veículo e acabou por embater violentamente contra o próprio instrutor, causando-lhe ferimentos graves.
Apesar de ter sido socorrido e levado de urgência ao hospital, o instrutor não resistiu aos ferimentos e acabou por falecer.
Fontes próximas informaram que, no dia seguinte, a família do malogrado tratava da transladação do corpo para a província de Inhambane, sua terra natal.
O caso abriu um intenso debate entre especialistas e formadores sobre a responsabilidade e os métodos adoptados nas aulas práticas de condução em Moçambique.
Um analista ouvido pelo Jornal Visão Moçambique questiona:
“O que é que falhou aqui para termos este resultado fatal? Foi precipitação da aluna ou excesso de confiança do instrutor?”
Duas hipóteses principais são discutidas:
A tragédia causou trauma profundo não só na aluna envolvida, mas também em colegas e outros instrutores, gerando apreensão sobre as condições de segurança durante as aulas práticas.
O episódio reacende a discussão sobre a importância da formação teórica e prática bem estruturada. Especialistas recordam que o ensino da condução deve ser feito com máxima precaução e respeito pelas etapas de aprendizagem, sem improvisos nem complacência.
“As aulas teóricas não são apenas formalidades. Elas são essenciais para preparar o aluno psicologicamente antes de enfrentar o volante”, reforça um instrutor veterano.
A tragédia de Chimoio deixa uma lição dolorosa: ensinar a conduzir exige técnica, paciência e protocolos rígidos de segurança, pois uma simples distracção pode transformar uma aula num cenário de perda irreparável.
A comunidade local e as autoridades competentes são agora chamadas a rever os procedimentos de segurança nas escolas de condução, garantindo que instrutores e alunos estejam devidamente protegidos.
Enquanto isso, o luto e a reflexão permanecem — e a pergunta continua ecoando:
“Como evitar que o ensino de condução, que deve salvar vidas, acabe por custar uma?”
📍 Redacção: Hora Certa News
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