A história de Evaristo Luís, trabalhador que dedicou cinco anos a cuidar de uma residência na capital moçambicana, está a gerar comoção e revolta na comunidade local. O homem foi expulso pela patroa depois da morte de um dos cães que tinha sob a sua responsabilidade, ficando sem casa e sem meios de subsistência.
Segundo contou à TV Sucesso, Evaristo zelava diariamente pela segurança da residência, do quintal e dos animais. No entanto, no mês passado, um dos cães adoeceu e acabou por morrer, apesar da assistência de um veterinário que diagnosticou intoxicação alimentar.
“Quando o cão manifestou sintomas, chamei o veterinário. Ele administrou vacinas e vitaminas, mas o animal não resistiu. Mesmo assim, a patroa responsabilizou-me e expulsou-me”, relatou o trabalhador.
Evaristo explicou ainda que, além de perder o emprego, foi penalizado no seu salário. Dos 6.000 meticais mensais que recebia, apenas 1.500 lhe foram entregues, porque a patroa decidiu descontar alegados custos de tratamento do cão desde a sua aquisição até ao óbito.
“Para mim foi chocante. Trabalhei cinco anos, cuidei da casa e dos animais, mas no fim não recebi o que me era devido. Hoje estou na rua, sem comida e sem abrigo”, lamentou.
A expulsão não deixou indiferentes os vizinhos da residência, localizada na Matola. Muitos juntaram-se em frente à casa para mostrar solidariedade.
Um dos jovens, Adamo Jafar, disse que a situação é inaceitável:
“Este homem trabalhou aqui durante cinco anos. Ele merece uma indemnização para poder sustentar a sua família e regressar à província.”
Outra vizinha, Dona Zinha, reforçou a crítica à atitude da patroa:
“É lamentável. Ele cuidava não só da casa, mas também do quintal e dos animais. Um cão pode morrer como qualquer ser vivo. A senhora devia valorizar o esforço dele e garantir pelo menos uma indemnização justa. Afinal, ele até tem um bebé recém-nascido em casa.”
O caso abre espaço para uma discussão mais ampla sobre as condições de trabalho doméstico e de guarda em Moçambique. Especialistas em direito laboral lembram que trabalhadores que prestam serviços contínuos têm direito a contractos formais, segurança social e compensações em casos de dispensa injustificada.
Enquanto isso, Evaristo continua sem um lugar fixo para viver. Nas suas palavras, sobrevive “pedindo ajuda e dormindo na rua”, enquanto espera por uma solução que lhe permita recomeçar.
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