Sporting: claques resistem a novo protocolo


As claques do Sporting estão, segundo A BOLA apurou, para já, resistentes em aceitar as condições propostas pelo clube para um protocolo que visa reativar a Curva Sul, reagrupando nesta zona do Estádio José Alvalade todos os Grupos Organizados de Adeptos (GOA).Um dos pressupostos requeridos pelos dirigentes leoninos exige que as claques libertem de imediato as sedes, vulgarmente designadas por ‘casinhas’, pois os espaços são necessários para as obras de remodelação do recinto e do centro comercial Alvaláxia. Os GOA, por sua vez, querem que o abandono das instalações seja feito de forma mais gradual, permitindo o reassentamento em um prazo maior.

O tema central das conversações é a criação da Gamebox Curva Sulcom 30% de desconto em relação ao preço normal e acesso a todos os jogos no Pavilhão João Rocha. No entanto, os responsáveis ​​verdes e brancos teriam colocado na mesa a prerrogativa de, em caso de mau comportamento por parte de alguns torcedores, esses ingressos de temporada serem anulados — condição que os GOA, por enquanto, rejeitam.

A perspectiva do clube, caso o protocolo avance, é a criação de um setor em formato safe standing na arquibancada do topo sul, mantendo os espectadores daquela área em pé, mas com todas as condições de segurança resguardadas. Para tanto, a direção já entrou em contato com emblemas que usam essa fórmula em seus recintos, como são os exemplos do Dortmund ou do RB Leipzig. Vale lembrar que, nesta época, apenas a Brigada Ultras é considerada um GOA legalizado pelo Sporting, sendo sediada no segundo anel da bancada sul, enquanto a Juventude Leonina e a Torcida Verde ocupam o primeiro anel do mesmo setor. Por sua vez, o Diretivo Ultras XXI está localizado na arquibancada norte.


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