Corrupção

SERNIC mantém Sigilo sobre Rusgas no Tesouro e AT: Director Ilídio Miguel afirma ser “Prematuro” falar de detenções

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) adoptou uma postura de máxima reserva em relação às recentes rusgas desencadeadas na Autoridade Tributária (AT) e no Tesouro, com o intuito de apurar suspeitas de escândalos financeiros. O Director Nacional do SERNIC, Ilídio Miguel, que também se manifestou na Procuradoria-Geral da República, classificou como “prematuro falar sobre o teor da rusga desencadeada no Tesouro e na Autoridade Tributária”, adiantando que a investigação ainda se encontra na fase preliminar.

Questionado sobre os detalhes das operações, que estão a decorrer em articulação com a Procuradoria-Geral da República, Miguel recusou-se a fornecer pormenores, alegando a necessidade de sigilo processual.

“Não posso apresentar detalhes, como deve imaginar; ainda estamos no processo de investigação e não é recomendável, a esta altura, pronunciarmo-nos com detalhes sobre isto,” afirmou o Director Nacional. Garantiu, contudo, que o SERNIC se pronunciará sobre “esse aspecto a seu tempo”.

A mesma cautela foi adoptada em relação ao mais recente caso de rapto ocorrido na cidade de Maputo, cujas imagens circulam nas redes sociais. Miguel manteve-se firme na recusa de detalhar a investigação em curso. “Eu escuso-me de apresentar detalhes sobre a investigação em curso, até porque ainda não disponho dos elementos que me permitam pronunciar-me com propriedade,” declarou.

Prioridades: Combate a Raptos e Limpeza Interna

Apesar do silêncio sobre os casos específicos, o Director Nacional destacou as prioridades estratégicas delineadas pelo Procurador-Geral da República (PGR) durante a abertura do oitavo Conselho Coordenador do SERNIC.

Miguel garantiu que as recomendações do PGR, que incluem a responsabilização dos mandantes de raptos, dos agentes envolvidos no “sindicato de crime organizado” e o reforço da “mão cerrada contra agentes corruptos e mandantes de rapto”, são de “cumprimento obrigatório”.

O objectivo primordial é “mudar a situação prevalecente relativamente ao crime organizado e, especificamente, aos raptos e ao tráfico de drogas”.

Para alcançar esta meta, Miguel prometeu iniciar um trabalho interno focado na expulsão de agentes considerados infiltrados ou prevaricadores, cuja “má actuação de alguns colegas” tem sido alvo de reclamações da sociedade.

“A prioridade, antes de começarmos a empenhar-nos no combate ao crime organizado, é fazer um trabalho interno para livrar-nos desses colegas,” sublinhou Miguel, prometendo “mão dura contra agentes prevaricadores”.

Naldo Agostinho

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