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Reparação de danos das manifestações ainda perdura em Moçambique

“A reparação dos danos das manifestações violentas ainda não está terminada, prevalecem centenas de infraestruturas por reabilitar e ainda há milhares de moçambicanos que precisam de recuperar os seus empregos perdidos”, disse Daniel Chapo, no parlamento, na apresentação do estado da nação.

O Presidente moçambicano disse que foram destruídos pelo menos 1.733 estabelecimentos comerciais, incluindo armazéns de medicamentos, fábricas, farmácias, armazéns de ajuda humanitária, 339 edifícios públicos, 176 postes de energia e 59 torres de comunicação, 25 bombas de combustíveis do setor privado, cinco básculas e 16 portagens.

“Foram seis meses de destruição no nosso país, que deixaram marcas profundas estas manifestações violentas no tecido económico e social do país. Os atos de vandalização, a destruição, resultaram em danos avultados em todo o nosso país”, disse o chefe do Estado moçambicano.

Chapo classificou o período de protestos como de “profunda dor” para os moçambicanos, vivido por “milhares” de pessoas que viram seus bens vandalizados e destruídos e a segurança “ameaçada”.

“As manifestações forçaram o encerramento definitivo ou temporário de empresas, resultando na perda de mais de 50 mil postos de trabalho”, disse, apontando para a redução de arrecadação de receitas para o Estado face às vandalizações.

“Esta sabotagem, promovida por forças que atuam contra a ordem pública, tem profundas consequências humanas, psicológicas e materiais avaliadas em cerca de 27,4 bilhões de meticais (359,8 milhões de euros)”, acrescentou o Chefe do Estado moçambicano, criticando a “redução a escombros” a bens privados e públicos.

Moçambique viveu a sua pior crise eleitoral, com manifestações convocadas pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, que rejeita os resultados das eleições de outubro de 2024 que deram a vitória a Daniel Chapo como quinto Presidente de Moçambique.

Pelo menos 2.790 pessoas continuam detidas, de um total de 7.200, um ano após o início desses protestos, que provocaram 411 mortos, segundo dados da plataforma Decide, divulgados em outubro.

Os agentes das Forças de Defesa e Segurança representam 4,2% do total dos 411 mortos (17), enquanto as crianças são 5% dos mortos (20), acrescenta-se no levantamento da Decide.

A violência em Moçambique cessou após um primeiro encontro, em março, entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, que nunca reconheceu os resultados eleitorais, estando em curso um processo de pacificação que prevê o compromisso governamental de realizar várias reformas, incluindo na Constituição e leis eleitorais.

Chapo promulgou em abril a lei relativa ao Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo, aprovada dias antes no Parlamento, com base no acordo com os partidos políticos, assinado em 05 de março, para ultrapassar a violência e agitação social que se seguiu às eleições gerais de 09 de outubro.

Leia Também: Moçambique passa a limitar importações de água, massa e farinha

Naldo Agostinho

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