Beira, Moçambique, 26 de Janeiro de 2026 – As autoridades moçambicanas estimam que serão necessários cerca de 2.000 milhões de meticais para garantir a assistência humanitária e a recuperação das populações afectadas pelas cheias na província de Sofala. A avaliação foi apresentada durante a reunião do Comité Operativo de Emergência, no âmbito do plano provincial de resposta aos impactos das enxurradas.
A quantificação surge numa fase em que as equipas de voluntários e de resgate continuam no terreno há cerca de duas semanas, concentradas na salvação de vidas, enquanto o Estado passa agora para a etapa de avaliação de danos e planeamento da recuperação, segundo informações avançadas pelas autoridades locais.
De acordo com o plano de assistência apresentado pelo delegado provincial, o levantamento preliminar indica que 9.905 casas foram inundadas em Sofala.
Deste universo:
O impacto estende-se também ao sector da educação, com 10 escolas afectadas, comprometendo o funcionamento de 68 salas de aula, situação que ameaça o calendário lectivo em várias comunidades.
No domínio da segurança alimentar, as autoridades estimam que 57.000 pessoas se encontram em situação de elevada vulnerabilidade e necessitam de assistência humanitária contínua nos próximos meses.
Para garantir a subsistência mínima da população afectada durante um período de três meses, Sofala precisa de:
Os dados constam do plano de resposta apresentado ao Comité Operativo de Emergência, que alerta para o risco de agravamento da insegurança alimentar caso a assistência não seja mobilizada com urgência.
O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) está a trabalhar com parceiros nacionais e internacionais para assegurar a disponibilização de kits de abrigo destinados aos centros de reassentamento de Guaraguara, Machanga, Chibabava e Nhamatanda.
Segundo explicações prestadas durante a apresentação do plano, a distribuição será feita com base no grau de impacto sofrido por cada agregado familiar.
“Para aquelas casas totalmente destruídas vamos atribuir tendas, e para as casas parcialmente danificadas ou apenas inundadas serão disponibilizadas lonas”, explicou a autoridade responsável.
Esta etapa marca a transição da resposta de emergência para uma fase de recuperação estruturada, centrada na estabilização das condições de vida das famílias que perderam habitações, bens e meios de subsistência devido às cheias em Sofala.
As autoridades sublinham que o sucesso do plano depende da mobilização urgente de recursos financeiros e logísticos, num contexto em que os eventos climáticos extremos continuam a pressionar a capacidade de resposta do Estado.
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