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Quantos terminais de transporte existem no…

CÂNDIDO JOSÉ

A PERGUNTA que dá corpo a este texto pode parecer absurda para quem convive diariamente com esta realidade, mas para outros há motivos para questionar, porque ficam baralhados com as vozes chamativas emitidas pelos cobradores de acordo com o destino em lugares distintos.

Estimado leitor, o bairro do Zimpeto acolhe oficialmente um terminal rodoviário construído pelas autoridades municipais. Trata-se de uma infra-estrutura que, apesar de carecer de intervenção urgente, as autoridades reiteraram, aquando da sua entrega, que é a partir daquele lugar que os transportadores deviam embarcar e desembarcar os passageiros.

Sucede que esta infra-estrutura revelou ser pequena demais para o fluxo de viaturas, agravada pelo estreitamento das vias que a ela dão acesso, ao não permitirem que os autocarros acedam em manobras simples. Todavia, os transportadores de tudo fizeram para escalar o parque de modo a garantir o movimento de pessoas e bens.

Entretanto, esta actividade é convidativa: os vendedores não quiseram ficar alheios, tendo optado em ocupar até assentos para a exposição e venda de produtos e rapidamente houve anarquia. Foi uma sucessão de práticas desabonatórias que culminaram com o agravamento da situação de acesso ao terminal.

Numa primeira fase, os transportadores abandonavam o parque apenas no período da noite, para outro lugar nas proximidades, alegando que a falta de iluminação, aliada ao estreitamento das vias, transmitia insegurança para ambos (passageiros e transportadores).

E porque os problemas se avolumavam, incluindo a degradação acentuada dos acessos num terminal que acolhe muitas viaturas, os automobilistas de viaturas de 15 lugares de determinadas rotas decidiram abandonar o parque para criar “terminais” nas imediações. Sendo assim, existem terminais criados fora do terminal reconhecido pelas autoridades.

Para quem desconhece esta realidade, a confusão é maior porque para alcançar o terminal pretendido há riscos: o de ser furtado bens, porque os “amigos do alheio” se escondem no meio de vendedores e estabelecimentos comerciais.

Sendo assim, solicita-se às autoridades para que coloquem fim a esta desorganização. Assim também não dá. Esta confusão cria oportunidade para a proliferação de lixo e a actuação de malfeitores, bem como o oportunismo dos transportadores (cobrança de valores elevados para quem tem carga, assim como o encurtamento de rotas), enfim, um sem número de constrangimentos que devem ser corrigidos.

A “nova estrada” que era suposto aliviar o tráfego a partir da Avenida de Moçambique está ao serviço dos vendedores, pelo que se deve colocar fim a esta situação embaraçosa.

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Lusa

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