Plano para digitalização de instalações de saúde em andamento – aimnews.org

Maputo, 16 Abr (AIM) – As autoridades de saúde moçambicanas anunciaram um plano para digitalizar 63 unidades de saúde no âmbito de uma estratégia que visa modernizar e melhorar o sistema de saúde.

O projeto está orçado em 40 milhões de dólares americanos, desembolsados ​​pelo Banco Mundial.

Segundo José Manuel, Director Nacional do Planeamento do Ministério da Saúde, falando quarta-feira aos jornalistas, em Maputo, à margem da I Conferência Digital sobre o sector da saúde, a iniciativa insere-se num esforço mais amplo de introdução de tecnologias como a Inteligência Artificial (IA) e a telemedicina, com vista a melhorar o acesso a serviços de saúde de qualidade.

“Pretendemos que, progressivamente, alguns doentes deixem de necessitar de se deslocar às unidades de saúde, podendo fazer consultas a partir de casa. A digitalização já está em curso, com projetos-piloto em unidades de saúde de referência”, disse.

Manuel revelou que a fase piloto do projecto está a decorrer no Hospital Geral de Mavalane, em Maputo, e também foram criadas condições para implementação nos Hospitais Centrais de Quelimane e da Beira.

“O sucesso da iniciativa depende não só das infraestruturas tecnológicas, mas também da formação dos profissionais de saúde e da literacia digital da população. Não basta digitalizar as unidades de saúde. É preciso formar os profissionais e melhorar o conhecimento da população sobre estas ferramentas”, afirmou Manuel.

Acrescentou que a digitalização reforçará a capacidade de resposta do sistema nacional de saúde através da integração de dados e da melhoria da tomada de decisões clínicas.

O diretor explicou ainda que, no âmbito de um memorando com o governo dos Estados Unidos, está prevista a expansão do projeto para cerca de 800 unidades de saúde nos próximos cinco anos.

“No total, já estão garantidas condições para a digitalização de 863 unidades de saúde, de um universo de cerca de 1.900 existentes no país”, explicou.

Por seu lado, o ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, disse que a saúde digital está integrada na estratégia de modernização da administração pública.

“A transformação digital é uma prioridade do governo, e o sector da saúde está alinhado com esta visão. A utilização de tecnologias emergentes poderá melhorar significativamente o acesso aos serviços, especialmente em áreas remotas. A digitalização pode permitir que os poucos centros de saúde existentes sirvam populações distantes, além de apoiar o diagnóstico clínico e a gestão hospitalar”, afirmou.
(MIRAR)
SNN /Anúncio/pf (354)

Mais de quatro toneladas de drogas apreendidas – aimnews.org

Maputo, 16 Abr (AIM) – As autoridades moçambicanas apreenderam 4,4 toneladas de vários tipos de drogas ilícitas, avaliadas em 181,4 milhões de meticais (2,4 milhões de dólares, ao câmbio actual), em 2025.

De acordo com o relatório anual do Gabinete Central de Prevenção e Controlo de Drogas (GCPCD), a quantidade de drogas apreendidas no último ano representa uma redução significativa face aos 1,62 mil milhões de meticais de drogas registados em 2024.

Segundo o porta-voz do GCPCD, José Bambo, falando quarta-feira aos jornalistas, em Maputo, os números são uma estimativa do potencial económico das substâncias no mercado ilícito. “Estamos nos referindo ao valor que essas drogas poderiam atingir caso circulassem no mercado ilegal”, disse.

Bambo disse que cannabis, cocaína, heroína e metanfetaminas são as principais drogas apreendidas. Ele explicou que as rotas de tráfico permanecem estáveis, envolvendo países como Brasil, Índia e Paquistão, com entrada no país por via aérea, terrestre e marítima. “As rotas são conhecidas e permanentes, o que exige o reforço contínuo das ações de controlo”, disse.

O relatório salienta ainda que Moçambique deixou de ser apenas um corredor de trânsito e regista agora um aumento do consumo interno.

O relatório afirma que houve um aumento significativo nos casos de consumo de substâncias psicoativas, especialmente nas principais áreas urbanas. A cidade de Maputo registou 11.230 casos, seguida da província central de Manica, com 5.951. Estas duas regiões destacam-se como as áreas com maior pressão sobre os serviços de saúde mental.

“No total, 32.281 pessoas receberam assistência dos serviços de saúde mental devido a perturbações associadas ao consumo de drogas, o que representa um aumento de 38 por cento em relação ao ano anterior”, disse Bambo.

“O fenómeno afecta sobretudo os jovens entre os 21 e os 35 anos, que representam 63 por cento dos casos. Verifica-se também uma tendência crescente de consumo entre os adolescentes dos 15 aos 20 anos, o que é motivo de preocupação”, disse.

Durante o mesmo período, foram detidos 617 indivíduos por crimes relacionados com drogas, dos quais 604 são moçambicanos e três são estrangeiros. Atualmente, 308 pessoas cumprem penas relacionadas com este tipo de crime.
(MIRAR)
NL/Anúncio/pf (360)

Preços dos combustíveis devem subir, alerta Chapo – aimnews.org

Maputo, 15 Abr (AIM) – O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, alertou terça-feira que, se a guerra entre os Estados Unidos e o Irão continuar, é provável que os preços dos combustíveis em Moçambique aumentem e, com eles, o custo de vida global.

Falando na província de Gaza, no sul do país, Chapo destacou que grande parte do combustível consumido em Moçambique provém do Médio Oriente e, mais cedo ou mais tarde, os preços praticados nas bombas de combustível moçambicanas terão de reflectir esta realidade.

Ele comparou a situação atual com a pandemia da Covid-19. Em ambos os casos, Moçambique tinha pouco controlo sobre os preços dos combustíveis. Chapo prometeu manter a população moçambicana informada, a fim de evitar a propagação de desinformação sobre a disponibilidade e preços dos combustíveis.

Em Maputo, pela segunda vez, há longas filas de veículos acumuladas nas bombas de combustível que ainda tinham gasolina ou gasóleo nos seus tanques. Os automobilistas que falaram com a AIM disseram que ficaram na fila durante três horas, por apenas uma dúzia de litros de gasolina.

Os proprietários dos postos de combustíveis impuseram um sistema informal de racionamento. Não permitiriam que os automobilistas comprassem mais de 1.000 meticais em gasolina. O preço actual da gasolina é de 83,57 meticais o litro. Então 1.000 meticais vão comprar 12 litros.

Os ânimos exaltaram-se nas bombas. A estação de televisão independente STV filmou um incidente em que um motorista apreendeu um telemóvel de um alegado saltador de fila e esmagou-o contra o chão.

O governo prometeu que mais navios carregados com combustíveis refinados estão a caminho dos portos moçambicanos, e um petroleiro foi filmado na Baía de Maputo na manhã de quarta-feira.
(MIRAR)
Pf/ (279)

Estagiários prometem acabar com a greve se o governo pagar seus subsídios – aimnews.org

Maputo, 16 Abr (AIM) – Os internos de medicina da Universidade UNIZAMBEZE, no centro da cidade da Beira, que se têm manifestado em frente ao edifício do Ministério da Saúde, em Maputo, prometeram parar a greve apenas se o governo pagar os seus subsídios, que não têm sido pagos nos últimos 10 meses.

A posição dos estudantes surge em resposta ao anúncio do governo de que já começou a pagar os subsídios em atraso, após reunião realizada quinta-feira com os próprios estudantes.

Os internos de medicina afirmam que ainda não receberam um único cêntimo de fundos públicos, apesar da promessa feita pelo Ministério da Saúde. “Fomos informados de que os pagamentos já começaram, mas nenhum de nós ainda conseguiu confirmar o depósito dos fundos nas nossas contas”, afirmaram os médicos internos.

Numa carta, citada pelo jornal independente “Carta de Moçambique”, os internos afirmam que, durante a reunião com o Ministério da Saúde, foram confrontados com um alegado comprovativo de pagamento feito a um deles. “O documento serve apenas como exemplo, mas não constitui prova de que os fundos tenham sido efetivamente disponibilizados a todos”, lê-se na carta.

Explicações do Ministério da Saúde, diz o documento, apontam que “os pagamentos estão a ser processados ​​por fases, correspondendo cada recibo a um mês de subsídio. No entanto, subsistem ainda incertezas quanto ao número total de meses que serão pagos nesta fase”.

Por isso, afirmaram os profissionais de saúde, sem confirmação de que o pagamento foi efetivamente efetuado, “permaneceremos em frente ao edifício do Ministério da Saúde até que os fundos sejam refletidos nas nossas contas bancárias”.

Segundo o grupo, afecto ao Hospital Central da Beira, todos os canais formais de diálogo foram esgotados, mas não há resultados visíveis e “isto significa que entraremos em greve por tempo indeterminado”.

Os internos denunciaram também a falta de material cirúrgico e médico e por isso decidiram deslocar-se a Maputo para exigir melhores condições.

No passado mês de julho, a União Nacional dos Estudantes (UNE) manifestou-se insatisfeita com um decreto governamental que visa reduzir os subsídios aos estudantes de medicina, argumentando que esta medida “coloca em risco a saúde pública nacional, porque os subsídios, em vigor há mais de 20 anos, permitiram minimizar os encargos financeiros dos estudantes durante o seu estágio, nomeadamente ao nível da alimentação, dos transportes e da aquisição de equipamentos de proteção individual, numa altura em que muitos hospitais enfrentam escassez de recursos básicos”.
(MIRAR)
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Governo afirma que privilégios para ex-presidentes garantem “dignidade” – aimnews.org

Maputo, 16 Abr (AIM) – O governo moçambicano afirmou que a recente aprovação de um pacote de benefícios financeiros e outros concedidos a ex-chefes de Estado visa garantir a “dignidade” dos presidentes após o seu mandato.

As regalias – que beneficiam os ex-presidentes Joaquim Chissano, Armando Guebuza, Filipe Nyusi e respetivos cônjuges – foram aprovadas pelo Conselho de Ministros (gabinete) num decreto que entrou em vigor em março. O decreto aumenta os benefícios financeiros dos ex-presidentes para 600 mil meticais por mês (9.400 dólares americanos ao câmbio actual).

Inclui também o fornecimento de nada menos que oito veículos mais pessoal de apoio, além de férias remuneradas de 30 dias com passagem aérea de primeira classe. O decreto também concede segurança e assistência médica aos ex-presidentes e seus dependentes.

O decreto gerou forte controvérsia, com organizações da sociedade civil contestando a sua legalidade. O líder da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), antigo candidato presidencial Venâncio Mondlane, qualificou o decreto de ilegal e inconstitucional, alegando que “o Conselho de Ministros não tem autoridade para legislar sobre esta matéria, pois é uma prerrogativa exclusiva do parlamento”.

Segundo o porta-voz do governo e ministro do Desenvolvimento, Salim Valá, em declarações aos jornalistas na terça-feira, após uma reunião do Conselho de Ministros, estes direitos estão consagrados na lei “o que significa que os líderes atuais ou antigos devem ter dignidade”.

“O que o Estado moçambicano fez foi estabelecer normas, e os privilégios que acredita que os líderes que deixaram o cargo merecem. Eles devem manter a sua dignidade porque foram Presidentes que lideraram o país e desempenharam um papel importante”, disse.

Sempre houve privilégios para ex-chefes de estado. Mas o novo decreto os atualizou e codificou de forma mais detalhada.
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Oito feridos na explosão de granada – aimnews.org

Maputo, 16 Abr (AIM) – Oito estudantes ficaram feridos na tarde desta terça-feira, quando uma granada explodiu numa escola do posto administrativo de Maluana, no distrito de Manhiça, cerca de 90 quilómetros a norte de Maputo.

Segundo Deoclésio Maiela, chefe de operações do comando policial distrital da Manhiça, os estudantes ficaram feridos quando um grupo brigou no terreno da escola por causa de uma granada na posse de outro estudante.

Maiela explicou que uma das vítimas ficou gravemente ferida. No entanto, ele não explicou a origem da granada.

“Um dos alunos teria arrebatado a granada aos colegas e atirado a pessoas que se encontravam perto da Escola Secundária Filipe Jacinto Nyusi. A granada explodiu e feriu os alunos que ali se encontravam”, disse.

Acrescentou que as vítimas foram transportadas para o centro de saúde distrital, onde estão a receber cuidados médicos.
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MC Poze do Rodo é preso pela Polícia Federal…


A defesa de Poze afirmou que desconhecia os autos ou teor do mandado de prisão. “Com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário”, declarou o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves.

Esta é a 3ª vez que Poze vai para a cadeia. No ano passado, ele foi preso em uma investigação da Polícia Civil do RJ. Em 2019, o cantor foi detido em flagrante após um show em Mato Grosso (lembre-se abaixo).

MC Poze está preso em casa no Recreio, na Zona Sudoeste do Rio — Foto: Reprodução / TV Globo

Segundo a PF, os envolvidos usavam um sistema para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos.

Cerca de 200 policiais federais saíram para cumprir 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos (SP), em endereços nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. Também foi determinado o sequestro de bens.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que subsidiarão o aprofundamento das investigações.

MC Poze está preso em casa no Recreio dos Bandeirantes — Foto: Reprodução

Segundo a DRE, Poze realizava mostras exclusivamente em áreas dominadas pelo CV, com a presença ostensiva de traficantes armados com fuzis, a fim de garantir a “segurança” do artista e do evento.

Ainda de acordo com a delegacia, o repertório das músicas de Poze “faz clara apologia ao tráfico de drogas e ao uso ilegal de armas de fogo” e “incita confrontos armados entre facções rivais, o que frequentemente resulta em vítimas inocentes”.

A especializada afirma que shows de Poze são estrategicamente utilizados pela facção “para aumentar seus lucros com a venda de entorpecentes, revertendo os recursos para a aquisição de mais drogas, armas de fogo e outros equipamentos necessários à prática de crimes”.

“A Polícia Civil reforça que ao pé da letra extrapolam os limites constitucionais da liberdade de expressão e artística, configurando crimes graves de apologia ao crime e associação para o tráfico de drogas. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e os financiadores diretamente dos eventos criminosos”, declarou a instituição.

A Polícia Militar mato-grossense disse ter recebido diversas denúncias sobre a festa em um barco no bairro Setor Industrial onde ocorria um baile funk com a presença do músico carioca.

A denúncia dizia que havia diversas menores de idade que consumiam bebida alcoólica e droga na festa, além de apontar o MC como responsável por incitar crimes.

Uma força-tarefa de policiais militares, civis e Conselho Tutelar foi até o evento, que acabou fechado pelas autoridades.

Pelo menos 40 menores foram flagrados consumindo bebidas alcoólicas e usando maconha e cocaína e foram designados para o Conselho Tutelar. Outros 3 homens foram presos, além de Poze, apontados como organizadores do evento.

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MC Poze do Rodo é preso pela Polícia Federal…


A defesa de Poze afirmou que desconhecia os autos ou teor do mandado de prisão. “Com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário”, declarou o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves.

Esta é a 3ª vez que Poze vai para a cadeia. No ano passado, ele foi preso em uma investigação da Polícia Civil do RJ. Em 2019, o cantor foi detido em flagrante após um show em Mato Grosso (lembre-se abaixo).

MC Poze está preso em casa no Recreio, na Zona Sudoeste do Rio — Foto: Reprodução / TV Globo

Segundo a PF, os envolvidos usavam um sistema para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos.

Cerca de 200 policiais federais saíram para cumprir 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos (SP), em endereços nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. Também foi determinado o sequestro de bens.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que subsidiarão o aprofundamento das investigações.

MC Poze está preso em casa no Recreio dos Bandeirantes — Foto: Reprodução

Segundo a DRE, Poze realizava mostras exclusivamente em áreas dominadas pelo CV, com a presença ostensiva de traficantes armados com fuzis, a fim de garantir a “segurança” do artista e do evento.

Ainda de acordo com a delegacia, o repertório das músicas de Poze “faz clara apologia ao tráfico de drogas e ao uso ilegal de armas de fogo” e “incita confrontos armados entre facções rivais, o que frequentemente resulta em vítimas inocentes”.

A especializada afirma que shows de Poze são estrategicamente utilizados pela facção “para aumentar seus lucros com a venda de entorpecentes, revertendo os recursos para a aquisição de mais drogas, armas de fogo e outros equipamentos necessários à prática de crimes”.

“A Polícia Civil reforça que ao pé da letra extrapolam os limites constitucionais da liberdade de expressão e artística, configurando crimes graves de apologia ao crime e associação para o tráfico de drogas. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e os financiadores diretamente dos eventos criminosos”, declarou a instituição.

A Polícia Militar mato-grossense disse ter recebido diversas denúncias sobre a festa em um barco no bairro Setor Industrial onde ocorria um baile funk com a presença do músico carioca.

A denúncia dizia que havia diversas menores de idade que consumiam bebida alcoólica e droga na festa, além de apontar o MC como responsável por incitar crimes.

Uma força-tarefa de policiais militares, civis e Conselho Tutelar foi até o evento, que acabou fechado pelas autoridades.

Pelo menos 40 menores foram flagrados consumindo bebidas alcoólicas e usando maconha e cocaína e foram designados para o Conselho Tutelar. Outros 3 homens foram presos, além de Poze, apontados como organizadores do evento.

MC Poze do Rodo é preso pela Polícia Federal…


A defesa de Poze afirmou que desconhecia os autos ou teor do mandado de prisão. “Com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário”, declarou o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves.

Esta é a 3ª vez que Poze vai para a cadeia. No ano passado, ele foi preso em uma investigação da Polícia Civil do RJ. Em 2019, o cantor foi detido em flagrante após um show em Mato Grosso (lembre-se abaixo).

MC Poze está preso em casa no Recreio, na Zona Sudoeste do Rio — Foto: Reprodução / TV Globo

Segundo a PF, os envolvidos usavam um sistema para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos.

Cerca de 200 policiais federais saíram para cumprir 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos (SP), em endereços nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. Também foi determinado o sequestro de bens.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que subsidiarão o aprofundamento das investigações.

MC Poze está preso em casa no Recreio dos Bandeirantes — Foto: Reprodução

Segundo a DRE, Poze realizava mostras exclusivamente em áreas dominadas pelo CV, com a presença ostensiva de traficantes armados com fuzis, a fim de garantir a “segurança” do artista e do evento.

Ainda de acordo com a delegacia, o repertório das músicas de Poze “faz clara apologia ao tráfico de drogas e ao uso ilegal de armas de fogo” e “incita confrontos armados entre facções rivais, o que frequentemente resulta em vítimas inocentes”.

A especializada afirma que shows de Poze são estrategicamente utilizados pela facção “para aumentar seus lucros com a venda de entorpecentes, revertendo os recursos para a aquisição de mais drogas, armas de fogo e outros equipamentos necessários à prática de crimes”.

“A Polícia Civil reforça que ao pé da letra extrapolam os limites constitucionais da liberdade de expressão e artística, configurando crimes graves de apologia ao crime e associação para o tráfico de drogas. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e os financiadores diretamente dos eventos criminosos”, declarou a instituição.

A Polícia Militar mato-grossense disse ter recebido diversas denúncias sobre a festa em um barco no bairro Setor Industrial onde ocorria um baile funk com a presença do músico carioca.

A denúncia dizia que havia diversas menores de idade que consumiam bebida alcoólica e droga na festa, além de apontar o MC como responsável por incitar crimes.

Uma força-tarefa de policiais militares, civis e Conselho Tutelar foi até o evento, que acabou fechado pelas autoridades.

Pelo menos 40 menores foram flagrados consumindo bebidas alcoólicas e usando maconha e cocaína e foram designados para o Conselho Tutelar. Outros 3 homens foram presos, além de Poze, apontados como organizadores do evento.

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