Chapo interessado em cooperação com empresas chinesas – aimnews.org

Maputo, 21 Abr (AIM) – O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, manifestou interesse em reforçar a cooperação com empresas chinesas nas áreas de infra-estruturas eléctricas e energias renováveis.

Segundo Chapo, falando depois de visitar o Centro de Despacho de Energia Limpa e Computação Verde de Qinghai, durante a sua visita de trabalho à China, a China tem soluções tecnológicas para controlo de cheias e reabilitação de estradas, que podem ser partilhadas com Moçambique.

Durante esta visita, o Presidente conheceu os modelos tecnológicos e de gestão adoptados no sector energético, destacando o controlo da água como um dos principais desafios estruturais do país, especialmente face a eventos climáticos extremos que comprometem infra-estruturas estratégicas.

“Em Moçambique, também enfrentamos o desafio da gestão da água; registámos recentemente cheias que destruíram estradas, especialmente a nossa Estrada Nacional Número 1; e também temos uma barragem que, se construída, seria muito boa para a gestão da água, a Barragem de Mapai, na província meridional de Gaza”, afirmou, citado num comunicado do seu gabinete.

Enfatizou que as capacidades técnicas das empresas visitadas podem contribuir para soluções eficazes e sustentáveis ​​no sector da água. “Acreditamos que a empresa tem capacidade para fazer um estudo sobre a gestão da água e construir barragens nos locais certos”, disse.

Relativamente às estradas de acesso, Chapo reiterou que a vulnerabilidade da principal Autoestrada Norte-Sul 1 (EN1) do país é uma das grandes preocupações do governo, “Acreditamos que esta empresa tem grande capacidade e pode realmente ajudar-nos a trabalhar e construir esta estrada como deve ser”, disse.

Durante a sua visita ao centro energético de Qinghai, o Presidente destacou ainda o impacto social do modelo adoptado, que permite a participação directa das comunidades na economia energética.

“O que nos impressionou em transformar isso em riqueza é o fato de as próprias populações serem acionistas, comprando ações de pequenas hidrelétricas que depois vendem energia para grandes empresas, e isso também gera renda para a população”, disse.
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Condições de trabalho e greve na Saúde em Moçambique: O que está acontecendo?

A greve dos profissionais de saúde em Moçambique continua sem solução e ganha novos contornos. A classe mantém a paralisação e exige respostas concretas do Governo, sobretudo no fornecimento de medicamentos, melhoria das condições de trabalho e pagamento de valores em atraso.

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CALOR NÃO DÁ TRÉGUA: TERÇA-FEIRA MANTÉM MOÇAMBIQUE SOB TEMPERATURAS ELEVADAS

A previsão do tempo divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) indica que esta terça-feira, 21 de Abril de 2026, será marcada pela continuidade de temperaturas elevadas em grande parte do território nacional, com poucas variações em relação à segunda-feira.

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Não há crise de combustível na Zambézia – aimnews.org

Maputo, 20 Abr (AIM) – Não há crise de combustíveis na província central de Moçambique, Zambézia, segundo as autoridades provinciais.

Citado segunda-feira pela estação de televisão independente STV, o director dos serviços provinciais de infra-estruturas da Zambézia, João Tsembene, disse que a província tem stocks de 80 mil metros cúbicos de gasolina e 100 mil metros cúbicos de gasóleo.

“A nossa província não está em crise”, disse Tsembene. “Existem algumas irregularidades no fornecimento de combustíveis em alguns pontos, mas em geral não há crise”.

Disse que a Zambézia recebeu um stock de combustíveis do terminal portuário da empresa estatal de combustíveis, Petromoc. “Todas as medidas estão sendo tomadas para reduzir o tempo que as bombas de combustível ficam sem combustível. Estamos falando de dois dias sem combustível para as bombas da Petromoc, mas as bombas das outras empresas estão todas com combustível”.

Mas em Maputo, a escassez de combustível continua. Longas filas de veículos continuam a acumular-se nas bombas de combustível onde há gasolina e gasóleo disponíveis.

A escassez de combustível está a desencorajar os cidadãos de viajarem longas distâncias. Muitos dos miniautocarros que transportavam passageiros de Maputo para a África do Sul estão estacionados. Os possíveis passageiros terão uma longa espera pela frente.

Uma mulher que esperava um autocarro para a África do Sul disse ao “O Pais” que não havia transporte disponível. “Não há combustível”, disse ela. “Neste momento, nenhum transporte está a funcionar. Estamos apenas sentados aqui”.

Sem combustível e sem passageiros, os operadores de transportes correm com prejuízo. Os motoristas do autocarro disseram aos jornalistas que não sabem quando poderão partir para a África do Sul.

Alguns motoristas disseram que tentaram superar a escassez de combustível em Maputo reabastecendo os seus veículos na África do Sul – embora o combustível seja mais caro na África do Sul do que em Moçambique.
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+Emprego II promove debate sobre inclusão feminina na mineração em Moçambique

O projecto +Emprego II promoveu recentemente  na cidade de Nampula, o workshop “A Voz das Mulheres na Indústria Mineira: Perspectivas e Testemunhos”, uma iniciativa que reuniu representantes do sector público, privado, sociedade civil e associações femininas, com o objectivo de discutir os desafios, as oportunidades e as soluções necessárias para reforçar a presença e o papel das mulheres na indústria mineira em Moçambique.

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SUSPEITA DE FEITIÇARIA GERA PÂNICO EM MOCÍMBOA DA PRAIA E TERMINA EM AGRESSÃO A IDOSO

MOCÍMBOA DA PRAIA – Um incidente envolvendo alegações de feitiçaria contra um menor de 12 anos está a gerar tensão e pânico na Unidade Municipal, na vila de Mocímboa da Praia, província de Cabo Delgado, tendo culminado na agressão de um idoso acusado pela população.

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Exportações moçambicanas para a China isentas de tarifas a partir de maio – aimnews.org

Maputo, 20 Abr (AIM) – A China vai isentar de tarifas, a partir de Maio próximo, vários produtos provenientes de países africanos, incluindo Moçambique.

Segundo a ministra dos Negócios Estrangeiros moçambicana, Maria Lucas, falando à margem da visita de trabalho do Presidente Daniel Chapo à China, a isenção insere-se numa estratégia mais ampla do governo chinês para reforçar a cooperação económica com África e com Moçambique, em particular.

“A medida visa impulsionar a cooperação entre a China e África. O objectivo é aumentar os níveis de produção, a diversificação económica e as exportações dos países africanos para o mercado chinês”, afirmou.

Ainda não é conhecida a lista completa dos produtos a serem isentos, mas a medida abrange sectores-chave da economia moçambicana, nomeadamente produtos agrícolas (castanha de caju, algodão, açúcar, frutas tropicais); pescarias (camarões, peixes congelados); e recursos minerais e semiprocessados.

Lucas acredita que a medida contribuirá para o crescimento das exportações e melhorará a balança comercial.

“A entrada em vigor desta isenção representa uma oportunidade estratégica, mas também um desafio para os produtores e empresários moçambicanos. É necessário garantir qualidade, consistência e volume de produção para satisfazer a procura do mercado chinês”, disse o ministro.
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Ladrões roubam equipamentos elétricos de estabelecimento de saúde – aimnews.org

Maputo, 20 Abr (AIM) – Assaltantes desconhecidos invadiram sábado uma unidade de saúde, no bairro de Malhangalene, em Maputo, e roubaram equipamento eléctrico que fornecia energia ao departamento de nutrição.

Segundo um comunicado divulgado pela Câmara Municipal de Maputo, os ladrões entraram e roubaram o equipamento eléctrico do sector da nutrição, deixando a zona às escuras.

Os serviços do departamento afetado são atualmente precários. “Neste momento, o referido setor encontra-se sem energia elétrica, funcionando em condições inadequadas. Os utentes estão a ser atendidos fora da sala, comprometendo a sua privacidade, dignidade e a qualidade dos cuidados prestados”, lê-se no documento municipal.

As autoridades estão preocupadas com os repetidos incidentes de sabotagem dos serviços de saúde. Recentemente, seis profissionais de saúde foram detidos por alegado envolvimento no roubo de medicamentos e material médico-cirúrgico nos distritos de Muembe e Mandimba, na província nortenha do Niassa.

Em Janeiro passado, as autoridades denunciaram o roubo de medicamentos antimaláricos no valor de 42 milhões de meticais (cerca de 657 mil dólares, ao câmbio actual) dos armazéns médicos centrais do Serviço Nacional de Saúde, na província de Maputo.
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Governo planeja alcançar autossuficiência em alimentos – aimnews.org

Maputo, 20 Abr (AIM) – O governo moçambicano prevê atingir, nos próximos 10 anos, 80 por cento de auto-suficiência na produção de produtos alimentares básicos.

Segundo Acubar Batista, Secretário Permanente do Ministério da Agricultura, falando no encontro “Cultivando o Futuro: Inovação, Tecnologia e Governação na Agricultura”, realizado em Maputo, reduzir a dependência externa de alimentos essenciais requer uma agricultura mais moderna, resiliente e focada em resultados mensuráveis.

“A nossa visão é ambiciosa, mas é necessário construir um setor agrícola resiliente, inclusivo e competitivo, capaz de garantir a soberania alimentar e impulsionar o crescimento económico sustentável”, afirmou.

Explicou que a agricultura do país precisa de transformação, pois é um dos principais motores do crescimento económico, da segurança alimentar e da inclusão social.

“A meta de 80 por cento surge num contexto em que Moçambique continua a enfrentar desafios estruturais como baixa produtividade, acesso limitado ao financiamento, cadeias de abastecimento frágeis e forte exposição aos choques climáticos”, disse.

No entanto, Batista entende que estes constrangimentos podem ser convertidos em oportunidades de transformação.

Além da auto-suficiência alimentar, o governo estabeleceu outros objectivos estratégicos para a próxima década, incluindo a produção anual de 400 mil toneladas de peixe na aquicultura, a recuperação de um milhão de hectares de florestas e a criação de uma área igual em plantações florestais comerciais.

O governo também pretende reduzir a desnutrição crónica infantil para menos de 20 por cento, mas “os objectivos por si só não transformam as realidades. A mudança reside em acções concretas”, disse Batista.

“Precisamos fortalecer a produção de sementes, expandir a irrigação, melhorar a logística, digitalizar os serviços agrícolas e aumentar a inclusão financeira através de crédito subsidiado e incentivos ao investimento privado”, disse.

O encontro, organizado por uma ONG espanhola, reuniu o governo, a academia, o sector privado e parceiros de cooperação internacional para discutir soluções aplicáveis ​​ao futuro da agricultura moçambicana.
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