Reforma na Função Pública eleva idade de aposentação e reacende debate sobre emprego jovem

A Assembleia da República de Moçambique aprovou uma revisão pontual do Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado que eleva a idade de reforma obrigatória de 60 para 65 anos. A nova lei prevê, além disso, a possibilidade de extensão até aos 70 anos em casos excepcionais.

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FACIM 2026: Niassa elevada a Província de Honra para atrair investimento estratégico

A edição de 2026 da Feira Internacional de Maputo (FACIM) já tem linhas orientadoras definidas e uma mensagem política clara: descentralizar oportunidades e acelerar o investimento fora dos corredores tradicionais. O anúncio foi feito pelo ministro da Economia, Basílio Muhate, durante a apresentação oficial da estrutura do evento.

Niassa no centro da estratégia económica

Pela primeira vez, a província do Niassa assume o estatuto de Província de Honra, uma distinção que não é simbólica: é um sinal directo ao mercado. O Governo pretende posicionar a região como destino prioritário de investimento, sobretudo em sectores ainda pouco explorados.

A escolha recai sobre factores concretos. Niassa dispõe de vastas extensões agrícolas, recursos florestais, potencial energético significativo e um turismo praticamente intocado. Soma-se a isso uma aposta crescente na comunicação digital, vista como ferramenta de integração económica e social.

Na prática, o Executivo tenta corrigir um padrão antigo: concentração de investimento no sul do país, com especial incidência em Maputo.

FACIM reforça papel como motor de negócios

Sob o lema “Transformação Digital e Energética Rumo a uma Economia Sustentável”, a FACIM 2026 procura alinhar-se com tendências globais — mas com aplicação local. A aposta na digitalização e energia não surge por acaso: são dois sectores críticos para aumentar produtividade e competitividade.

A direcção do evento estará a cargo de Alfredo Nampuio, enquanto os empresários Salimo Abdula e a atleta Lurdes Mutola assumem o papel de embaixadores. A escolha combina influência económica e capital simbólico, numa tentativa de dar maior alcance à feira.

Brasil entra como parceiro privilegiado

Outro dado relevante é a designação do Brasil como País de Honra. A decisão aponta para o reforço das relações económicas bilaterais, com foco em áreas como agro-indústria, energia e infra-estruturas.

O Brasil já tem histórico de presença em Moçambique, mas o enquadramento na FACIM sugere uma nova fase: mais estruturada, mais orientada para resultados concretos.

Entre discurso e execução

Apesar do discurso ambicioso, o desafio mantém-se o mesmo de sempre: transformar potencial em investimento real. Niassa, por exemplo, enfrenta limitações logísticas, infra-estruturais e de acesso ao mercado.

Sem resolver esses constrangimentos, o estatuto de Província de Honra pode ficar apenas no plano político.

Ainda assim, a FACIM 2026 surge como uma tentativa clara de reposicionar o país — e de testar, mais uma vez, a capacidade do Estado em atrair capital para zonas historicamente marginalizadas.

Xenofobia na África do Sul expõe limites da integração regional na SADC

A recente escalada de violência xenófoba na África do Sul contra cidadãos moçambicanos reacendeu tensões diplomáticas e trouxe à superfície fragilidades persistentes no projecto de integração da SADC. Relatos de agressões, expulsões e destruição de bens em áreas urbanas como Durban e Joanesburgo motivaram reacções em Moçambique, incluindo ameaças de bloqueio da fronteira de Ressano Garcia, principal corredor comercial entre os dois países.

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Rumores sobre órgãos genitais levam a mortes e caos no norte

Pânico e desinformação marcam fenómeno de “encolhimento” no norte de Moçambique

Uma onda de boatos sobre o suposto encolhimento mágico de órgãos genitais masculinos está a gerar pânico no norte e centro de Moçambique. Como consequência, já foram registados cerca de 20 assassinatos e linchamentos.

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Calor aperta no centro e norte: Tete atinge 37°C e INAM alerta para tempo estável em quase todo o país


Moçambique regista esta terça-feira, 5 de Maio, um cenário dominado por calor intenso e céu pouco nublado na maioria das regiões, segundo dados do (INAM). As temperaturas máximas ultrapassam os 30°C em quase todo o território, com destaque para o interior centro e norte.


Tete lidera com 37°C


A cidade de apresenta a temperatura mais elevada do dia, com máxima prevista de 37°C e mínima de 25°C. O padrão confirma uma tendência conhecida: o vale do Zambeze continua a ser um dos pontos mais quentes do país, sobretudo em períodos de transição de estação.


Logo atrás surgem , e , todas com máximas de 34°C, indicando calor significativo também no sul e na faixa costeira central.


Norte e centro com calor persistente


No norte, e registam 33°C, enquanto atinge 31°C, com possibilidade de chuviscos ligeiros. Já marca 31°C, mantendo o padrão de tempo seco e quente.


Em , no Niassa, o cenário é diferente: temperaturas mais amenas, com máxima de 27°C e mínima de 15°C, reflectindo a altitude da região.


Sul com céu parcialmente nublado


Na região sul, e registam máximas entre 31°C e 32°C, com céu parcialmente nublado, mas sem previsão de precipitação relevante.


Tendência: tempo estável, mas quente


Os dados do INAM apontam para um cenário típico desta época: estabilidade atmosférica, pouca chuva e temperaturas elevadas durante o dia, com noites relativamente mais frescas.


A fase da lua é minguante gibosa, com o nascer previsto entre o início da noite e o ocaso nas primeiras horas da manhã seguinte.


Leitura directa dos dados


Não há sinais de mudança brusca no curto prazo. O padrão é claro: calor generalizado, pouca chuva e maior amplitude térmica no interior do país.


Para quem depende da agricultura, transporte ou energia, o recado é simples — o clima mantém-se previsível, mas exige gestão cuidadosa de recursos, sobretudo água.



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Linha do Limpopo reabre

Maputo, 4 Mai (AIM) – A Empresa Pública Portuária e Ferroviária de Moçambique (CFM) anunciou sexta-feira a reabertura da linha ferroviária do Limpopo, que esteve encerrada durante três meses devido às chuvas torrenciais e subsequentes inundações de Janeiro.

A direcção dos CFM anunciou que a linha está agora aberta tanto ao serviço de mercadorias como de passageiros.

A linha do Limpopo vai de Maputo a Chicualacuala, na fronteira com o Zimbabué. Inclui também serviços de Maputo para a cidade açucareira de Xinavane.

Inicialmente, os CFM esperavam que a linha pudesse ser inaugurada até 17 de Março. A reabertura foi então remarcada para meados de abril, mas o trem só voltou a circular no dia 1º de maio.

Em circunstâncias normais, existem quatro comboios por dia na linha do Limpopo. O encerramento da linha durante três meses significou que os comboios de mercadorias já não podiam chegar ao Zimbabué, causando pesados ​​prejuízos aos CFM.

No dia 23 de Abril, o presidente dos CFM, Agostinho Langa, estimou os prejuízos em 47 milhões de dólares. Desse valor, 12,75 milhões de dólares referem-se a cargas perdidas e 25 milhões de dólares à reparação da linha.

“São valores significativos, que podem comprometer os resultados previstos para 2026, caso não adotemos medidas eficazes”, disse Langa.
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Um morto após ataque terrorista

Maputo, 4 Mai (AIM) – Um grupo de terroristas islâmicos atacou quinta-feira no distrito de Ancuabe, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, provocando a morte de uma pessoa.

Os terroristas também incendiaram uma histórica Igreja Católica, na freguesia de São Luís de Montfort.
Segundo o bispo de Pemba, Dom António Juliasse, as infra-estruturas da igreja foram completamente destruídas e “este episódio é mais um golpe significativo contra a presença religiosa no norte de Moçambique”.

Testemunhas, citadas pelo jornal independente “Carta de Moçambique”, afirmaram que a incursão começou por volta das 15h00, levada a cabo por um grupo que tinha sido avistado no início desse dia nos campos da aldeia de Muaja, situada ao longo da Estrada Nacional número 14.

“Durante a incursão, vários civis foram capturados e obrigados a ouvir discursos de ódio. A paróquia em questão contava com missionários camaroneses, que não estavam presentes no momento da invasão”, disse uma fonte.

Segundo relatos, uma parcela significativa da população teve que se refugiar no mato, e dias depois teve que se mudar para as localidades de Nanjua, Ancuabe-Sede, no distrito de Montepuez.

A Diocese de Pemba aponta que mais de 300 católicos foram mortos desde o início dos ataques terroristas em Outubro de 2017, e pelo menos 117 igrejas e capelas foram destruídas em Cabo Delgado.

De acordo com um relatório do projecto independente de registo de conflitos ACLED (Armed Conflict Location and Event Data Project), a actividade terrorista tendeu a intensificar-se no passado mês de Abril, especialmente nas aldeias dos distritos de Macomia (Litandacua) e Muidumbe (Miangaleua).

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A HCB contribuiu com 300 milhões de dólares para…

Maputo, 4 Mai (AIM) – A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), empresa que explora a barragem de Cahora Bassa, no rio Zambeze, na província central de Tete, contribuiu com cerca de 300 milhões de dólares para o Estado moçambicano em 2025, incluindo impostos, taxas e dividendos, segundo as contas da HCB aprovadas por unanimidade na assembleia geral anual da empresa, realizada quinta-feira passada.

Apesar das graves condições de seca que restringem o nível de água no Zambeze, a HCB conseguiu honrar os seus compromissos comerciais. Continuou a fornecer energia aos seus principais clientes – nomeadamente às empresas eléctricas da África do Sul (Eskom), do Zimbabué (ZESA) e da própria Moçambique (EDM). Também enviou energia para o mercado regional através do Grupo de Energia da África Austral (SAPP).

Segundo o presidente do Conselho de Administração da HCB, Tomas Matola, “a HCB obteve receitas de cerca de 344 milhões de dólares e lucros líquidos de 112 milhões de dólares, o que reflecte uma gestão prudente dos recursos hídricos e financeiros”.

“A exportação de electricidade”, acrescentou Matola, “continua a desempenhar um papel relevante na geração de divisas, contribuindo para a robustez da balança de pagamentos do país”.

A HCB enfrentou uma redução acentuada no nível de água armazenada na albufeira da barragem. Ao final do período chuvoso de 2024/2025, o reservatório estava 26,01% cheio. Graças às medidas restritivas impostas pela administração da HCB, o nível subiu para 27,23 por cento no final de Dezembro.

Isto foi superior aos 21,19 por cento registados no mesmo período de 2024.

As fortes chuvas nos primeiros meses de 2025 elevaram o nível da água no reservatório para 56 por cento.

Matola disse que a HCB prossegue os seus projectos de modernização, incluindo a reabilitação da central eléctrica na margem sul do rio e da subestação na vila do Songo.

A HCB está também a avançar com projectos de expansão, nomeadamente a construção de uma segunda central na margem norte do rio e de uma central fotovoltaica.

Matola disse que o cenário actual poderá levar a uma produção de energia eléctrica superior aos 11.716,76 gigawatts-hora previstos para este ano. Isto representaria um aumento de 7,29 por cento sobre a produção registada em 2025.

“Os resultados alcançados em 2025 mostram a resiliência da HCB face a um contexto hidrológico exigente, bem como o nosso compromisso com a sustentabilidade operacional e com a criação de benefícios económicos e sociais para o país”, disse Matola.
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