A HCB contribuiu com 300 milhões de dólares para…

Maputo, 4 Mai (AIM) – A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), empresa que explora a barragem de Cahora Bassa, no rio Zambeze, na província central de Tete, contribuiu com cerca de 300 milhões de dólares para o Estado moçambicano em 2025, incluindo impostos, taxas e dividendos, segundo as contas da HCB aprovadas por unanimidade na assembleia geral anual da empresa, realizada quinta-feira passada.

Apesar das graves condições de seca que restringem o nível de água no Zambeze, a HCB conseguiu honrar os seus compromissos comerciais. Continuou a fornecer energia aos seus principais clientes – nomeadamente às empresas eléctricas da África do Sul (Eskom), do Zimbabué (ZESA) e da própria Moçambique (EDM). Também enviou energia para o mercado regional através do Grupo de Energia da África Austral (SAPP).

Segundo o presidente do Conselho de Administração da HCB, Tomas Matola, “a HCB obteve receitas de cerca de 344 milhões de dólares e lucros líquidos de 112 milhões de dólares, o que reflecte uma gestão prudente dos recursos hídricos e financeiros”.

“A exportação de electricidade”, acrescentou Matola, “continua a desempenhar um papel relevante na geração de divisas, contribuindo para a robustez da balança de pagamentos do país”.

A HCB enfrentou uma redução acentuada no nível de água armazenada na albufeira da barragem. Ao final do período chuvoso de 2024/2025, o reservatório estava 26,01% cheio. Graças às medidas restritivas impostas pela administração da HCB, o nível subiu para 27,23 por cento no final de Dezembro.

Isto foi superior aos 21,19 por cento registados no mesmo período de 2024.

As fortes chuvas nos primeiros meses de 2025 elevaram o nível da água no reservatório para 56 por cento.

Matola disse que a HCB prossegue os seus projectos de modernização, incluindo a reabilitação da central eléctrica na margem sul do rio e da subestação na vila do Songo.

A HCB está também a avançar com projectos de expansão, nomeadamente a construção de uma segunda central na margem norte do rio e de uma central fotovoltaica.

Matola disse que o cenário actual poderá levar a uma produção de energia eléctrica superior aos 11.716,76 gigawatts-hora previstos para este ano. Isto representaria um aumento de 7,29 por cento sobre a produção registada em 2025.

“Os resultados alcançados em 2025 mostram a resiliência da HCB face a um contexto hidrológico exigente, bem como o nosso compromisso com a sustentabilidade operacional e com a criação de benefícios económicos e sociais para o país”, disse Matola.
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Rumores sobre o encolhimento do pênis levaram a…

Maputo, 3 Mai (AIM) – A onda de desinformação alegando que feiticeiros misteriosos roubaram ou encolheram o pénis das suas vítimas levou a motins em que 39 pessoas foram mortas e outras 74 feridas, segundo o ministro do Interior moçambicano, Paulo Chachine.

Falando sexta-feira, na abertura do ano lectivo de 2026 na Escola de Sargentos da Polícia (ESAPOL) em Metuchira, província central de Sofala, Chachine disse que 132 pessoas foram detidas pelo seu envolvimento nos tumultos e linchamentos.

O Ministro descreveu a situação como “deplorável” e alertou que os rumores estão a espalhar pânico, desconfiança e violência, com graves consequências humanas e sociais.

Chachine disse que o boato apareceu pela primeira vez em 18 de abril, na província de Cabo Delgado, no norte do país. Esta foi a província mais afectada, mas a desinformação também se espalhou para Niassa, Nampula, Zambézia e Sofala.

A afirmação básica feita por aqueles que espalham o boato é que existem pessoas que têm o poder de fazer o pênis desaparecer ou encolher. Essas “bruxas” afetam suas vítimas através de um aperto de mão ou tocando-lhes no ombro.

Não há provas destas afirmações fantásticas, mas um toque inocente, num autocarro lotado, por exemplo, pode levar a alegações de feitiçaria e a ataques assassinos.

Chachine apelou à unidade nacional para bloquear a propagação de rumores e evitar novos ataques. “Devemos nos unir contra este mal”, disse o Ministro. “Se prevalecer, pode pôr em perigo a nossa harmonia social”.

Citado no diário independente “O Pais”, Chacine sublinhou que o fenómeno das “bruxas” que fazem encolher o pénis dos homens, simplesmente não existe.

O objetivo do boato, disse ele, era “desviar a população do trabalho produtivo e criar focos de instabilidade social”.

“Muitas vidas inocentes estão sendo perdidas por causa de algo que não existe”, exclamou.

Chachine instou a polícia a intensificar a vigilância e a abortar qualquer tentativa de espalhar desinformação que possa provocar desordem pública. Os membros do público, acrescentou, também deveriam denunciar qualquer coisa que possa ameaçar a paz social.
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INAM prevê calor intenso e céu parcialmente nublado em várias regiões do país

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê para esta segunda-feira, 4 de Maio de 2026, temperaturas elevadas em grande parte do território nacional, com máximas a atingirem os 35 graus Celsius na cidade de Tete, num cenário dominado por céu parcialmente nublado.

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Grupo Letshego reforça foco na África Austral através da venda de operaçõesna África Oriental e Ocidental

O Letshego Africa Holdings Limited anunciou a celebração de acordos vinculativos para a venda
de algumas das suas operações na África Oriental e Ocidental à Axian Digital Venture Holding
and Management Limited, numa acção estratégica que visa reforçar o foco do grupo nos seus
principais mercados na África Austral, incluindo Moçambique.

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Terroristas incendeiam igreja histórica –…

Maputo, 2 Mai (AIM) – Um grupo de terroristas islâmicos invadiu quinta-feira a aldeia de Minhoene, no distrito de Ancuabe, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, onde incendiaram uma histórica igreja católica, na freguesia de São Luís de Montfort.

Os terroristas também forçaram os residentes a fugir depois de incendiarem as suas casas. Em um vídeo que viralizou nas redes sociais, é possível ver as ruínas da igreja após o incêndio criminoso.

Segundo fontes locais, membros das forças armadas moçambicanas e ruandesas foram destacados para a região para restaurar a segurança no distrito de Ancuabe. Acredita-se que os terroristas, descritos principalmente como crianças e adolescentes, tenham fugido para o distrito de Montepuez.

De acordo com um relatório do projecto independente de registo de conflitos ACLED (Armed Conflict Location and Event Data Project), a actividade terrorista tendeu a intensificar-se no passado mês de Abril, especialmente nas aldeias dos distritos de Macomia (Litandacua) e Muidumbe (Miangaleua).
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Presidente Daniel Francisco Chapo reafirma liberdade de imprensa como base da democracia em Moçambique

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, reafirmou o compromisso do Governo moçambicano com a liberdade de imprensa, classificando-a como um dos pilares essenciais para o funcionamento da democracia no país.

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Trabalhadores denunciam condições precárias –…

Maputo, 2 Mai (AIM) – A principal federação sindical de Moçambique, a OTM (Organização dos Trabalhadores Moçambicanos), denunciou a natureza cada vez mais precária do trabalho no país, uma vez que cerca de 95 por cento do emprego permanece informal.

Segundo o Secretário-Geral da OTM, Damião Simango, falando sexta-feira, em Maputo, por ocasião do Dia Internacional do Trabalhador, celebrado a 1 de Maio, apesar dos progressos alcançados ao longo de décadas, “estamos a assistir à erosão sistemática dos direitos sociais”, marcada pela expansão do trabalho precário, pela externalização e pelo enfraquecimento das relações laborais.

“Milhões de trabalhadores do sistema formal não têm contrato, não têm salário mínimo, nem acesso à proteção social. São trabalhadores invisíveis. Isso significa que precisamos de implementar uma estratégia de formalização progressiva para que as convenções internacionais não constituam mero protocolo”, afirmou.

Segundo Simango, é necessário fazer uma reflexão profunda sobre os direitos e interesses dos trabalhadores. “A nossa organização deve continuar a lutar pela implementação eficaz das convenções internacionais”, afirmou.

O desemprego juvenil, disse, é um dos principais desafios, assim como os riscos associados à segurança e saúde no trabalho. “Enfrentamos uma pandemia silenciosa, com centenas de acidentes de trabalho anualmente, muitos dos quais nem sequer são notificados”, afirmou.

Na frente económica, apelou a uma mudança estrutural no modelo de desenvolvimento. “Exportamos matérias-primas e importamos produtos acabados, o que, na prática, equivale a exportar empregos”, disse Simango.
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Governo empenhado em negociar entre…

Maputo, 2 Mai (AIM) – O governo moçambicano declarou sexta-feira o seu compromisso com as negociações entre trabalhadores e empregadores.

Falando no município da Matola, no sul do país, a Ministra do Trabalho, Ivete Alane, à margem da tradicional marcha do Primeiro de Maio, sublinhou o papel dos trabalhadores na recuperação económica nacional. Ela afirmou que, apesar de todas as dificuldades, os trabalhadores do país “continuam determinados e confiantes”.

Alane prometeu que o governo “manterá uma postura de abertura, diálogo e harmonização social, baseada na estabilidade laboral e no desenvolvimento do país”.

O objectivo do governo, disse ela, é “garantir a plena observância dos direitos dos trabalhadores. É aí que todos queremos chegar, a uma situação em que os direitos dos trabalhadores sejam plenamente respeitados”.

Alane acrescentou que a regulamentação da segurança social obrigatória está em revisão.

Os sindicalistas moçambicanos têm protestado regularmente contra o facto de muitos empregadores não canalizarem as suas contribuições para a segurança social para o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). Os empregadores que se comportam assim estão efetivamente roubando de seus trabalhadores. O dinheiro foi descontado dos salários dos trabalhadores, mas depois vai para o bolso dos empregadores, e não para o INSS.

Nas comemorações da Matola, o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, Pecuária e Florestas (SINTAICAF), André Manjate, denunciou o roubo de contribuições para a segurança social.

“Há situações em que as contribuições dos trabalhadores têm sido desviadas por alguns empregadores, num acto de má-fé”, acusou Manjate. “O governo deveria investigar o que está acontecendo no INSS”.

Manjate pediu maior transparência na administração dos fundos do INSS e fiscalização mais rigorosa.

Manjate acrescentou que os resultados da última ronda de negociações sobre o salário mínimo não foram satisfatórios para os trabalhadores agrícolas. O salário mínimo legal para a agricultura aumentou 5,74 por cento ao mês e situa-se agora em 7,022 meticais (110 dólares americanos, à taxa de câmbio actual).

“Temos consciência de que a percentagem alcançada não nos satisfaz, mas esperamos que dias melhores virão com aumento de produção e produtividade”, disse Manjate.
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Governo comprometido com a justiça social, diz…

Maputo, 2 Mai (AIM) – O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, garantiu que o seu governo está comprometido com a justiça social e com o fortalecimento da dignidade laboral porque “os trabalhadores são um motor de desenvolvimento”.

Segundo Chapo, numa mensagem dirigida aos trabalhadores moçambicanos por ocasião do Dia Internacional dos Trabalhadores, comemorado a 1 de Maio, este dia representa a trajectória histórica do movimento sindical na defesa dos direitos dos trabalhadores e na promoção do diálogo social entre os vários intervenientes.

“O Dia do Trabalhador deve ser entendido como uma ocasião para valorizar o esforço de todos aqueles que, todos os dias, contribuem para o crescimento da economia nacional e para o bem-estar coletivo”, afirmou.

Chapo elogiou os trabalhadores dos sectores público e privado, bem como aqueles que trabalham na economia informal, pelo seu “compromisso, resiliência e contribuição para a recuperação gradual da economia nacional”.

Segundo o Presidente, apesar dos progressos alcançados, persistem desafios estruturais, nomeadamente no que diz respeito ao custo de vida, ao desemprego, à necessidade de melhores salários, ao reforço da protecção social e à melhoria das condições de segurança no trabalho.

“O governo continua firmemente empenhado em implementar políticas que valorizem os trabalhadores, estimulem o investimento e garantam que o crescimento económico se traduza em melhores condições de vida para todos os moçambicanos”, declarou Chapo, na sua mensagem.

Apelou também à unidade nacional, ao aumento da produtividade e ao reforço do espírito de solidariedade na “construção de um país mais justo, próspero e coeso, enviando uma mensagem de apreço a todos os trabalhadores, dentro e fora do território nacional”.
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Suplemento Natural ganha espaço em Moçambique com benefícios para a pele e bem-estar

Um suplemento alimentar voltado para o cuidado da pele e bem-estar geral começa a despertar interesse em diferentes regiões do país. Comercializado sob a designação “Body Benefits”, o produto apresenta-se como uma solução que combina nutrientes antioxidantes e compostos voltados à saúde cutânea.

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