Moçambique: Escassez de combustível paralisa transporte nacional

Escassez de Combustível e Preços Elevados Agravam Crise no Transporte Interprovincial

O transporte interprovincial em Moçambique atravessa um período crítico devido à escassez de combustível em vários postos de abastecimento e ao aumento contínuo dos custos operacionais. Como resultado, transportadores e passageiros enfrentam atrasos prolongados, viagens incertas e despesas cada vez mais elevadas nas principais rotas nacionais.

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Crise nos Transportes: Operadores Paralisam Maputo e Exigem Reajuste de Tarifas

A capital moçambicana enfrentou hoje uma crise generalizada no transporte público após diversos operadores paralisarem as suas atividades por falta de reajuste nas tarifas em vigor. Milhares de cidadãos foram obrigados a percorrer longas distâncias a pé na Avenida das FPLM devido ao bloqueio de várias rotas urbanas por parte dos transportadores. Nelson Augusto, um dos transportadores locais, explicou que o custo do combustível subiu drasticamente de 1.600 para 2.300 meticais por cada vinte litros abastecidos.

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Chapo entrega 190 unidades movidas a gás natural …

Maputo, 11 Mai (AIM) – O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, entregou segunda-feira 190 autocarros movidos a gás natural, com o objectivo de mitigar o impacto do aumento dos preços dos combustíveis e facilitar o acesso aos transportes públicos na Área Metropolitana do Grande Maputo.

A Área Metropolitana abrange Maputo, a cidade adjacente da Matola e os distritos vizinhos de Boane e Marracuene.

A expectativa é que os ônibus beneficiem diretamente cerca de 2,8 milhões de pessoas.

Segundo o Presidente, a medida visa reforçar a frota de forma a evitar a duplicação de tarifas e aliviar os encargos dos cidadãos.

Chapo garantiu ainda que o governo vai subsidiar as tarifas dos estudantes para “garantir que os jovens cheguem à escola com custos reduzidos e com maior segurança”.

“O objetivo é garantir que os passageiros saibam que, ao embarcarem nos autocarros, não terão de desembarcar a meio do caminho para apanhar outro veículo, o que significa que acabou o sofrimento com tarifas duplas”, disse.

Segundo Chapo, o transporte digno é crucial para o desenvolvimento económico e a inclusão social. “Queremos que estes autocarros sejam pontes de oportunidades. Queremos que as pessoas se arrumem em casa, saiam em perfeito estado, com boa aparência. Significa que devem ser transportados com dignidade”, afirmou.

Estes autocarros são entregues num momento em que o país enfrenta uma tremenda crise nos transportes públicos devido ao aumento dos preços dos combustíveis. Desde o anúncio dos novos preços dos combustíveis, os motoristas do minibus-táxi (coloquialmente conhecido como chapa) têm protestado, exigindo um aumento da tarifa.

O protesto levou a um boicote ao transporte de pessoas e mercadorias, obrigando os passageiros a percorrer longas distâncias a pé.

Os novos preços dos combustíveis, que entraram em vigor a partir de quinta-feira, agravaram as dificuldades do país no abastecimento de combustíveis, com postos encerrados e filas generalizadas, bem como limites à compra de gasóleo ou gasolina e redução da oferta de transportes.

O governo, através do Ministério dos Transportes e Logística, anunciou que os proprietários de miniautocarros em todas as capitais provinciais receberão subsídios mensais de cerca de 35 mil meticais (500 dólares americanos ao câmbio actual) para mitigar os custos causados ​​pelo aumento dos preços dos combustíveis.

No entanto, Castigo Nhamane, presidente da Federação dos Transportes Rodoviários do país (FEMATRO), acredita que a proposta do governo não resolve todos os problemas dos transportadores. “É impossível satisfazer a 100 por cento o sector, mas esta foi a solução encontrada”, disse.

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Comissão Parlamentar pede imediata…

Maputo, 11 Mai (AIM) – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada em Dezembro passado para avaliar o impacto da poluição ambiental resultante da actividade mineira na província central de Manica, apela ao encerramento imediato e total de todos os locais de mineração ilegal.

A CPI foi criada depois de a Inspecção Geral dos Recursos Minerais e Energia (IGREME) ter concluído que a actividade mineira naquela província estava a afectar importantes fontes de água potável como o rio Revue e a albufeira de Chicamba, causando graves problemas de saúde pública.

O principal problema é o uso do mercúrio na lavagem do ouro. O mercúrio é altamente tóxico, mas as operações de mineração têm feito pouco esforço para reduzir o seu uso. A análise das águas dos rios Manica e da albufeira de Chicamba revelou a presença não só de mercúrio, mas também de outros metais pesados, incluindo chumbo, cádmio e arsénico.

O Comando Operacional, coordenado pelo Ministro da Defesa, constatou que várias empresas licenciadas operavam sem planos de restauração ambiental ou sistemas de contenção de resíduos, e também abandonavam equipamentos mineiros após utilização e violavam as leis laborais e os direitos dos trabalhadores.

De acordo com o relatório de investigação da CPI, que foi apresentado sábado ao parlamento do país, a Assembleia da República recomenda também que os sectores da saúde, ambiente e pescas realizem periodicamente análises laboratoriais completas da qualidade da água da albufeira de Chicamba, seus afluentes e biota associada, com particular ênfase nos recursos pesqueiros.

O documento apela ainda à vigilância e patrulhamento nas zonas mineiras com maior presença das Forças de Defesa e Segurança (FDS) moçambicanas.

“O controlo sobre a utilização de substâncias perigosas deve ser reforçado, bem como a cooperação com os países vizinhos, a fim de controlar o contrabando de explosivos e produtos químicos”, lê-se no documento.

A Comissão sugere também uma melhor organização da mineração artesanal em formas controladas e legais, e formação de líderes locais em legislação mineira e boas práticas ambientais.

A investigação aponta ainda a necessidade de implementar um programa nacional de formação e apetrechamento das administrações distritais, para designar técnicos especializados em gestão ambiental e mineira, além de facilitar o acesso obrigatório, permanente e em tempo real ao registo mineiro nacional.

“O governo deve fornecer recursos logísticos, tecnológicos e laboratoriais mínimos para uma monitorização in loco eficaz, incluindo exigir que todas as empresas concessionárias desenvolvam, publiquem e implementem planos de responsabilidade social e ambiental, sujeitos a auditorias independentes anuais, metas obrigatórias para contratação de mão de obra local e indicadores de impacto comunitário”, lê-se na análise.

A CPI solicita também que o governo realize uma campanha nacional de sensibilização sobre os riscos associados ao uso de cianeto, mercúrio e práticas de mineração ilegal, bem como implemente programas de formação em técnicas de mineração sustentáveis ​​destinados aos mineiros artesanais e às comunidades locais.

Apela também ao governo para que promova o registo biométrico obrigatório dos mineiros artesanais, incluindo a definição de zonas autorizadas, regras de funcionamento e limites de produção.

Ac/Anúncio/

Processo criminal aberto contra assassinos de…

Chimoio (Moçambique), 11 Mai (AIM) – A Polícia Moçambicana de Moçambique (PRM) abriu um processo-crime contra os autores da morte a tiro Anselmo Vicente, coordenador político da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), partido político liderado pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane.

Vicente, que era coordenador político do partido Anamola na cidade de Chimoio, província central de Manica, saía sábado de uma reunião política quando foi morto a tiro por agressores ainda desconhecidos na região da Madrinha, perto da Estrada Nacional Número Seis (EN6).

A vítima morreu a caminho do Hospital Provincial de Chimoio.

Segundo Mouzinho Manasse, porta-voz da PRM em Manica, o caso já foi encaminhado para a Procuradoria-Geral da República (PGR) para posterior investigação.

“Recebemos este caso e a investigação está em curso desde que tomamos conhecimento deste incidente. Foram recolhidas algumas provas no local do crime e acreditamos que o caso será resolvido”, disse Manasse.

Ele explicou que os criminosos viajavam em uma caminhonete Isuzu vermelha de cabine dupla quando abriram fogo contra Vicente.
“Foi declarado morto na unidade de cuidados intensivos do Hospital Provincial de Chimoio (HPC). Foi ferido por arma de fogo no abdómen e não sobreviveu aos ferimentos”, disse Manasse”, disse.

O porta-voz destacou que “a polícia está a investigar para identificar os indivíduos que tiraram a vida a este cidadão. O nosso apelo é que permaneçamos calmos e serenos. Pedimos a colaboração da população na identificação e responsabilização criminal dos indivíduos que participaram neste acto que tirou a vida ao coordenador distrital de Anamola”.

Segundo a Plataforma Eleitoral da ONG “Decide”, desde Julho de 2025 até aos dias de hoje, foram registados cerca de 23 ataques contra membros dos partidos da oposição.

(MIRAR)

NM/Anúncio/

Acidente de viação mata 16 pessoas em Nacala-a-Velha –…

Nampula (Moçambique), 11 Mai (AIM) – Pelo menos 16 pessoas perderam a vida e outras 12 ficaram gravemente feridas num acidente de viação ocorrido na noite de sábado na região do rio Nihequihi, distrito de Nacala-a-Velha, província de Nampula, norte de Moçambique.

Segundo o Instituto de Transportes Rodoviários do país (INATRO), a tragédia ocorreu quando o motorista do Toyota Dyna tentou subir uma ladeira após cruzar o rio Nihequeni, perdendo o controle do veículo, que capotou.

As autoridades sugerem que o acidente pode ter sido causado por problemas mecânicos no veículo e pelas más condições da estrada. Entre as vítimas fatais estão 11 crianças.

“Temos 16 mortes e 12 sobreviventes, oito dos quais são crianças. Destes, três sofreram fracturas. As suas idades variam entre os quatro e os 25 anos. Alguns pacientes permanecem internados no Centro de Saúde de Nacala-a-Velha, totalizando 11, todos em estado estável”, afirmou Nacir Américo, Médico Chefe Distrital.

Segundo relatos, as vítimas viajavam misturadas com cargas diversas e o motorista do veículo, que sobreviveu ao acidente, fugiu do local.

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, na sua mensagem de condolências, expressou profundo pesar pelo trágico acidente, dizendo que “esta tragédia representa um momento de profundo pesar e luto nacional”.

“Neste momento difícil, apresentamos as nossas mais profundas condolências às famílias das vítimas e desejamos uma rápida recuperação aos feridos”, disse.

Chapo também apelou aos condutores para que cumpram rigorosamente os regulamentos de segurança rodoviária porque proteger vidas é crucial.

RI/Anúncio/

Parlamento aprova criação de Desenvolvimento…

Maputo, 11 Mai (AIM) – O parlamento de Moçambique, a Assembleia da República, aprovou sábado, por consenso, a criação do Banco de Desenvolvimento do país (BDM), que terá como foco o financiamento de projectos de médio e longo prazo, bem como a dinamização do sector empresarial.

Com um capital social de aproximadamente 32 mil milhões de meticais (500,7 milhões de dólares ao câmbio actual), o banco pretende financiar o desenvolvimento económico do país, “através de projectos estratégicos e sustentáveis, de forma a reforçar a soberania económica”.

A proposta de criação do banco foi apresentada ao parlamento pelo Presidente moçambicano, Daniel Chapo.

Segundo Romário Alves, deputado do partido Frelimo, no poder, a criação do BDM representa uma medida necessária, adequada e proporcional face à dimensão dos desafios de financiamento do desenvolvimento no país.

Explicou que os jovens que queiram investir no sector agrícola e em projectos de desenvolvimento encontrarão no BDM portas abertas para aumentar e apoiar a produção nacional.

“Isto representa muito mais do que uma instituição financeira. Isto representa uma mudança de paradigma, representa a entrada do Estado moçambicano numa nova fase de intervenção estratégica para apoiar e aumentar a produção nacional”, afirmou.

Ângelo Jaime, deputado do Podemos, principal partido da oposição, apelou à separação de funções entre o presidente não executivo do Conselho de Administração e o administrador executivo do banco para evitar escândalos.

“Sem esta separação, o BDM corre o risco de se tornar um braço financeiro do Ministério das Finanças, e não um banco de desenvolvimento autónomo. Algumas propostas incluídas na lei devem basear-se em interesses eleitorais e não económicos”, afirmou.

Por seu lado, Carlos Manuel, do segundo maior partido da oposição, acredita que a transparência, os conflitos de interesses e a responsabilização devem servir de parâmetros para identificar os pontos sensíveis do BDM. “Deve observar etapas para que, de forma menos precipitada, possamos legislar adequadamente”, disse.

Segundo Leonor Lopes, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro maior partido da oposição, o banco num momento de profundas limitações estruturais, referindo o baixo nível de industrialização, a escassez de crédito de longo prazo, a elevada vulnerabilidade externa, a fraca inclusão financeira e a pobreza persistente.

“O BDM poderia assemelhar-se ao Banco Nacional de Investimentos, um plano governamental iniciado em 2010, que também visa financiar projectos centrados na inovação, na dinamização dos sectores empresariais e no processo de desenvolvimento sustentável. A discussão interna de mais um banco com um papel semelhante ao do Banco Nacional de Investimentos levanta questões importantes sobre os riscos institucionais, financeiros e políticos associados ao modelo proposto”, afirmou.

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Ac/Anúncio/

Coordenador político da Anamola morto a tiros em…

Maputo, 10 (AIM) – Assaltantes desconhecidos mataram este sábado a tiro Anselmo Vicente, coordenador político da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), liderada pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane.

Vicente, que era coordenador político da Anamola na cidade de Chimoio, província central de Manica, saía de uma reunião política quando homens armados o seguiram e mataram a tiro na zona da Madrinha, perto da Estrada Nacional Número Seis (EN6).

A vítima morreu a caminho do Hospital Provincial de Chimoio.

A Polícia de Moçambique (PRM) ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Mondlane, através da sua conta no Facebook, condenou o assassinato e expressou a sua insatisfação dizendo que “eles podem cortar todas as vias de comunicação, mas nunca matarão o destino da viagem. Mais cedo ou mais tarde, ele será alcançado”.

O porta-voz da Anamola, Dinis Tivane, numa mensagem pública dirigida à viúva da vítima, disse que “em nome do Partido Anamola, peço desculpa pelo nosso fracasso em proteger o seu marido. Não só a ele, mas a todos os que escolheram abraçar esta causa”.

“Pedimos desculpa por não garantirmos que ainda estaremos vivos em 2028 e 2029. Não podemos sequer recorrer à Procuradoria-Geral da República (PGR) ou à comunidade internacional, eles não nos vão ouvir. Só confiamos em Deus”, acrescentou.

Esta é mais uma agressão contra aqueles que apoiam Mondlane. No último ano, Joel Amaral, chefe de mobilização da Anamola, também foi baleado com dois tiros. Uma das balas causou um ferimento superficial em seu braço, mas a outra atingiu-o na cabeça.

No entanto, Amaral, mais conhecido pelo nome artístico de MC Trufafa, teve a sorte de sobreviver depois de ser assistido pelos médicos do Hospital Central de Quelimane.

(MIRAR)

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