Bernardino Rafael ouvido na PGR por alegadas ordens de repressão violenta nas manifestações pós-eleitorais

O antigo Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, foi ouvido, esta segunda-feira, na Procuradoria-Geral da República (PGR), no âmbito de uma queixa submetida por organizações da sociedade civil, que o acusam de ter ordenado o uso de força letal por parte das forças policiais durante as manifestações pós-eleitorais de 2023.

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Artista moçambicana Xembha lança hoje o single Salane com Henny C, produzido por Sdala B

Maputo, 8 de Julho de 2025 – A cantora moçambicana Xembha lança esta terça-feira, às 16 horas, o seu mais recente single intitulado “Salane”, numa estreia a nível nacional que promete marcar a nova temporada da música urbana moçambicana.

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Obras públicas com falhas na Matola prejudicam moradores

No município da Matola, província de Maputo, os investimentos públicos em infraestruturas essenciais — como hospitais, escolas e estradas — têm alcançado cifras elevadas nos últimos anos. Contudo, em vez de trazer melhorias duradouras à vida dos cidadãos, muitas dessas obras tornam-se obsoletas ou perigosas pouco depois de inauguradas. Uma investigação conduzida por esta reportagem revela um padrão reiterado de erros de engenharia, ausência de fiscalização, decisões políticas precipitadas e, sobretudo, uma cultura institucional que evita assumir responsabilidades.

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5 aplicativos que todo jovem moçambicano deveria ter no telefone

O WhatsApp continua sendo a principal ferramenta de comunicação instantânea em Moçambique. Além das chamadas e mensagens, permite a criação de grupos para estudo, trabalho, família e lazer. É essencial para manter o contacto com amigos, família e para coordenação de actividades, sobretudo em tempos de pandemia e distanciamento social.

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Como Renovar o Bilhete de Identidade (BI) em Moçambique sem enfrentar longas filas – Passo a Passo Actualizado para 2025

Renovar o Bilhete de Identidade (BI) em Moçambique pode ser um processo desgastante, sobretudo nas grandes cidades como Maputo, Matola ou Beira. Contudo, com planeamento e uso dos serviços digitais e preferenciais já disponíveis, é possível evitar as longas filas. Abaixo segue um guia prático, passo a passo, que te ajuda a poupar tempo e paciência.

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Obras residenciais — moradias unifamiliares

1. Obras residenciais — moradias unifamiliares

a) Obras “clássicas” simples (T1–T3)

Segundo um anúncio local de Março/2025 (até 30 km de Maputo) para moradias em alvenaria:

  • T1 (80 m²): MT 2 100 000 → MT 26 250/m²
  • T2 (100 m²): MT 2 300 000 → MT 23 000/m²
  • T3 (125 m²): MT 2 850 000 → MT 22 800/m² (mozambique.top-free-ad.com)

Os valores caem ligeiramente em áreas médias (T2–T3). Estes valores incluem mão-de-obra e materiais básicos, mas não licenças nem acabamento médio-alto.

b) Obras de maior qualidade ou acabamentos médios/altos

Com base em estimativas anteriores ajustadas:

  • Custo no terreno urbano formal em 2020: ~MT 19 500/m² (~US$275/m²)
  • Ajuste de 10–15% até 2025 → MT 22 000 a MT 25 000/m² (~US$310‑350)
    Essa faixa cobre casa familiar confortável com bom acabamento.

2. Edifícios públicos/institucionais (escolas, hospitais)

De acordo com dados de Julho/2024:

  • Escola primária/secundária: > US$1 300/m² (statista.com)
  • Hospitais: Maputo está entre as mais caras → custos semelhantes ou superiores (statista.com)

Equivale a aproximadamente MT 85 000–90 000/m² (à taxa média US$1 = MT 65).

3. Exemplos de custos de componentes específicos

ComponenteCusto estimado
Impermeabilização de cobertura (plana)MT 5 500/m² (numbeo.com, reddit.com, mozambique.top-free-ad.com)
Pavimento interior em cerâmica\tläge | MT 1 200/m² (reddit.com)

Serviços especializados elevam consideravelmente o custo total.

4. Taxas e licenças (aplicável a qualquer obra)

Conforme estudo de 2018–2024:

  • Topografia: MT 325 + taxa DCU + água/esgoto (reddit.com, 1library.net)
  • Alvará Municipal: MT 6 500 (cerca de MT 5–10/m²) (1library.net)
  • Ligações eléctricas: até MT 37 400; água/esgoto: ~MT 4 700 (1library.net)
  • Licença de ocupação e registos: cerca de MT 2 000 + MT 410 (1library.net)

Resumo estimado para licença/licença + infra básica: MT 50 000–70 000 total (dependendo da dimensão da obra), o que adiciona cerca de MT 500–1 000/m² em habitação padrão.

5. Estimativa consolidada 2025 (habitação unifamiliar)

  • Materiais + construção: MT 22 000–25 000/m²
  • Licenciamento + infra. Básica: ~MT 1 000/m²
  • Acabamentos melhorados (pintura, azulejos, móveis embutidos, vidros, pré-instalações): + MT 1 500–2 500/m²

🔹 Estimativa final:

  • Custo por metro quadrado: MT 24 500 a MT 29 000/m²
  • Em USD (US$1 ≈ MT 65): US$375‑445/m²

6. Comparativo por categoria

Tipo de obraMT/m² (estimado)US$/m² aprox.
Moradia standard (acab. Médio)22 000–25 000310–385
Moradia high-end (acabamento superior)27 000–30 000+415–460+
Unidade pública (escola/hospital)85 000–90 0001 300–1 400+

7. Variáveis que influenciam o custo

  1. Escala e tipo de acabamento — maior nível de detalhe e materiais importados encarecem.
  2. Localização — na cidade vs. periurbano; acessibilidade e logística.
  3. Flutuações cambiais — impacto directo no custo de materiais importados.
  4. Eficiência da licitação e gestão da obra — atrasos e ineficiências podem aumentar +10–20%.
  5. Projecto e fiscalização — envolver arquitecto e engenheiro (≈10% do custo) melhora qualidade, mas acrescenta ao custo.

8. Concluindo

Para uma habitação unifamiliar de padrão médio em Maputo em 2025:

  • Faixa recomendada: MT 24 500–29 000/m² (~US$375–445/m²).

Se quiser montar um orçamento específico (por ex., nova moradia T3, acabamentos de luxo, piscina, garagem, etc.), posso detalhar insumos, mão-de-obra e custos unitários. Dizes o que precisas!

Descubra os preços actuais de construção por metro quadrado em Maputo

Em 2020, o custo de mão-de‑obra na área metropolitana de Maputo era cerca de MT 180/m² (≈ US$2,50) e o custo total de construção era estimado em MT 19 500/m² (≈ US$275/m²) (readkong.com).
Porém, este valor já vinha do período pré-pandemia e tem sido impactado por fortes aumentos em materiais importados.

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Eleições gerais 2024 – O País – A verdade como notícia


Pela primeira vez, em 30 anos de democracia multipartidária em Moçambique, a Renamo perdeu o estatuto de maior partido da oposição e no seu lugar subiu um partido extraparlamentar, PODEMOS, com pelo menos cinco anos de existência. A Renamo caiu de 60 para 20 deputados e o PODEMOS estreia-se com 31 deputados. 

Na passada quinta-feira, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) divulgou os resultados das eleições gerais de 9 de Outubro e trouxe consigo várias novidades.

Entre elas está a derrapada da Renamo da posição de maior partido na oposição, uma posição que ocupava desde a introdução do Multipartidarismo em Moçambique, ou seja, há mais de trinta anos. 

O pivô desta queda, de acordo com a CNE, foi o PODEMOS, Partido Extraparlamentar criado em 2019, que passa a ser a segunda maior força política do país.

Ora, não foi apenas a posição que o PODEMOS arrancou da Renamo. A Perdiz perdeu assentos na Assembleia da República, ou seja, caiu de 60 para 20 deputados. 

Como consequência, estão fora do parlamento figuras como António Muchanga, Clementina Bomba, Elias Dhlakama, Geraldo Carvalho, André Magibire, Alberto Ferreira, Muhamad Yassine, Alfredo Magumisse e Saimone Macuiana, que tentava o seu regresso a casa do povo, bem como Paulo Vahanle que tentava a estreia. 

Outrora extraparlamentar, o Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique, ou simplesmente PODEMOS, entrou para a “casa do povo†com 31 deputados. Mas, afinal, quais são os nomes que vão compor o próximo parlamento?

Da cidade de Maputo entram Carlos Tembe e Rute Manjate. Já o círculo eleitoral da província de Maputo, onde o PODEMOS conseguiu seis lugares, será representado por  Sebastião Mussanhane, António Acácio, Alfredo Pelembe, Ivandro Massingue, Aristides Novela e Simião Nuvunga.  

O PODEMOS conseguiu representação também em Inhambane, com um mandato, ocupado por Nalfa Fumo. 

Sofala confiou dois mandatos ao partido, com Chico Mapenda e Valter Mabjaia a ocuparem os assentos. 

A população de Manica elegeu para seus representantes Mangaze Manuel e Forquilha Albino Forquilha. Para Tete, Mário Manguene é o único eleito deputado.

O segundo maior círculo eleitoral do país, o da Zambézia, elegeu três deputados. São eles Cacildo Muicocome, Fenando Jone e Almério Tchambule. 

Mas foi na província de Nampula, a mais populosa do país, onde o PODEMOS angariou mais assentos. 10 deputados poderão aceder a casa do povo, nomeadamente: Armando Joaquim, Luísa António, Dias Coutinho, Gonçalves Macuácua, Atija Mussa, Bonifácio Suliva, Tome Nantar, Jafete Eurico, Adelino Puaneleque e Gabriel Macuelas.

Por fim, no círculo eleitoral do Niassa, foi eleito deputado o membro Ângelo Jaime, enquanto que pela província de Cabo Delgado entram pela lista do Podemos os cidadãos Elísio Muaquina, Zainaba Andala e José Suail José.

Em 2025, caso o Conselho Constitucional decida manter estes resultados, o MDM terá amealhado o pior resultado, desde a sua estreia em 2009, como partido parlamentar. 

É que, de acordo com Dom Carlos Matsinhe, o partido liderado por Lutero Simango perdeu dois, dos actuais seis mandatos e assim, o MDM passa a contar com três mulheres e um homem: Nampula elegeu Leonor Souza, Secretária-Geral do partido e o actual porta-voz da bancada, Fernando Bismarque. Já o círculo eleitoral de Sofala elegeu Silvia Cheia, mandatária nacional, e Maria Fernando, membro da comissão política.

Dos candidatos a deputados que não conseguiram votos, o destaque vai para o círculo eleitoral da Cidade de Maputo, cuja cabeça de lista era a activista social Fátima Mimbire. 

Nomes como Lutero Simango e Elias Impuire não fizeram parte da lista dos concorrentes. 

Estas derrapagens da oposição, só beneficiaram a Frelimo, que consolidou a sua maioria absoluta com mais 11 deputados, podendo ocupar 195 dos 250 assentos disponíveis.  

E, de acordo com os resultados, vão compor a bancada da Frelimo alguns membros do actual Governo, tal são os casos de Ana Comoane, ministra da Administração Estatal e Função Pública, Celso Correia, ministro da Agricultura e a actual ministra do Negócio Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo.

Engrossam também a lista o antigo edil da Matola Calisto Cossa e Eneas Comiche, antigo edil de Maputo.

A Frelimo poderá formar bancada com figuras como Elísio de Sousa (Jurista), Elcídio Bachita (Economista) e Egídio Vaz.

Mas todas estas contas ainda não são finais, uma vez que os partidos políticos dizem ter provas de que o processo eleitoral foi fraudulento. Assim caberá ao Conselho Constitucional apreciar as reclamações e provas e tomar a última decisão, até lá, aguardemos.

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