Guarda Revolucionária do Irã usou empresa dos Emirados para comprar equipamentos militares


UM Guarda Revolucionária fazer Vai usou uma rede de aquisições sediada nos Emirados Árabes Unidos para comprar equipamentos avançados de satélite chineses conectados ao seu programa de drones, de acordo com documentos vistos pelo jornal Financial Times.

O acordo é altamente sensível porque mostra que o estado do Golfo abrigava uma empresa que fornecia equipamentos de comunicação para o mesmo braço da Guarda que lançou mísseis contra os Emirados em resposta aos ataques americano-israelenses.

Contratos comerciais e registros de embarque dos Emirados vazados mostram como a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária adquiriu a tecnologia chinesa de comunicação por satélite de grau militar no final de 2025 por meio de uma empresa sediada nos Emirados.

Avião da Emirates se aproxima do aeroporto de Dubai em meio à fumaça de um ataque de drone iraniano, em 16 de março de 2026

AFP

Os Emirados sofreram o impacto mais pesado da retaliação iraniana ao ataque americano-israelense, com a república islâmica disparando mais de 2.800 drones e mísseis contra o estado do Golfo, incluindo alvos civis.

Apesar da postura linha-dura de Abu Dhabi em relação à república islâmica, antes da guerra os Emirados tradicionalmente eram um centro para empresas iranianas operando no exterior.

À medida que se tornou o centro comercial dominante da região nas últimas duas décadas, os vários emirados dos Emirados Árabes Unidos estabeleceram zonas francas onde a supervisão do comércio é menos eficaz, dizem analistas, alimentando preocupações de que possam ser exploradas para comércio ilícito e violação de sanções.

Os equipamentos para a Guarda foram encaminhados através da Telesun, localizada no emirado de Ras al Khaimah. A empresa organizou o envio de aproximadamente 1,8 tonelada de equipamentos de antena de satélite fabricados na China de Xangai ao Irã via porto de contêineres de Jebel Ali em Dubai.

A análise do Financial Times de imagens de satélite e dados de localização de embarque descobriu que um navio iraniano usado na etapa final da entrega em novembro transmitiu informações de navegação falsas sobre si mesmo para outros navios em um esforço para disfarçar o fato de que viajou para o Irã.

Juntos, os documentos e a análise de embarque revelam como a Guarda Revolucionária continuou a recorrer a redes comerciais nos Emirados para adquirir tecnologia de comunicações estrategicamente sensível mesmo depois que sanções ocidentais visaram seu aparato de aquisições militares.

A Guarda posteriormente usou essas capacidades em ataques que danificaram severamente bases militares americanas no Médio Orientemataram 13 militares americanos e deixaram centenas de feridos.

Faturas, listas de embalagem e registros de frete marítimo dos Emirados vistos pelo Financial Times mostram que a Telesun organizou a entrega de uma antena de satélite motorizada de 4,5 metros fabricada na China pela StarWin para ser enviada de Xangai ao porto iraniano de Bandar Abbas a bordo do navio Zhong Gu Yin Chuan.

A análise confirmou que o Zhong Gu Yin Chuan, um navio porta-contêineres chinês, chegou de Xangai a Dubai no Terminal de Contêineres 1 de Jebel Ali em 28 de agosto. Documentos vistos pelo FT afirmam que ele deixou um contêiner no porto que foi coletado pelo Rama 3, um navio iraniano, que atracou no mesmo cais em 23 de novembro.

Rama 3 então partiu um dia depois. De acordo com sinais de GPS transmitidos pelo navio, ele navegou para fora do Golfo antes de fazer uma breve pausa na costa de Omã.

Mas imagens de satélite tiradas em 25 de novembro revelam que a embarcação não estava em sua posição reportada. Isso sugere que o navio estava fazendo “spoofing” —enviando relatórios de posição falsos para navios vizinhos em um esforço para disfarçar seus movimentos.

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Em 29 de novembro, uma embarcação do mesmo tamanho, cor e formato do Rama 3 aparece em imagens de satélite no porto iraniano de Shahid Rajaee em Bandar Abbas.

Este é o porto nomeado nos documentos vistos pelo Financial Times como o destino de entrega da remessa.

O carregamento —datado de outubro de 2025 e descrito em documentos alfandegários como “antena e acessórios”— pesava quase 1,8 tonelada. Chegou em seis caixas e foi consignado à Ertebatat Faragostar Kish (EFK) no Irã.

De acordo com um contrato visto pelo Financial Times, a Telesun adquiriu os equipamentos chineses em nome da EFK, uma empresa iraniana de telecomunicações trabalhando em um projeto para o Saman Industrial Group, outro grupo iraniano.

O Tesouro dos EUA sancionou a Saman em dezembro de 2023. Disse que a empresa “serve como uma empresa de fachada comercial” para a Organização Jihad de Autossuficiência da Força Aeroespacial, o braço de pesquisa e desenvolvimento dos programas de mísseis balísticos, guerra eletrônica e drones da Guarda. A EFK não está sob nenhuma sanção ocidental.

Os EUA também alegaram que a Saman ajudou a Guarda a adquirir equipamentos relacionados a drones através de empresas intermediárias abrangendo múltiplas jurisdições, incluindo antenas, servomotores e outros “itens aplicáveis a VANTs”. A União Europeia sancionou separadamente a Organização Jihad de Autossuficiência e disse que ela forneceu drones iranianos à Rússia.

A Telesun se descreve como uma fornecedora sediada nos Emirados de sistemas de comunicação por satélite fixos e móveis em todo o Oriente Médio e norte da África, oferecendo serviços “do projeto à instalação e comissionamento”.

A Telesun não respondeu às perguntas do Financial Times. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados e a embaixada iraniana em Londres não responderam.

O agente de transporte no Irã era a Blue Calm Marine Services, de acordo com o conhecimento de embarque. A Blue Calm foi sancionada pelos EUA em 2023 por facilitar embarques para uma empresa que fornecia peças para desenvolver propelente de mísseis para o ministério da defesa iraniano.

No mês passado, o Financial Times reportou que a Força Aeroespacial da Guarda havia adquirido secretamente um satélite —lançado pela empresa chinesa The Earth Eye— que usou para monitorar bases militares americanas e infraestrutura do Golfo antes dos ataques em março.

No início deste mês, os EUA sancionaram a The Earth Eye por apoiar operações militares iranianas. “Os Estados Unidos continuarão a tomar medidas para responsabilizar entidades sediadas na China por seu apoio ao Irã”, disse o Departamento de Estado. “O ataque a militares americanos e parceiros não ficará sem resposta.”

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O BCI registou lucros superiores a três mil milhões…

Maputo, 24 Mai (AIM) – O maior banco comercial de Moçambique, o Banco Comercial de Investimento (BCI), propriedade da portuguesa Caixa Geral de Depósitos (CGD), registou, no último ano, lucros de 3,604 mil milhões de meticais (55,7 milhões de dólares ao câmbio actual), o que corresponde a uma queda de 40,3 por cento.

De acordo com o relatório e contas anuais do banco, este resultado foi impactado pela exposição do banco à dívida pública. No entanto, “o banco manteve a sua posição de liderança no sistema bancário nacional, servindo cerca de 2,5 milhões de clientes em 2025”.

“O lucro líquido foi impactado por fatores não recorrentes, nomeadamente pelo aumento das imparidades para exposições à dívida pública em resposta ao agravamento do risco soberano, bem como pelos custos extraordinários associados aos processos de reembolso de comissões, mantendo-se, no entanto, num nível sólido”, lê-se no documento.

O banco tinha anunciado que os seus lucros caíram 26,18 por cento em 2024, para 6,039 mil milhões de meticais, o que compara com o recorde de 8,181 mil milhões de meticais registado em 2023.

O documento aponta ainda que o activo total do banco cresceu 3,96 por cento para 240 527 milhões de meticais, incluindo 72 269 milhões de meticais em empréstimos brutos a clientes, menos 7,59 por cento face a 2024, e 191 689 milhões de meticais em depósitos de clientes, um aumento de 4,47 por cento.

Em termos de quota de mercado, o BCI lidera em depósitos (24,32 por cento do total do sector bancário), crédito (24,64 por cento) e activos (21,96 por cento), terminando 2025 com 211 balcões e 2.702 colaboradores.

“A sua presença continua a ser a mais extensa e de maior alcance no sistema financeiro. Os indicadores de 2025 reflectem uma relação de confiança consistentemente construída ao longo do tempo através de uma presença próxima e de um serviço orientado para as reais necessidades dos moçambicanos”, lê-se no relatório.

O BCI tem um capital social de 10 mil milhões de meticais, com uma estrutura accionista liderada pela Caixa Participações, do grupo CGD, que detém 51 por cento. O banco português BPI detém 35,67 por cento, enquanto a CGD detém diretamente 10,51 por cento, entre outros acionistas.

Sou/

Syrah Resources satisfeita com a retomada de…

Maputo, 24 Mai (AIM) – A mineradora australiana Syrah Resources, que explora uma mina de grafite no distrito de Balama, na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, anunciou que reiniciou com segurança as operações no país, após uma paralisação de seis meses causada por manifestações em massa que degeneraram em tumultos em 2024.

De acordo com um comunicado, o presidente da Syrah Resources aproveitou a reunião anual de 2026 para destacar o reinício seguro das operações na mina de grafite de Balama após protestos e casos de força maior, restaurando o papel da empresa como fornecedor líder ex-China e reforçando a confiança entre os clientes, as comunidades e o governo moçambicano.

“A gestão pretende mudar Balama para uma produção mais contínua, alimentar a crescente procura ex-China e integrar a oferta com a fábrica de materiais anódicos Vidalia nos EUA. O conselho está a dar prioridade ao aumento comercial em Vidalia, à execução de vendas ligadas ao offtake e à rigorosa disciplina de capital apoiada por financiamento estratégico proposto pelas agências governamentais dos EUA e pelo principal accionista Australian Super para fortalecer a liquidez”, lê-se no documento.

O documento também diz que a governação e a sucessão permanecem em foco, “com a nova presidente Samantha Hogg e o diretor Robert Edel reforçando as capacidades do conselho à medida que a Syrah procura alavancar os seus ativos e alinhamento de políticas para navegar na volatilidade do mercado e construir valor para os acionistas a longo prazo”.

Em março passado, a empresa anunciou que fornecerá, nos próximos sete anos, entre 34 mil e 68 mil toneladas de grafite natural ao mercado japonês.

A grafite extraída em Balama será inicialmente enviada para uma unidade de produção de ânodos em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e posteriormente abastecerá um cliente japonês do sector downstream, que opera na cadeia de produção de baterias para veículos eléctricos. O processo terá início no próximo mês de junho.

Sou/

Millennium-BIM registou lucros de 201…

Maputo, 24 Mai (AIM) – Um dos maiores bancos comerciais de Moçambique, o Millennium-BIM, registou, no último ano, lucros avaliados em 201 milhões de meticais (3,1 milhões de dólares ao câmbio actual).

De acordo com o relatório e contas anuais do banco, este valor corresponde a uma queda acentuada impactada pela exposição do banco à dívida pública, de acordo com o seu relatório e contas anuais.

Em 2024, o banco registou lucros de 3,309 mil milhões de meticais.

O relatório aponta que a descida do rating da dívida soberana de Moçambique conduziu “ao reconhecimento de imparidades adicionais associadas à dívida pública, com impactos relevantes na evolução dos resultados do banco”.

A queda acentuada dos lucros de 2025 surge na sequência de uma queda de 54 por cento em 2024 face ao resultado líquido de 2023, quando os lucros atingiram 7.211 milhões de meticais, influenciados por um aumento da imparidade de crédito resultante de uma maior probabilidade de incumprimento por parte de determinados segmentos de clientes, influenciada quer pelo contexto macroeconómico adverso, quer pela reavaliação dos modelos de risco internos.

“O banco teve de reservar 5,9 mil milhões de meticais em imparidades relacionadas com a dívida pública. O banco decidiu destinar os lucros de 2025 às reservas livres e legais, sem distribuição de dividendos, como também aconteceu em 2024”, lê-se no relatório.

Segundo o documento, os rendimentos do banco em 2025 aumentaram 6,5 por cento para 19 229 milhões de meticais, enquanto o activo total caiu 0,53 por cento para 200 877 milhões de meticais. “O crédito líquido a clientes aumentou 9,14 por cento para 49 288 milhões de meticais, enquanto os depósitos de clientes cresceram 2,65 por cento para 160 935 milhões de meticais. Os capitais próprios permaneceram praticamente inalterados em 34 632 milhões de meticais.

“2,68 por cento da carteira total de crédito do banco apresentava incumprimento em dezembro, abaixo dos 2,92 por cento do ano anterior, dos 3,08 por cento em 2023 e dos 7,85 por cento em 2022. No entanto, o crédito vencido com mais de 90 dias e coberto por imparidades aumentou de 144,66 por cento para 275,28 por cento no último ano”, lê-se no documento.

No entanto, apesar do contexto nacional e internacional adverso, o Millennium BIM – que comemora 30 anos de atividade com 2.678 colaboradores – manteve uma estrutura de capital sólida e níveis de capital confortáveis ​​em 2025.

“Apesar deste desempenho, o banco manteve níveis de solvabilidade significativamente acima do mínimo regulamentar, refletindo a robustez dos seus fundos próprios e a sua capacidade de absorção de choques adversos”, refere a administração no relatório e contas.

Em 31 de dezembro de 2025, o Millennium BIM tinha um capital social de 4,5 mil milhões de meticais, maioritariamente detido pelo BCP África, parte do grupo português Millennium BCP, com uma participação de 66,69 por cento. Outros accionistas incluem o Estado moçambicano (17,12 por cento), o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) (4,95 por cento) e a maior seguradora de Moçambique, a EMOSE, de capital público, (4,15 por cento).

Sou/

Trump publica mapa do Oriente Médio Irã

Trump publica mapa do Oriente Médio com Irã sob bandeira dos EUA e aumenta tensão internacional

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, publicou neste sábado, 23, uma imagem do mapa do Oriente Médio na qual o Irã aparece coberto pela bandeira norte-americana. A publicação foi feita na rede social Truth Social e surge num momento de elevada tensão diplomática e militar na região.

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Como pode 20% do mercado de combustível ser informal? O que preocupa é a milícia, diz dono do BTG


O banqueiro André Estevessócio do BTG Pactual, afirmou neste sábado (23) que o maior problema que o Brasil vive não é a economia, que “está fácil de resolver”. Para o executivo, que participou do fórum do grupo Esfera Brasil no Guarujá (SP), em um painel ao lado do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e do ministro do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas, a questão primordial está no avanço do crime organizado em instituições públicas e privadas.

“O que mais me preocupa é uma guerra entre o Brasil institucional, que somos nós aqui nessa sala, contra o Brasil não institucional. O presidente [do BNDES] Aloizio falou aqui, 20% do mercado de combustível ficou informal. Como é que pode acontecer isso?”, questiona, para emendar no mesmo raciocínio uma crítica ao banco Master, de Daniel Vorcaro. “De repente, um banco inexpressivo criou um rombo de R$ 50 bi no FGC [Fundo Garantidor de Créditos]R$ 12 bi no BRB, R$ 4 bi em institutos de previdência. Como é que é possível?”, afirma.

Na avaliação do banqueiro, em relação ao Master, houve falhas por parte do antigo comando do Banco Central, embora ele diga que “faz parte errar” e que a atual gestão aperfeiçoou os controles.

O banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, participa de seminário promovido pelo grupo Esfera em agosto de 2025, em São Paulo

Eduardo Knapp-25.ago.25/Folhapress

Esteves reforçou que o Brasil institucional não pode perder a guerra para a criminalidade. “Outro dia, um ministro do Supremo declarou que 34 membros da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro estão sendo investigados por ligação com a milícia ou com tráfico de drogas. Lembrando que são 70 deputados na Assembleia do Rio. Isso não pode acontecer”, afirmou. “Não estamos falando de investigação por uma discussão tributária, interpretação de regra de câmbio. Nós estamos falando de tráfico de droga, de milícia, de gente que mata gente. Não podemos nos conformar com isso. Esse é o desafio.”

Por outro lado, afirmou, “a economia está moleza de resolver” e que “quem quer que seja eleito em janeiro vai pegar um país arrumadinho”. Esteves comparou o Brasil como um “avião na pista”, que precisa de apenas alguns ajustes para “decolar”, com “três ou quatro medidas simples de contenção do crescimento dos gastos”, capazes de fazer com que a taxa Selic caia do atual patamar de 15% para 7% ao ano.

De acordo com o banqueiro, o Brasil vive um momento de pleno emprego, mas concede 2,5% de reajuste real ao salário mínimo, hoje de R$ 1.621. “Parece generoso, mas trazemos toda a Previdência para este ajuste de 2,5%. Com isso, o Brasil é o único país do mundo que o sujeito não trabalha e tem ganho de produtividade. Isso está obviamente errado”, diz ele.

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O banqueiro reforçou que a economia brasileira não o preocupa e destacou “dois governos bons” do passado: o de Fernando Henrique Cardoso, em 1994, e o de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. “Eles assumiram em terra arrasada”, diz, muito diferente do panorama atual.

“Hoje as tarifas estão onde têm que estar, o BNDES funciona direito, a Petrobras está super saudável, temos um déficit em conta corrente que é menor do que o investimento direto externo, temos US$ 360 bilhões de reserva cambiais líquidas, inflação vai ser de 4%, o desemprego é zero, o mercado de capitais é pujante. Qualquer empresa que levante a mão, que liga lá no BTG, capta dinheiro por 10, 15, 20 anos. O spread do mercado de capitais é o mesmo, internacional, a gente evoluiu muito “, disse.

Academia de luxo de famosos turbinada por Vorcaro tem CEO endividado


Quem passa na calçada de uma das academias de ginástica mais caras de São Paulo, na alameda Lorena, encontra hoje a lanchonete anexa de portas fechadas. A Les Cinq Gym, conhecida como point da musculação de celebridades, e a rede de lanches e shakes proteicos Yon, do mesmo sócio, foram turbinadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado pastor Fabiano Zettel. Agora, enfrentam problemas.

Entre os sinais do mau tempo, a Les Cinq se tornou alvo de uma decisão da Justiça para evitar a transferência de bens relacionados ao Master, e seu CEO enfrenta dívidas, com medida judicial para apreender sua BMW por inadimplência e até fatura de luz atrasada.

Espaço acadêmico Les Cinq Gym –
Divulgação – 16.mai.2019

Fundada em 2014 com capital social de R$ 100 mil por um grupo de personal trainers que atendiam clientes famosos, a Les Cinq inaugurou um modelo de malhação de luxo no circuito fitness paulistano. O lugar foi montado com decoração opulenta, banheiros que emulam spas e equipamentos de ponta.

Desde a fundação, a academia teve a presença de atores, modelos e influenciadores da moda. As redes sociais mostram fotos de Claudia Raia, Reinaldo Gianecchini, Mariana Ximenes, Izabel Goulart, Jonas Sulzbach, Marina Ruy Barbosa e Gkay no local.

Em 2021, a academia ganhou aporte de R$ 5 milhões de uma empresa ligada a Vorcaro, a Super Empreendimentos.

À frente da Les Cinq está o CEO Rodrigo César São João, um dos fundadores. Ele fez reputação no mundo fitness como um personal trainer de origem pobre, filho de fiéis da Igreja Adventista, que deixou os pais no interior. Venceu um concurso de fisiculturismo e beleza aos 40 anos e lançou um estilo de treinos que batizou de “método Sangion”.

Sangion é a contração de seu sobrenome e virou marca de uma holding com cursos para treinadores físicos e a rede Yon.

São João se apresenta como Rodrigo Sangion e virou também referência de empreendedorismo no mercado fitness: escreve colunas no InfoMoney, site de notícias financeiras da XP, e dá palestras com dicas de superação.

Em entrevista à massagista Renata França no YouTube, ele conta que chegou a passar fome, mas venceu na vida e conseguiu presentear os pais com uma casa em Ribeirão Preto (SP).

Porém, o cenário mudou. Neste ano, após um pedido do liquidante do Master, a Les Cinq entrou em uma lista de bens marcados pela 3ª Vara de Falências de SP com protesto contra a venda das participações da Super. Isso significa que, embora não tenha o banco como sócio direto, na prática, a academia foi reconhecida como propriedade ligada ao caso. O procedimento funciona como um alerta para evitar que alguém adquira a mercadoria.

As finanças de São João também parecem ter se abalado ao longo de 2025, enquanto o império de Vorcaro ruía –desabando em novembro, quando o ex-banqueiro foi preso por 12 dias e o banco, liquidado.

No início do ano passado, São João colocou a casa que dera aos pais como garantia do pagamento de um crédito rotativo aberto no limite de R$ 852,7 mil, segundo dados da matrícula do imóvel.

Em setembro, a Sangion Group, outra empresa de São João, fechou a loja da Yon no shopping Center 3, na avenida Paulista, com quase R$ 200 mil em débitos.

Das 5 lojas da Yon, 4 baixaram as portas nos últimos meses e a última está em processo de fechamento.

A partir de novembro, vieram os protestos por falta de pagamento: R$ 20,9 mil de uma loja de móveis, R$ 38 mil de IPVA de uma BMW e R$ 460 de energia da Enel.

Em dezembro, ele foi alvo de uma medida judicial que determinou a apreensão de sua outra BMW porque parou de pagar o financiamento. Pelas informações do processo, foi feito um acordo.

São João não respondeu aos pedidos de entrevista feitos pela Folha desde 16 de abril por email, WhatsApp, contatos com a academia e sua assessoria de imprensa.

Em 4 de março deste ano, no dia da nova prisão de Vorcaro, também foi preso Zettel, que dizia ser investidor da Yon e da Les Cinq, quando dava entrevistas para revistas de negócios.

O pastor afirmava que o investimento era feito por meio do seu private equity Moriah, que tem marcas como Desinchá e Oakberry. Mas na prática o dinheiro foi injetado via Super.

As defesas de Zettel e Vorcaro não quiseram comentar.

A Super é apontada pelas investigações como uma das empresas usadas para formalizar contratos fraudulentos. Foi a Super quem doou o apartamento de R$ 4,4 milhões para uma sugar baby. Ainda conforme as investigações, a empresa também era usada para fazer pagamentos aos membros da milícia de Vorcaro, incluindo o operador apelidado de Sicário.

UM Folha falou com Wagner Barros, sócio de São João em empresas como a Sangion Group, que diz estar procurando novos investidores.

Ele nega haver crise na Les Cinq e afirma que o faturamento estimado para 2026 é R$ 18 milhões.

Empresários do setor ouvidos pela reportagem consideram frágil o modelo da Les Cinq porque uma fatia dos frequentadores são os chamados VIPs, ou seja, não pagam mensalidade, o que joga dúvidas sobre a capacidade da empresa de se sustentar.

A mensalidade hoje custa até R$ 3.100.

Durante uma palestra online em 2021, uma então diretora da Les Cinq, Luiza Castanho, negou que a academia aceitasse clientes não pagantes. “Nós não temos mais VIP na academia. Não interessa quem seja. As pessoas pagam para treinar. Não tem bolsa nem parceria. A gente realmente ganha dinheiro na Les Cinq”, disse ela na época.

Porém, em uma mensagem de 2022 revelada pelas investigações do caso Master, o empresário Marcelo Cohen, da gigante de turismo Befly, escreve ao ex-banqueiro contando que uma mulher de nome Yasmin estava “no pé” dele, pedindo para entrar na Les Cinq. Vorcaro responde que ela poderia começar no dia seguinte, o que sinaliza algum envolvimento com a academia, embora ele não figurasse como sócio.

Cohen então avisa que seriam “as duas mas [sic] yasmin”, indicando que poderiam ser três pessoas.

Procurado pela FolhaCohen respondeu em nota que nunca frequentou a Les Cinq. Sobre as mensagens, ele disse que não comenta “diálogos cujo conteúdo desconhece e que podem ter sido vazados indevidamente”.

Em outra troca de mensagens, entre Vorcaro e São João, o CEO da academia se oferece para ajudar o então banqueiro a se aproximar de uma mulher. Não fica claro quem é ela. Quando Vorcaro lhe contou que desistiu porque ela estava apaixonada por outra pessoa, São João disse que iria chamá-la para fazer a campanha publicitária da academia, ao que o ex-banqueiro responde: “Fechado, pode já programar”. E São João completa: “Manda buscar ela de jatinho. Recebe ela com um jantar. Aí já era.”

As mensagens de Vorcaro reveladas pela investigação mostram que alguns personagens ligados à Les Cinq também se relacionavam com o ex-banqueiro em outras esferas.

É o caso do designer Kiko Sobrino, responsável pela decoração da Les Cinq. Foi ele quem levou sofás de couro estilo Chesterfield, luzes coloridas e acabamentos em pedras naturais, que dão ao lugar um ar de discoteca misturado com resort de luxo. Ele também decorou o Botanique, luxuoso hotel em Campos do Jordão (SP), do qual Vorcaro foi sócio.

Sobrino parece ter desenvolvido relação descontraída com Vorcaro, enviando mensagens com piadas e fotos de mulheres publicadas no Instagram.

O nome dele também aparece no episódio do aluguel da mansão de Trancoso (BA) onde Vorcaro fez festa com modelos estrangeiras. O evento é alvo de questionamento pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) no Ministério Público sobre a presença de autoridades e a instrumentalização de mulheres para vantagem política. Para esconder seu nome na realização da festa, o ex-banqueiro colocou Sobrino no contrato de locação da casa.

A reportagem perguntou por que Sobrino assinou a locação em Trancoso. Ele não respondeu.

Uber oferece 10 bilhões de euros para comprar empresa de delivery Hero


A Delivery Hero afirmou neste sábado (23) que a Uber havia apresentado uma proposta de compra que avaliaria a empresa em mais de 10 bilhões de euros. Como mostrou o Financial Times, o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, havia tentado adquirir a empresa alemã.

Khosrowshahi viajou a Oslo nesta semana para se encontrar com a presidente do conselho de supervisão do grupo, Kristin Skogen Lund, de acordo com várias fontes a par do assunto. Ele propôs um preço de cerca de 33 euros por ação, mas foi rejeitado.

Em comunicado, a Delivery Hero disse: “A Uber Technologies nos apresentou uma proposta indicativa de 33 euros por ação relativa a uma potencial oferta pública de aquisição dirigida a todos os acionistas”.

Sede da Delivery Hero em Berlim, na Alemanha; empresa recebeu proposta bilionária da Uber

Fabrizio Bensch-2.jun.17/Reuters

“A empresa segue integralmente focada na execução de seu processo de revisão estratégica. Atualizações adicionais serão fornecidas conforme necessário ou pertinente”, completou o comunicado.

A rival DoorDash também tem rondado a Delivery Hero e sondou acionistas sobre a compra da divisão do grupo no Oriente Médio, segundo três fontes a par do assunto. A DoorDash chegou a avaliar uma oferta de aquisição total, acrescentaram. Tony Xu, CEO da DoorDash, também estabeleceu contato com Lund, segundo duas fontes.

Tanto a Uber quanto a DoorDash travaram conversas nos últimos dias sobre a aquisição de participações de múltiplos acionistas na Delivery Hero, acrescentaram as fontes.

Vários acionistas atuais disseram ao Financial Times que buscariam um preço acima de 40 euros por ação, o que representaria um prêmio de 19% sobre o preço de fechamento da Delivery Hero na sexta-feira, chegando a avaliar a empresa em cerca de 13 bilhões de euros.

Não estava claro qual preço poderia ser acordado ao fim das negociações nem quais seriam os termos definitivos de um eventual acordo.

A Uber divulgou na segunda-feira que detinha 19,5% da Delivery Hero e possuía outros 5,6% em derivativos.

O Morgan Stanley assessora a Uber na oferta, segundo fontes. O banco revelou em documentos regulatórios na sexta-feira que detinha uma participação de 27% na Delivery Hero, principalmente por meio de swaps de ações.

O conselho da Delivery Hero avalia tanto uma venda integral quanto uma série de transações que separariam as divisões do grupo no Oriente Médio e na Coreia, disseram as fontes.

O fundador e CEO da empresa, Niklas Östberg, anunciou na semana passada que deixaria o cargo até março de 2027, após anos de pressão dos acionistas. A Aspex Management, gestora ativista com participação de 14,6% na Delivery Hero, há muito tempo pressiona a empresa a simplificar as operações, acelerar a venda de ativos e substituir Östberg.

Ambos os pretendentes ainda podem desistir da disputa, e qualquer transação pode ser barrada por reguladores, ressaltaram pessoas que acompanham as negociações.

Uma fonte afirmou que as conversas com a Uber são de natureza exploratória e que a empresa ainda não decidiu se dará continuidade a uma aquisição.

O mercado global de delivery de comida segue em consolidação, com a compra da Deliveroo pela DoorDash por 2,9 bilhões de libras e a aquisição da Just Eat Takeaway pela Prosus por 4,1 bilhões de euros no ano passado.

A Uber adquiriu 270 milhões de euros em ações da Delivery Hero da Prosus, que controla o iFoodem abril, obtendo uma participação de 7%. O grupo de investimentos holandês era anteriormente o maior acionista da Delivery Hero, mas vem reduzindo sua fatia para cumprir exigências antitruste da UE vinculadas à sua aquisição da Just Eat.

A Uber classificou o negócio como “oportunista” à época, ao passo que o CEO da Prosus, Fabricio Bloisi, alertou que a União Europeia corria o risco de se tornar “irrelevante em termos de tecnologia” em razão de suas regras antitruste.

A Prosus, que ainda detém participação de 16,8% na Delivery Hero, passou a criticar os reguladores europeus por forçá-la a reduzir sua fatia, abrindo assim caminho para uma eventual aquisição por parte de um grupo americano.

A DoorDash tem interesse prioritário nos negócios do grupo no Oriente Médio, que incluem Talabat e HungerStation, segundo duas fontes a par do assunto. A empresa também mira o braço turco da Delivery Hero, Yemeksepeti, mas não descartou uma oferta pela companhia inteira, acrescentaram.

A empresa sondou acionistas e foi informada de que somente a participação de 80% do grupo na

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Talabat valeria até 9 bilhões de euros, segundo três fontes a par do assunto.

A Uber, por sua vez, fez consultas sobre a divisão sul-coreana do grupo em uma oferta conjunta com a gigante coreana de internet Naver, que teria avaliado a unidade em cerca de 4,6 bilhões de euros, acrescentaram as fontes. O Seoul Economic Daily foi o primeiro veículo a relatar a abordagem.

O valor combinado dessas unidades de negócios supera o preço mínimo exigido por vários grandes acionistas para a Delivery Hero como um todo.

A participação já detida pela Uber representa um obstáculo para qualquer outra oferta, dando-lhe poder de veto sobre aumentos de capital, aquisições e alterações nos documentos de constituição da empresa.

A Uber havia apontado anteriormente para comunicados da empresa nos quais afirmava não ter “intenção de adquirir 30% ou mais dos direitos de voto [da Delivery Hero]”, mas deixou em aberto a possibilidade de elevar sua participação. Uma fatia desse porte ativaria a obrigação de lançar uma oferta pública de aquisição sob as regras alemãs.

A Uber está ampliando sua atuação no segmento de delivery de comida na Europatendo anunciado entrada em sete novos mercados neste ano.

A Uber não quis comentar o assunto no sábado. DoorDash e Morgan Stanley também não quiseram se pronunciar.

INAM Prevê Temperaturas Estáveis e Céu Pouco Nublado para este Domingo em Moçambique

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), através dos seus Serviços Centrais de Previsão Meteorológica (SCPM), divulgou as previsões oficiais para este domingo, vinte e quatro de maio de dois mil e vinte e seis. Segundo os dados técnicos apresentados, o território nacional deverá registar um cenário de estabilidade atmosférica, com temperaturas máximas a oscilarem entre os 25 e os 32 graus célsius.

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