O Conselho Municipal de Maputo anunciou, esta segunda-feira (11), o arranque de uma campanha massiva e gratuita de cadastro e licenciamento dos operadores de transporte público no Município de Maputo, numa iniciativa que visa reforçar a organização, segurança e qualidade dos serviços prestados aos munícipes.
Continue lendo Conselho Municipal de Maputo lança campanha gratuita de cadastro e licenciamento de operadores de transporte públicoEventos extremos causaram necessidades econômicas…
Segundo o ministro, que falava segunda-feira, em Maputo, no diálogo nacional sobre resiliência, os eventos climáticos extremos afectaram cerca de 1,7 milhões de pessoas e destruíram mais de 210 mil casas, além de causarem perdas significativas na agricultura, insegurança alimentar, interrupção de serviços essenciais e redução de receitas económicas.
As catástrofes naturais também afectaram as cadeias de rendimento, os transportes e as infra-estruturas sociais, exacerbando as vulnerabilidades e aumentando a pressão sobre as finanças públicas.
“É por isso que quando falamos de resiliência, falamos de uma agenda nacional, falamos de uma agenda nacional de desenvolvimento, de planos para proteger a vida, mas também para proteger os investimentos em infraestruturas resilientes com capacidade de resistir a choques e garantir a continuidade dos serviços essenciais”, disse.
Segundo Louveira, os acontecimentos climáticos extremos criaram necessidades urgentes de resposta, recuperação e reconstrução fora do orçamento inicialmente previsto, com impactos diretos na dívida pública e na sustentabilidade fiscal do país.
Ela destacou o Plano de Protecção Financeira contra Desastres 2022-2027 como um instrumento que visa garantir intervenções rápidas, focadas e resilientes em situações de desastre.
“O Fundo de Gestão de Calamidades garantirá também uma dotação mínima anual correspondente a 0,14 por cento das receitas fiscais incluídas no Orçamento do Estado. O seguro soberano permite a compensação e o acesso rápido ao assentamento em momentos críticos para a nossa população”, afirmou.
Segundo o ministro, a recente aprovação da Estratégia Nacional de Financiamento Climático 2025-2034 representa um marco importante na mobilização de recursos para tornar a economia e a sociedade do país mais resilientes às alterações climáticas.
Entre os programas em curso, destacou ainda o Projecto de Resiliência Local do Norte de Moçambique (Moz Norte), financiado com 150 milhões de dólares e integrado no Programa Integrado de Resiliência do Norte de Moçambique (PRESINO).
Mencionou também o Projecto de Recuperação da Crise do Norte (NRSP), financiado pelo Banco Mundial com 200 milhões de dólares, que visa reconstruir infra-estruturas e restaurar programas de desenvolvimento nas zonas afectadas.
“Temos também o programa regional de preparação para emergências e recuperação inclusiva, avaliado em 37 milhões de dólares, que visa reabilitar infraestruturas e restaurar serviços essenciais afetados por ciclones tropicais e inundações registadas em 2025 e 2026”, disse.
Por outro lado, o Banco Mundial aprovou uma estratégia de financiamento para Moçambique avaliada em 10 mil milhões de dólares, dos quais 6 mil milhões estão destinados ao sector público e 4 mil milhões ao sector privado.
Por seu lado, Fily Sissoko, director da divisão de Moçambique do Banco Mundial, disse que as cheias registadas no início do ano causaram danos significativos num país já afectado por múltiplas crises.
“O país tem enfrentado diversas crises, nomeadamente o impacto de choques, inundações, ciclones sucessivos, pandemias, manifestações pós-eleitorais e a crise do Médio Oriente. Até 2050, mais de metade da população de Moçambique viverá em cidades, muitas delas localizadas em zonas costeiras vulneráveis a eventos climáticos extremos”, afirmou.
O diálogo sobre resiliência reúne representantes do governo, parceiros de cooperação, setor privado e sociedade civil.
(MIRAR)
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Ministro lança primeira pedra para Tecnologia…
A infra-estrutura destina-se à formação de pessoal nacional para a indústria de petróleo e gás.
O projecto resulta de uma parceria entre o governo, a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e a empresa norte-americana de petróleo e gás ExxonMobil, que lidera a construção e operação de futuras instalações de liquefacção de gás natural e instalações relacionadas para o bloco de águas profundas Área 4, ao largo da costa de Cabo Delgado.
Segundo o ministro, o investimento irá reforçar a formação técnica dentro do país e reduzir os custos associados à formação de pessoal no estrangeiro. “Este projecto representa a decisão soberana de Moçambique de investir no seu talento nacional e fortalecer o conteúdo local”, disse.
Explicou que a infra-estrutura terá capacidade para formar até 250 técnicos por ano em áreas como operações de processos, electricidade, instrumentação e manutenção mecânica, consideradas essenciais para grandes projectos energéticos.
As infra-estruturas, disse, deverão também contribuir para a substituição progressiva de mão-de-obra estrangeira por pessoal moçambicano, promovendo uma maior retenção de conhecimentos e competências no país.
“Cada técnico formado representa um passo para a substituição progressiva de mão-de-obra estrangeira por pessoal nacional. O investimento terá impacto direto na redução de despesas com formação externa, permitindo que esses recursos sejam canalizados para o desenvolvimento interno”, disse o ministro.
Por seu lado, Arne Gibbs, director geral da ExxonMobil em Moçambique, disse que o projecto simboliza o compromisso de longo prazo dos parceiros da Área 4 com a capacitação dos recursos humanos nacionais.
Gibbs acredita que a iniciativa permitirá a formação anual de alunos com certificação internacional alinhada às exigências da indústria do Gás Natural Liquefeito (GNL).
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Moçambique: Escassez de combustível paralisa transporte nacional
Escassez de Combustível e Preços Elevados Agravam Crise no Transporte Interprovincial
O transporte interprovincial em Moçambique atravessa um período crítico devido à escassez de combustível em vários postos de abastecimento e ao aumento contínuo dos custos operacionais. Como resultado, transportadores e passageiros enfrentam atrasos prolongados, viagens incertas e despesas cada vez mais elevadas nas principais rotas nacionais.
Continue lendo Moçambique: Escassez de combustível paralisa transporte nacionalMagistrados exigem reforço de segurança face ao terrorismo em Cabo Delgado
A Associação Moçambicana de Juízes alerta para a crescente vulnerabilidade dos magistrados colocados na província de Cabo Delgado, numa altura em que o terrorismo e o crime organizado continuam a pressionar o sistema judicial moçambicano.
Continue lendo Magistrados exigem reforço de segurança face ao terrorismo em Cabo DelgadoCrise nos Transportes: Operadores Paralisam Maputo e Exigem Reajuste de Tarifas
A capital moçambicana enfrentou hoje uma crise generalizada no transporte público após diversos operadores paralisarem as suas atividades por falta de reajuste nas tarifas em vigor. Milhares de cidadãos foram obrigados a percorrer longas distâncias a pé na Avenida das FPLM devido ao bloqueio de várias rotas urbanas por parte dos transportadores. Nelson Augusto, um dos transportadores locais, explicou que o custo do combustível subiu drasticamente de 1.600 para 2.300 meticais por cada vinte litros abastecidos.
Continue lendo Crise nos Transportes: Operadores Paralisam Maputo e Exigem Reajuste de TarifasCalor intenso marca previsão do tempo desta terça-feira em Moçambique
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê tempo quente e céu parcialmente limpo para esta terça-feira, 12 de Maio de 2026, em grande parte do território nacional, com temperaturas máximas a variarem entre 27 e 37 graus Celsius.
Continue lendo Calor intenso marca previsão do tempo desta terça-feira em MoçambiqueChapo entrega 190 unidades movidas a gás natural …
A Área Metropolitana abrange Maputo, a cidade adjacente da Matola e os distritos vizinhos de Boane e Marracuene.
A expectativa é que os ônibus beneficiem diretamente cerca de 2,8 milhões de pessoas.
Segundo o Presidente, a medida visa reforçar a frota de forma a evitar a duplicação de tarifas e aliviar os encargos dos cidadãos.
Chapo garantiu ainda que o governo vai subsidiar as tarifas dos estudantes para “garantir que os jovens cheguem à escola com custos reduzidos e com maior segurança”.
“O objetivo é garantir que os passageiros saibam que, ao embarcarem nos autocarros, não terão de desembarcar a meio do caminho para apanhar outro veículo, o que significa que acabou o sofrimento com tarifas duplas”, disse.
Segundo Chapo, o transporte digno é crucial para o desenvolvimento económico e a inclusão social. “Queremos que estes autocarros sejam pontes de oportunidades. Queremos que as pessoas se arrumem em casa, saiam em perfeito estado, com boa aparência. Significa que devem ser transportados com dignidade”, afirmou.
Estes autocarros são entregues num momento em que o país enfrenta uma tremenda crise nos transportes públicos devido ao aumento dos preços dos combustíveis. Desde o anúncio dos novos preços dos combustíveis, os motoristas do minibus-táxi (coloquialmente conhecido como chapa) têm protestado, exigindo um aumento da tarifa.
O protesto levou a um boicote ao transporte de pessoas e mercadorias, obrigando os passageiros a percorrer longas distâncias a pé.
Os novos preços dos combustíveis, que entraram em vigor a partir de quinta-feira, agravaram as dificuldades do país no abastecimento de combustíveis, com postos encerrados e filas generalizadas, bem como limites à compra de gasóleo ou gasolina e redução da oferta de transportes.
O governo, através do Ministério dos Transportes e Logística, anunciou que os proprietários de miniautocarros em todas as capitais provinciais receberão subsídios mensais de cerca de 35 mil meticais (500 dólares americanos ao câmbio actual) para mitigar os custos causados pelo aumento dos preços dos combustíveis.
No entanto, Castigo Nhamane, presidente da Federação dos Transportes Rodoviários do país (FEMATRO), acredita que a proposta do governo não resolve todos os problemas dos transportadores. “É impossível satisfazer a 100 por cento o sector, mas esta foi a solução encontrada”, disse.
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Comissão Parlamentar pede imediata…
A CPI foi criada depois de a Inspecção Geral dos Recursos Minerais e Energia (IGREME) ter concluído que a actividade mineira naquela província estava a afectar importantes fontes de água potável como o rio Revue e a albufeira de Chicamba, causando graves problemas de saúde pública.
O principal problema é o uso do mercúrio na lavagem do ouro. O mercúrio é altamente tóxico, mas as operações de mineração têm feito pouco esforço para reduzir o seu uso. A análise das águas dos rios Manica e da albufeira de Chicamba revelou a presença não só de mercúrio, mas também de outros metais pesados, incluindo chumbo, cádmio e arsénico.
O Comando Operacional, coordenado pelo Ministro da Defesa, constatou que várias empresas licenciadas operavam sem planos de restauração ambiental ou sistemas de contenção de resíduos, e também abandonavam equipamentos mineiros após utilização e violavam as leis laborais e os direitos dos trabalhadores.
De acordo com o relatório de investigação da CPI, que foi apresentado sábado ao parlamento do país, a Assembleia da República recomenda também que os sectores da saúde, ambiente e pescas realizem periodicamente análises laboratoriais completas da qualidade da água da albufeira de Chicamba, seus afluentes e biota associada, com particular ênfase nos recursos pesqueiros.
O documento apela ainda à vigilância e patrulhamento nas zonas mineiras com maior presença das Forças de Defesa e Segurança (FDS) moçambicanas.
“O controlo sobre a utilização de substâncias perigosas deve ser reforçado, bem como a cooperação com os países vizinhos, a fim de controlar o contrabando de explosivos e produtos químicos”, lê-se no documento.
A Comissão sugere também uma melhor organização da mineração artesanal em formas controladas e legais, e formação de líderes locais em legislação mineira e boas práticas ambientais.
A investigação aponta ainda a necessidade de implementar um programa nacional de formação e apetrechamento das administrações distritais, para designar técnicos especializados em gestão ambiental e mineira, além de facilitar o acesso obrigatório, permanente e em tempo real ao registo mineiro nacional.
“O governo deve fornecer recursos logísticos, tecnológicos e laboratoriais mínimos para uma monitorização in loco eficaz, incluindo exigir que todas as empresas concessionárias desenvolvam, publiquem e implementem planos de responsabilidade social e ambiental, sujeitos a auditorias independentes anuais, metas obrigatórias para contratação de mão de obra local e indicadores de impacto comunitário”, lê-se na análise.
A CPI solicita também que o governo realize uma campanha nacional de sensibilização sobre os riscos associados ao uso de cianeto, mercúrio e práticas de mineração ilegal, bem como implemente programas de formação em técnicas de mineração sustentáveis destinados aos mineiros artesanais e às comunidades locais.
Apela também ao governo para que promova o registo biométrico obrigatório dos mineiros artesanais, incluindo a definição de zonas autorizadas, regras de funcionamento e limites de produção.
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Processo criminal aberto contra assassinos de…
Vicente, que era coordenador político do partido Anamola na cidade de Chimoio, província central de Manica, saía sábado de uma reunião política quando foi morto a tiro por agressores ainda desconhecidos na região da Madrinha, perto da Estrada Nacional Número Seis (EN6).
A vítima morreu a caminho do Hospital Provincial de Chimoio.
Segundo Mouzinho Manasse, porta-voz da PRM em Manica, o caso já foi encaminhado para a Procuradoria-Geral da República (PGR) para posterior investigação.
“Recebemos este caso e a investigação está em curso desde que tomamos conhecimento deste incidente. Foram recolhidas algumas provas no local do crime e acreditamos que o caso será resolvido”, disse Manasse.
Ele explicou que os criminosos viajavam em uma caminhonete Isuzu vermelha de cabine dupla quando abriram fogo contra Vicente.
“Foi declarado morto na unidade de cuidados intensivos do Hospital Provincial de Chimoio (HPC). Foi ferido por arma de fogo no abdómen e não sobreviveu aos ferimentos”, disse Manasse”, disse.
O porta-voz destacou que “a polícia está a investigar para identificar os indivíduos que tiraram a vida a este cidadão. O nosso apelo é que permaneçamos calmos e serenos. Pedimos a colaboração da população na identificação e responsabilização criminal dos indivíduos que participaram neste acto que tirou a vida ao coordenador distrital de Anamola”.
Segundo a Plataforma Eleitoral da ONG “Decide”, desde Julho de 2025 até aos dias de hoje, foram registados cerca de 23 ataques contra membros dos partidos da oposição.
(MIRAR)
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