Preços de produtos essenciais disparam em Maputo com aproximação da quadra festiva

Cebola, ovos e carne de porco sobem nos principais mercados grossistas da capital

A cidade de Maputo enfrenta uma forte pressão no custo de vida devido à subida dos preços de produtos essenciais. Com a quadra festiva cada vez mais próxima, itens como cebola, batata, ovos, óleo alimentar e carne registam aumentos expressivos nos principais mercados grossistas.

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Mais oficiais superiores subalternos para o combate ao terrorismo – O País – A verdade como notícia


O Presidente da República orientou hoje a cerimónia de graduação na Academia Militar Samora Machel em Nampula e desafiou o novo efectivo de militares a contribuir na luta contra o terrorismo.

É a décima oitava cerimónia de graduação na Academia Militar Marechar Samora Moisés Machel, em Nampula. O evento contou com a presença do Presidente da República que no seu discurso falou do contributo que o país espera destes na luta contra o terrorismo.

“A partir de hoje, passam a integrar os quadros permanentes das Forças Armadas de Defesa de Moçambique. Este feito impõe-vos uma responsabilidade acrescida: defender a soberania, a integridade territorial, a independência nacional, a liberdade do povo moçambicano e o povo. Isto tudo deve ser feito com profissionalismo, responsabilidade, competência, coragem, bravura e éticaâ€, disse Daniel Chapo, Presidente da República.

Trata-se de oficiais superiores subalternos dos três ramos das Forças Armadas, nomeadamente, o Exército, a Marinha de Guerra e a Força Aérea.

“É imperioso garantir a permanente prontidão das Forças Armadas para responderem, tanto a cenários militares convencionais, como a ameaças não militares, sempre com uma gestão criteriosa e responsável dos nossos recursos públicos. Queremos um sector da Defesa forte, profissional e eficaz, capaz de assegurar a estabilidade securitária do Estado moçambicano, criando as condições políticas necessárias para a implementação das bases da nossa Independência Económica, um projecto nacional, cujos resultados já começamos a lançar os seus alicerces e são encorajadoresâ€.

Daniel Chapo, aproveitou a ocasião para deixar uma mensagem de encorajamento aos militares que estão no Teatro Operacionao Norte a lutar contra o terrorismo.

“Não nos esquecemos dos membros das Forças de Defesa e Segurança, aos integrantes da Força Local, assim como os nossos aliados do Ruanda, a quem enaltecemos e agradecemos, por combaterem o terrorismo de forma destemida e sem tréguas, quer faça sol, faça frio, faça chuva ou faça vento, 24/24 horas, de Segunda a Segunda, nas matas de Cabo Delgado, nas matas de Eráti, de Memba e da zona de Mecula na Província de Niassaâ€.

 A cerimónia desta segunda-feira terminou com uma exibição aérea de pilotos aviadores formados que fazem parte dos graduados.

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Moçambique com 3 mil pulseiras eletrónicas para aliviar sistema prisional

Esta medida “aliviará a pressão sobre o sistema penitenciário e permitirá a redução imediata das despesas do Estado para este setor”, disse Mateus Saize, ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos moçambicano, durante o lançamento do projeto-piloto de pulseiras eletrónicas, em Maputo.

O governante moçambicano explicou que isto representará a redução para 30 mil meticais (404,3 euros) dos cerca de 150 mil meticais (dois mil euros) gastos atualmente por ano, por cada recluso, uma diferença que, para Mateus Saize, “evidencia a urgência de adotar soluções inteligentes, sustentáveis e alinhadas com as melhores práticas internacionais”.

O lançamento das pulseiras demonstra também uma evolução da justiça moçambicana para “um modelo que combina firmeza, eficiência, racionalidade económica e respeito pelos direitos humanos”, afirmou o ministro da Justiça, recordando que a privação de liberdade não deve ser vista como castigo, mas sim como uma etapa de responsabilização, reeducação e oportunidade de reintegração.

“Sublinho que este projeto representa uma decisão política clara, a de modernizar com coragem, investir com responsabilidade e servir o cidadão com dignidade e respeito pela lei, o que constitui um passo firme na construção de uma justiça mais eficiente, mais humana e mais próxima ao povo”, frisou o Saize.

O ministro explicou ainda, sem avançar detalhes sobre o valor investido, que o equipamento de monitoria está devidamente instalado e em funcionamento, estando uma equipa técnica composta por outras Forças de Defesa e Segurança que poderão intervir em resposta “a quaisquer situações de alerta de violação das regras de uso das pulseiras”.

A colocação das pulseiras aguarda ainda pela “seleção criteriosa” dos reclusos, num processo que envolve o tribunal, o Ministério Público e o Serviço Nacional Penitenciário (Sernap), disse o governante, referindo que Moçambique gasta, em média, três mil milhões de meticais (40 milhões de euros) por ano para manter o sistema penitenciário em funcionamento.

O ministro referiu ainda que as poupanças acumuladas permitirão que, num horizonte de cinco anos, o país possa canalizar mais de 1,8 mil milhões de meticais(24 milhões de euros) para “prioridades essenciais, como a melhoria das infraestruturas penitenciárias, o reforço dos programas de reabilitação e reinserção social e o investimento em tecnologias que modernizam e tornam mais eficiente a administração da justiça”.

Moçambique tem um problema de superlotação nas cadeias, albergando cerca de 21.000 presos, para uma capacidade instalada de 4.498, segundo dados do Ministério da Justiça.

O ministro da Justiça anunciou, em novembro, a construção de 13 novos estabelecimentos penitenciários, nos próximos cinco anos, para resolver o problema da superlotação nas cadeias nacionais, que chegam a exceder o dobro da sua capacidade.

Moçambique conta atualmente com quase 160 estabelecimentos prisionais, entre regionais, provinciais e distritais.

Leia Também: Daniel Chapo quer novos militares a influenciar combate ao terrorismo

Escassez de pintos precipita subida de preço de frango em Inhambane – O País – A verdade como notícia


O preço do frango começou a subir de forma visível na província de Inhambane, acendendo um sinal de alerta numa altura em que o consumo tradicionalmente aumenta devido à quadra festiva. O frango, uma das proteínas mais acessíveis para grande parte das famílias, passou dos anteriores 300 para cerca de 350 meticais por unidade, um aumento que pesa directamente no orçamento doméstico e expõe fragilidades estruturais na cadeia de produção avícola local. Avicultores explicam que o encarecimento resulta sobretudo da subida acentuada do preço dos pintos e de outros insumos essenciais, como rações, medicamentos veterinários e custos de transporte.

Na cidade da Maxixe, um dos principais pontos de comercialização de frango na província, o movimento é intenso, mas o cenário está longe de ser homogéneo. Em alguns aviários há frango disponível, enquanto noutros as capoeiras estão praticamente vazias, denunciando que a produção local ficou aquém das previsões iniciais para esta época. Criadores locais, com diferentes escalas de produção, garantem que existe frango no mercado, mas admitem que a oferta é insuficiente para responder plenamente à procura típica da quadra festiva.

Entre vendedores e compradores, o discurso é marcado por cautela. Há quem assegure que o frango existe, mas ainda não atingiu o peso ideal para o abate. Outros reconhecem que a escassez de pintos nos últimos meses comprometeu seriamente o planeamento da produção. Luísa Manuel, vendedeira de frango na cidade da Maxixe, explica que muitos criadores até têm aves, mas estas ainda estão em fase de crescimento. “Aqui na cidade da Maxixe existe frango, são muitos nas capoeiras, só que ainda não cresceramâ€, afirma, deixando claro que o problema não é apenas a ausência total de produção, mas a incapacidade de colocar frango pronto para venda no momento certo.

Apesar destas garantias pontuais, a realidade revela-se mais dura quando se observa o interior de vários aviários. Capoeiras vazias tornaram-se um retrato silencioso de uma crise que começou meses antes da quadra festiva. Em Inhambane, a escassez de pintos afectou directamente a capacidade produtiva dos avicultores e muitos deles ficaram impossibilitados de garantir frango para comercialização neste período de maior procura. Vilma Samuel, criadora de frangos, reconhece que, apesar do esforço dos produtores, os custos de produção dispararam, tornando inevitável a subida do preço final ao consumidor.

A situação é confirmada pela Associação dos Avicultores, que acompanha de perto o impacto da falta de pintos no sector. Eduardo Lichucha, representante da associação, explica que desde o mês de Outubro o pinto começou a escassear no mercado. “O pinto não só subiu de preço, mas também deixou de estar disponível. Isso comprometeu toda a programação que tínhamos para garantir frango nesta quadra festivaâ€, afirma. Segundo Lichucha, o problema não foi apenas a escassez, mas também a forma irregular como os poucos pintos disponíveis eram distribuídos aos criadores.

De acordo com o responsável associativo, em condições normais o pinto era comercializado a cerca de 55 meticais por unidade, mas o preço chegou a subir para 85 meticais. A este aumento juntaram-se outros custos, como a subida do preço das rações e dos medicamentos, criando um efeito dominó que encareceu toda a cadeia produtiva. “Não foi só o pinto que subiu. Todo o insumo da criação subiu. No fim, isso reflete-se inevitavelmente no preço do frangoâ€, explica.

A crise afectou mais de metade dos cerca de 40 criadores de frango registados ao nível da cidade, deixando muitos sem capacidade de responder à procura do mercado. Lichucha detalha que mais de 50% dos membros da associação enfrentam a mesma situação, com aviários subutilizados ou completamente vazios. “Eu, por exemplo, tenho dois pavilhões com capacidade para 500 frangos cada, totalizando mil. Chegámos a uma fase em que nos prometeram apenas 150 pintos, e ainda assim em fases, o que não é sustentávelâ€, relata.

Outros criadores, segundo a associação, receberam quantidades ainda menores, como 30 pintos, apesar de terem infraestruturas com capacidade para mais de 200 aves. Esta realidade tornou inviável qualquer tentativa de produção em escala suficiente para responder à procura da quadra festiva. O resultado é um mercado pressionado, com menos frango disponível e preços em alta.

Perante este cenário, Inhambane vê-se obrigada a recorrer ao abastecimento externo. Uma parte significativa do frango que será consumido na província terá de ser adquirida fora do território provincial, aumentando a dependência de fornecedores externos e pressionando ainda mais os preços finais. Esta dependência expõe uma vulnerabilidade estrutural do sector avícola local, que continua altamente dependente da disponibilidade de pintos e de insumos vindos de fora da província.

Para os consumidores, a consequência é imediata: frango mais caro numa altura em que as despesas familiares aumentam. Para os criadores, o momento é de frustração, por verem oportunidades de negócio perdidas numa época que tradicionalmente garante maior rendimento. Para a economia local, o impacto traduz-se na saída de recursos financeiros para fora da província, num contexto em que se esperava precisamente o contrário.

A situação levanta também questões mais profundas sobre a necessidade de reforçar a produção local de pintos, melhorar o acesso a insumos a preços mais estáveis e criar mecanismos de planeamento que permitam aos avicultores responder de forma mais eficaz aos picos de procura. Enquanto essas soluções não chegam, o frango continuará a chegar à mesa dos consumidores, mas a um preço mais elevado, refletindo uma crise silenciosa que começou muito antes da quadra festiva e que agora se torna impossível de ignorar.

UE lança voos de ajuda para Darfur, no Sudão, à medida que a crise humanitária aumenta

A aquisição de el-Fasher em Darfur pela RSF torna a “situação catastrófica” ainda pior. Agora o Cordofão corre o risco das mesmas atrocidades.

A União Europeia lançou uma “ponte aérea” para transportar oito aviões cheios de ajuda humanitária para o Sudão devastado pela guerra. Darfur região.

O departamento da Comissão Europeia que supervisiona a ajuda externa revelou a medida na segunda-feira e disse que os voos transportarão 3,5 milhões de euros (4,1 milhões de dólares) em “suprimentos vitais” para a região ocidental, onde “atrocidades em massa, fome e deslocamento” deixaram milhões de pessoas em necessidade urgente.

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O primeiro voo partiu na sexta-feira, entregando cerca de 100 toneladas de ajuda proveniente de “arsenais humanitários da UE e organizações parceiras”, disse a Direção-Geral da Proteção Civil Europeia e Operações de Ajuda Humanitária da Comissão num comunicado.

Outros voos continuarão ao longo deste mês e janeiro, disse, listando água, materiais de abrigo e itens de saneamento, higiene e saúde entre os suprimentos transportados para “um dos lugares do mundo mais difíceis de serem alcançados pelas organizações humanitárias”.

Observou que a queda da capital do Norte de Darfur, el-Fasherque foi capturada pelas Forças Paramilitares de Apoio Rápido (RSF) no final de Outubro, marcou uma “grande escalada de uma situação humanitária já catastrófica” e tornou o acesso à ajuda ainda mais difícil.

A RSF assumiu o controle de el-Fasher após um cerco de 18 meses que impediu os moradores de terem acesso a alimentos, remédios e outros suprimentos essenciais, o que levou mais de 100.000 muitas pessoas fugiram, muitas delas para a cidade de Tawila, que se tornou o epicentro da crescente crise humanitária da região.

Aqueles que fugiram de el-Fasher relataram assassinatos em massa, sequestros e atos generalizados de violência. violência sexual enquanto a RSF invadia a cidade. Chefe de direitos humanos das Nações Unidas Volker turco acusou o grupo de cometer “o mais grave dos crimes”.

Crescente medo de mais atrocidades

O Sudão mergulhou no caos em Abril de 2023, quando uma luta pelo poder entre os militares e a RSF explodiu em combates abertos na capital, Cartum, e noutras partes do país.

Desde que a RSF assumiu o controlo de el-Fasher, que era o último reduto militar em Darfur, os combates deslocaram-se para leste, para a região do Cordofão, à medida que a RSF e os seus aliados procuram assumir o controlo do corredor central do Sudão.

Os paramilitares estão agora de olho em Kadugli, a capital do Estado do Kordofan do Sul; Dilling, também no Kordofan do Sul; e a capital do estado do Cordofão do Norte, el-Obeid. Situam-se num eixo norte-sul entre a fronteira com o Sudão do Sul e a capital nacional, Cartum.

El-Obeid também fica numa estrada importante que liga Darfur a Cartum, que o exército recapturou em março.

A ONU alertou repetidamente que a região do Cordofão corre o risco de testemunhar uma repetição das atrocidades que ocorreram em el-Fasher.

Com a RSF a controlar todas as principais cidades de Darfur, o Sudão está efectivamente dividido em dois. O exército controla o centro, o leste e o norte, enquanto a RSF e os seus aliados controlam o oeste e partes do sul.

Você é tendencioso, afaste-se da minha investigação – Malami critica o presidente da EFCC

Um ex-Procurador-Geral da Federação e Ministro da Justiça, Abubakar Malami, SAN, pediu ao Presidente da Comissão de Crimes Económicos e Financeiros, EFCC, Ola Olukayode, que se retirasse da sua investigação em curso.

Foi assim que Malami acusou Olukayode de parcialidade, vingança pessoal e perseguição política ligada à sua recente deserção para o Congresso Democrático Africano.

Malami, que afirmou isto através do seu assessor de comunicação social, Muhammad Doka, na segunda-feira, alegou que a EFCC está a conduzir o que descreveu como uma detenção ilegal, assédio mediático e abuso processual.

O antigo AGF insistiu que a investigação contra ele não foi motivada por considerações de aplicação da lei, mas por uma profunda animosidade histórica por parte da liderança da EFCC.

“Fui claramente pré-julgado e não posso receber uma investigação justa, objectiva ou legal sob a actual liderança da EFCC”, insistiu Malami.

“Desafios de segurança global exigem respostas inteligentes e defesa forte”, afirma Daniel Chapo em Nampula

Novos quadros da Academia Militar são chamados a reforçar a estabilidade e o combate ao terrorismo

Nampula, Moçambique – O sector da Defesa Nacional passou a contar com novos quadros permanentes das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), formados numa cerimónia realizada na Academia Militar, em Nampula. O evento enquadra-se nas respostas estratégicas do Estado face às ameaças actuais à segurança nacional e regional.

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EUA: 90% das diferenças entre Ucrânia e Rússia foram resolvidas

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenskyafirmou que houve muito progresso nas conversas, apesar delas não terem sido fáceis. Ao mesmo tempo, Zelensky disse ter “opiniões diferentes sobre a questão territorial”, a “mais dolorosa”, e continuará falando com os EUA sobre isso. Ele também alertou que o presidente russo, Vladímir Putinestá utilizando ataques recentes para conseguir vantagem nas tratativas.

Acompanhando a crise humanitária no Sudão: pelos números

À medida que os combates continuam e o acesso à ajuda permanece restrito, os civis no Sudão suportam o custo mais pesado de uma guerra sem fim à vista.

A guerra entre os militares do Sudão e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF) eclodiu em 15 de abril de 2023, desencadeando uma onda de violência que levou a uma das crises humanitárias provocadas pelo homem de crescimento mais rápido no mundo.

Ambos os lados foram acusados ​​de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, enquanto a RSF foi implicada em atrocidades em Darfur que, segundo as Nações Unidas, podem constituir genocídio.

De acordo com os últimos números da ONU, pelo menos 21,2 milhões de pessoas enfrentam níveis elevados de insegurança alimentar aguda, 9,5 milhões de pessoas estão deslocadas internamente, 4,35 milhões de pessoas fugiram do país e 10 milhões de crianças estão fora da escola, com salas de aula destruídas, ocupadas ou inseguras.

As mulheres e as raparigas enfrentam riscos acrescidos, com os sobreviventes a relatarem execuções em massa, tortura, violação, abuso sexual e pedidos de resgate por parte dos combatentes da RSF.

(Al Jazeera)

Mais de 9,5 milhões de pessoas deslocadas internamente

De acordo com o Organização Internacional para as Migrações (OIM)o Sudão enfrenta a maior crise humanitária e de deslocação do mundo, com mais de 9,5 milhões de pessoas deslocadas internamente em 10.929 locais em 185 localidades, abrangendo todos os 18 estados do Sudão.

A maioria dos deslocados procurou refúgio no Sul de Darfur (1,84 milhões), Norte de Darfur (1,75 milhões) e Centro de Darfur (978 mil). Mais de metade, ou 51 por cento, dos deslocados são crianças.

Mesmo antes do início da actual guerra, a OIM estimou que mais de 2,32 milhões de pessoas já tinham sido deslocadas no Sudão, principalmente em Darfur, devido a anos de conflito e crises provocadas pelo clima.

Desde Abril de 2023, mais 7,25 milhões de pessoas foram deslocadas no Sudão, incluindo cerca de 2,7 milhões do estado de Cartum, 2 milhões do Sul de Darfur e um número semelhante do Norte de Darfur.

(Al Jazeera)

Mais de 4,3 milhões de refugiados

Além dos 9,5 milhões de pessoas deslocadas internamente, estima-se que 4,34 milhões sejam refugiados em países vizinhos, elevando o número total de deslocados em todo o Sudão para cerca de 14 milhões – mais de um quarto da população do país de 51 milhões.

A maioria procurou refúgio no Egipto (1,5 milhões), no Sudão do Sul (1,25 milhões) e no Chade (1,2 milhões). Dos que fugiram, cerca de 70 por cento são cidadãos sudaneses, enquanto 30 por cento são não-sudaneses.

Milhões enfrentam níveis emergenciais de fome

Em Setembro de 2025, a Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar (IPC) estimou que 21,2 milhões de pessoas, 45 por cento da população do Sudão, enfrentavam elevados níveis de insegurança alimentar aguda. Isto inclui 6,3 milhões de pessoas na Fase 4 ou em condições de emergência e 375.000 que enfrentam níveis de fome na Fase 5 ou fome.

A fome é o pior nível de fome e ocorre quando as pessoas enfrentam grave escassez de alimentos, desnutrição generalizada e elevados níveis de morte devido à fome.

El-Fasher, no norte de Darfur, e a cidade sitiada de Kadugli, no Kordofan do Sul, foram classificadas como estando em situação de fome. Acredita-se que as condições na cidade vizinha sitiada de Dilling sejam igualmente graves, com rotas de abastecimento cortadas e a escassez piorando a cada dia.

A RSF tomou a cidade de el-Fasher, capital do estado de Darfur do Norte, em Outubro, após uma campanha de cerco e fome de 18 meses. A cidade foi o último reduto do exército sudanês na região.

Aqueles que fugiram de el-Fasher, especialmente crianças, estão a chegar a cidades próximas como Tawila em condições de desnutrição aguda.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU alertou que o massacre no final do cerco forçou as pessoas a sobreviver com cascas de amendoim e ração animal, enquanto imagens de satélite mostravam manchas de sangue de assassinatos em massa e execuções de civis com base na sua etnia.

(Al Jazeera)

Infraestrutura de saúde devastada

A guerra destruiu as infra-estruturas públicas do Sudão, incluindo o seu sistema de saúde. Menos de 25% dos hospitais estão operacionais, deixando milhões de pessoas sem acesso a cuidados médicos devido ao aumento dos surtos de doenças.

A Organização Mundial da Saúde documentou 200 ataques a instalações e pessoal de saúde, com 20 ambulâncias gravemente danificadas ou destruídas.

Com o acesso aos cuidados de saúde tão limitado, a cólera espalhou-se por todo o Sudão, causando mais de 123.000 casos confirmados e mais de 3.500 mortes.

(Al Jazeera)

Cresce nos EUA a crença de que Trump sabia dos crimes de Jeffrey Epstein, indicam sondagens

À medida que se aproxima a divulgação de novos documentos ligados ao caso Jeffrey Epstein, aumenta nos Estados Unidos a desconfiança pública em relação ao ex-presidente Donald Trump. Várias sondagens indicam que muitos americanos acreditam que Trump tinha conhecimento dos alegados crimes cometidos pelo financista.

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