China aplica taxas até 18,9% às importações de carne suína da UE


De&nbspEuronews with AP

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A China vai impor tarifas até 19,8% sobre as importações de carne de porco da União Europeia, uma queda drástica em relação às tarifas preliminares de até 62,4%, informou o Ministério do Comércio na terça-feira.

O anúncio do ministério vem na sequência de uma longa investigação chinesa sobre as importações de carne de porco da UE, lançada em junho de 2024, que concluiu que os produtos da UE estavam a prejudicar a indústria nacional.

Essa investigação foi motivada pela decisão da UE de impor tarifas provisórias aos veículos elétricos fabricados na China no ano passado.

Pequim também aplicou direitos anti-dumping sobre o brandy europeu este verão. Os direitos aduaneiros afetam sobretudo o conhaque produzido em França, embora os principais produtores de brandy tenham beneficiado de isenções. As importações de produtos láteos da UE foram também objeto de inquéritos anti-dumping.

A UE tem um enorme défice comercial com a China, que ascendeu a mais de 300 mil milhões de euros no ano passado. No entanto, o bloco comercial é um dos principais exportadores de carne de porco e um dos principais fornecedores de subprodutos como orelhas, focinhos, patas e outros artigos considerados iguarias na China.

A nação asiática sofre de um excedente destes produtos, também ligado à sua própria recessão económica que reduziu os gastos dos consumidores.

Em setembro, a China ordenou a aplicação de direitos anti-dumping preliminares, que variam entre 15,6% e 32,7%, às importações de carne de porco de empresas da UE que colaboraram no inquérito anti-dumping. Todas as outras empresas foram objeto de uma taxa que pode ir até 62,4%.

O Ministério do Comércio da China concluiu que a UE estava a praticar dumping exportação de carne de suína e de subprodutos de suíno na China, vendendo-os a preços inferiores aos custos de produção ou aos preços do mercado interno e prejudicando a indústria suína chinesa.

Os direitos aduaneiros definitivos, entre 4,9% e 19,8%, entrarão em vigor na quarta-feira e terão uma duração de cinco anos.

A Espanha, os Países Baixos e a Dinamarca serão os mais afetados.

Segundo o Ministério do Comércio, os novos direitos aduaneiros aplicar-se-ão a todos os tipos de produtos de carne de porco, quer sejam frescos, refrigerados, congelados, secos, em conserva, fumados ou salgados.

O Ministério do Comércio chinês afirmou ter chegado às suas conclusões de forma “objetiva, justa e imparcial.”

As exportações de produtos de carne de porco da UE para a China atingiram um pico de 7,4 mil milhões de euros em 2020, quando Pequim recorreu às importações para satisfazer a procura interna depois de as suas explorações de suínos terem sido devastadas por uma doença suína. Mas reduziu as importações à medida que reconstruiu os seus rebanhos.

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Espanha quer assinar tratado com Mercosul esta semana: É estratégico

“Esperamos que a Comissão consiga concluir [o tratado com] o Mercosul nos próximos dias”, disse o ministro, em declarações a jornalistas em Madrid.

Luis Planas acrescentou que o Governo espanhol considera este acordo comercial da UE com os países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia) fundamental para os interesses económicos de Espanha e “estratégico para a Europa”.

O ministro considerou o tratado “histórico e equilibrado” e sublinhou que levará à criação da “maior zona de livre comércio do mundo, com um mercado total de mais de 700 milhões de consumidores e perto de 25% da riqueza mundial”.

Numa referência clara às reservas da França em relação ao acordo com o Mercosul, Luis Planas afirmou que o tratado estabelece “mecanismos de proteção, como cláusulas de salvaguarda específicas para os setores mais sensíveis, em particular o agrícola”.

“É um acordo estratégico para a Europa”, não só para alcançar novos mercados, “mas também para reforçar a sua autonomia estratégica”, acrescentou.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prevê assinar o tratado durante uma cimeira no sábado em Foz do Iguaçu, no Brasil.

No entanto, não tem ainda o aval de todos os Estados-membros do bloco dos 27, com França a assumir as maiores reservas.

O Governo francês pediu mesmo um adiamento da ratificação do tratado para 2026, o que a Comissão recusou.

A Comissão Europeia reiterou na segunda-feira que este tratado é “da maior importância” para a União Europeia, “em termos económicos, diplomáticos e geopolíticos”.

O Governo da Alemanha, como fez hoje Espanha, apoiou esta posição e considerou ser “absolutamente necessário” assinar o tratado esta semana.

Para quinta-feira estão previstas manifestações em Bruxelas convocadas por associações e sindicatos de agricultores contra o acordo da UE com o Mercosul, coincidindo com a reunião do Conselho Europeu.

A Comissão Europeia e países como a Alemanha e a Espanha apostam neste acordo para relançar a economia europeia face à concorrência chinesa e às taxas alfandegárias dos Estados Unidos.

Para ser adotado, o tratado necessita apenas de uma maioria qualificada no Conselho Europeu, numa votação prevista para quarta ou sexta-feira.

O Parlamento Europeu aprovou hoje uma cláusula para salvaguardar os agricultores da UE no acordo com os países do Mercosul.

Com esta alteração ao texto, os eurodeputados querem que seja feita uma monitorizaçãoa cada três meses para ver como evolui o mercado e para que se possam mitigar possÃveis prejuÃzos para os agricultores.

Na última sexta-feira, a Comissão Europeia disse esperar aval dos países da UE à assinatura do acordo comercial e de parceria com o Mercado Comum do Sul (Mercosul), cuja oficialização aconteceria no dia 20 de dezembro.

“As negociações relativamente ao [acordo com o] Mercosul estão em curso, por isso esperamos realmente ter todas as condições necessárias para permitir a assinatura no próximo fim de semana”, disse a porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho.

Este acordo foi negociado durante 25 anos.

Há uma semana, os eurodeputados da Comissão de Comércio Internacional aprovaram um conjunto de regras para proteger os agricultores da UE, nomeadamente a suspensão das tarifas preferenciais para os países do Mercosul.

Também nesse dia, França e Polónia mostraram-se contra o acordo, enquanto a maioria dos países se revelou a favor.

Num encontro com diplomatas europeus no Brasil, país que lidera o bloco do Mercosul até ao fim do ano, as vozes europeias que concordam com a ratificação do acordo suplantaram em grande número as discordantes.

Diplomatas de Portugal, Espanha, República Checa, Países Baixos, Suécia, Croácia, Alemanha, Eslovénia e Malta demonstraram o apoio ao acordo que visa eliminar a maioria das taxas aduaneiras de importação para criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo.

Leia Também: Acordo com Mercosul à custa dos agricultores? “Não é possível”

Estados Unidos apresentam nova Tech Force para o sector público



 De&nbspAnca Ulea

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Depois de despedir centenas de milhares de funcionários públicos e encerrar vários gabinetes federais de tecnologia este ano, os Estados Unidos lançam um novo programa para contratar talento tecnológico de topo e colmatar “lacunas críticas de competências” nas agências federais.

A “US Tech Force”, anunciada esta semana, visa recrutar talento em tecnologia e inteligência artificial (IA) necessário para modernizar o governo dos EUA e “ajudar a vencer a corrida global pela liderança em IA”, segundo Scott Kupor, diretor do Gabinete de Gestão de Pessoal (OPM), que gere a função pública federal dos EUA e supervisiona o projeto.

Num memorando publicado na segunda-feira, Kupor escreveu que o programa pretende recrutar uma coorte inicial de cerca de 1 000 profissionais qualificados de tecnologia para um piloto que começa na primavera de 2026.

Não está especificado se cidadãos estrangeiros podem candidatar-se, e o OPM não respondeu de imediato ao pedido de comentário da Euronews Next.

Embora o foco principal seja em profissionais no início de carreira, o programa permitirá também que trabalhadores mais experientes das empresas do setor privado participantes tirem licenças para treinar e orientar os participantes da Tech Force.

As bolsas terão duração de 1 a 2 anos, com salários anuais entre $150 000 e $200 000 (€127 000 a €169 500), segundo o memorando, com missões que vão desde “administrar infraestruturas financeiras críticas no Departamento do Tesouro” até “avançar programas de ponta no Departamento de Defesa”.

Após concluírem o programa, os bolseiros podem procurar emprego numa das cerca de 20 empresas parceiras, que incluem Amazon Web Services, Apple, IBM, Meta, Nvidia, OpenAI e Oracle. As empresas parceiras não assumiram compromissos firmes de contratação, disse Kupor.

Acrescentou que os trabalhadores que se afastem temporariamente dos seus cargos no setor privado não terão de alienar as suas ações.

Novo programa de desenvolvimento de talento surge no final de um ano turbulento para os profissionais de tecnologia nos setores público e privado dos Estados Unidos.

Várias equipas tecnológicas existentes do governo, em agências como a Administração da Segurança Social, o Serviço de Receita Interna (IRS) e o Departamento de Defesa, foram desmanteladas no âmbito da purga do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), liderada por Elon Musk.

Em setembro, o Presidente Donald Trump também impôs uma taxa de $100 000 (€85 600) sobre novos vistos H-1B para estrangeiros altamente qualificados. Estes vistos são amplamente obtidos por engenheiros e cientistas estrangeiros empregados por grandes empresas tecnológicas dos EUA.

Em resposta, empresas como a Amazon e a Microsoft alertaram os funcionários para permanecerem nos EUA sob pena de poderem não ser autorizados a regressar.

Dupla sequestra (2 vezes) homem em Gondomar. Vítima correu risco de vida

Dois homens de 20 anos foram detidos esta terça-feira, 16 de dezembro, por suspeitas da prática dos crimes de tentativa de homicÃdio, roubo e sequestro agravados, ofensas à integridade fÃsica qualificada e detenção de arma proibida, ocorridos no verão, no concelho de Gondomar.

Num comunicado enviado ao Notícias ao Minutoa PolÃcia Judiciária (PJ) revela que os crimes ocorreram no passado dia 26 de agosto, altura em que os suspeitos entraram ilegitimamente na residência de um homem, que conheciam e que se encontrava na companhia de dois amigos, e agrediram-nos fisicamente “com recurso à instrumentalização de uma arma de fogo”.

Sob ameaça dessa mesma arma, as vítimas foram “desposadas de quantias monetárias e objetos de valor, avaliados em mais de 20 mil euros”, contam os inspetores.

Duas das vÃtimas acabaram por conseguir fugir do local. Já a terceira foi sequestrada e obrigada a circular numa viatura conduzida pelos suspeitos, por diversas ruas de Gondomar, Porto e Vila Nova de Gaia.

A mesma só foi libertada depois de os suspeitos se terem apercebido da “movimentaçãoe presença de viaturas policiais”.

Dez dias depois, os suspeitos voltaram a repetir a proeza. Entraram na mesma habitaçãoe surpreenderam o homem enquanto este dormia, por desconfiarem que o mesmo tinha denunciado o primeiro sequestro.

Nessa altura agrediram-no “violentamente na zona da cabeçae tronco†, com recurso a uma arma de fogo, “causando-lhe lesões graves que o colocaram em risco de vida e que o obrigaram a uma cirurgia de urgência e um internamento de 12 dias.

Após várias diligências, a PJ localizou e deteve os agressores, que são também suspeitos de tráfico de droga.

Os detidos, que já têm antecedentes criminais e policiais por crimes contra a integridade física contra património, tráfico de estupefacientes e detenção de arma proibida, vão agora ser presentes às autoridades judiciárias para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação tidas como adequadas.

Leia Também: MP acusa suspeito de homicídio qualificado em Oliveira do Bairro

Presidenciais: António Filipe diz que voto útil é uma desgraça

“Esse voto útil é uma desgraça. Foi com votos úteis que se deu uma maioria absoluta a José Sócrates. Foi com votos úteis que se deu uma maioria absoluta a António Costa, com péssimos resultados para o país”, afirmou António Filipe antes de visitar o Hospital Sousa Martins, na cidade da Guarda.

Interpelado pelos jornalistas sobre os apelos de António José Seguro ao voto útil à esquerda, o candidato lembrou que numa eleiçãoa duas voltas, na primeira “vota-se em quem se quer”.

“Na segunda volta, quando muito, vota-se contra aquilo que não se quer. Quem abdicar da primeira volta, a pensar na segunda, está a alienar o seu direito de voto, está a desistir de votar”, considerou.

António Filipe defendeu, por isso, que os eleitores devem votar “em convicção no candidato que querem, que consideram que tem o perfil mais adequado para ser Presidente da República. É esse o sentido de haver uma primeira volta e haver uma segunda volta”.

“Acho que não faz o mÃnimo sentido estar a prescindir da primeira volta, que é essencial”.

O candidato realçou que “mal vai uma candidatura, quando acha que a única hipótese que tem de ganhar é a desistência das outras. A mim nunca me passaria pela cabeça estar a apelar à desistência de qualquer outro candidato”.

Para António Filipe, “uma candidatura ou vale por si, ou não vale. E a minha candidatura é para valer por si”.

Ao antigo deputado do PCP também disse não estar preocupado com as sondagens, porque serão os eleitores que vão decidir as eleições presidenciais.

“Até se contarem os votos, no dia 18 de janeiro, está zero a zero. Logo se vê quando se abrirem as urnas e se contarem os votos”, afirmou.

Na sua opinião, as sondagens são “exercÃcios de ficção virtual e, portanto, se estivesse preocupado com as sondagens, estaria desgraçado. Se nos prendemos a cenários virtuais, ignoramos a realidade e eu estou preocupado com a realidade”.

“Há uma campanha eleitoral para fazer, de contacto com as populações. Ainda ninguém votou. As pessoas só vão votar no dia 18 de janeiro, isso é a única coisa que me interessa”, disse.

António Filipe considerou ainda que as sondagens são “uma verdadeira montanha-russa quanto aos resultados”, acrescentando que os únicos válidos são os do dia das eleições.

“Se eu fosse comentar sondagens, tinha que comentar coisas muito diversas, muito dÃspares, que depois são desmentidas nas eleições. Portanto, não vale a pena. Eu ignoro-as”, assegurou.

Leia Também:Gouveia e Melo vs Ventura: Nacionalidade, Constituição (e o almoço)

Parlamento Europeu pede a líderes avanço de proposta para ativos russos

No plenário de hoje, em Estrasburgo, em França, os eurodeputados aprovaram por maioria um pedido para que os representantes políticos dos 27 Estados-membros da UE aprovem na próxima reunião de líderes, entre quinta a sexta-feira, a proposta de financiamento à Ucrânia para 2026 e 2027.

A ser aprovado, “este mecanismo vai não só apoiar as necessidades financeiras da Ucrânia, como também as militares”.

O Parlamento Europeu vai tomar Uma decisão formal sobre o assunto em janeiro de 2026.

Na última sexta-feira, a UE aprovou, por maioria e com os votos contra da Hungria e Eslováquia, uma decisão para manter os ativos russos imobilizados indefinidamente no espaço comunitário, servindo de base ao empréstimo de reparações à Ucrânia.

Fontes europeias indicaram à Lusa que os embaixadores dos Estados-membros junto da UE deram aval, por procedimento escrito, à manutenção por tempo indefinido do congelamento dos ativos soberanos russos imobilizados devido às sanções europeias à Rússia, que ascendem a 210 mil milhões de euros, numa votação com 25 votos a favor e dois contra (da Hungria e da Eslováquia).

No mesmo dia, o Governo português disse que apoia a proposta do empréstimo de reparações à Ucrânia com base em ativos russos imobilizados na União Europeia, confiando que será aprovada pelos lÃderes europeus na próxima semana.

De momento, decorrem encontros bilaterais em Bruxelas para tentar desbloquear as opções de financiamento europeu ao paÃs invadido pela Rússia em fevereiro de 2022.

Há duas semanas, a Comissão Europeia propôs um polémico empréstimo de reparações com base em ativos russos congelados e um crédito de menor dimensão assente no orçamento da UE, para apoiar a Ucrânia em 2026 e 2027.

A primeira proposta enfrenta a oposição da Bélgica, paÃs que acolhe a maior parte dos ativos russos congelados (através da Euroclear) e que exige garantias e compromissos claros dos outros Estados-membros para se proteger juridicamente, já que não quer assumir o risco de poder ficar sem as verbas se a Rússia não pagar reparações.

O tema será discutido pelos lÃderes da UE na cimeira que decorre dentro de duas semanas, num encontro de alto nÃvel que é visto como decisivo para chegar a acordo já que a Ucrânia fica sem financiamento disponÃvel na próxima primavera.

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Meu pai suspeitou que seu escritório em Aso Villa estava grampeado – filha de Buhari


Fatima Buhari, filha do falecido ex-presidente Muhammadu Buhari, revelou que o seu pai certa vez acreditou que o seu escritório na Vila Presidencial estava sob vigilância secreta.

Fátima revelou isto num novo livro, Do Soldado ao Estadista: O Legado de Muhammadu Buhari, escrito pelo Director-Geral do Instituto de Investigação de Políticas Policiais e de Segurança, Dr. Charles Omole, e apresentado em Abuja na segunda-feira.

No livro, ela revelou que a suspeita levou ela e seu falecido pai a se comunicarem por meio de anotações em vez de falar.

Ela acrescentou que houve ocasiões em que Buhari temeu que as conversas em seu escritório estivessem sendo monitoradas, o que levou a precauções incomuns durante suas interações.

A filha do falecido ex-presidente relembrou uma dessas reuniões em que o seu pai evitou falar completamente e, em vez disso, confiou em gestos para comunicar, sinalizando que deveriam escrever as suas mensagens.

“Ele tocou a bochecha, como se estivesse com dor de dente, e sinalizou que não deveríamos conversar. Escrevíamos bilhetes um para o outro, como espiões em um filme”, ​​disse ela.

Segundo ela, o ex-presidente acreditava que dispositivos de escuta haviam sido plantados em seu escritório na Villa e alertou-a para ter cautela, lembrando que ele próprio estava sempre alerta.

O livro apresenta o episódio não como uma teatralidade, mas como um mecanismo de enfrentamento em um ambiente onde a confiança era tensa e a privacidade incerta.

Moradores de Ngolhoza, Matola, escavam Postes de Média Tensão em reivindicação por energia eléctrica

A tensão aumenta em Ngolhoza (no quarteirão 49 da Vila Nova), onde moradores decidiram escavar postes de média tensão como forma de protesto para exigir a ligação de cabos de baixa tensão em todas as casas do quarteirão até o dia 23 deste mês.

Continue lendo Moradores de Ngolhoza, Matola, escavam Postes de Média Tensão em reivindicação por energia eléctrica

Reino Unido anuncia investigação independente sobre interferência estrangeira na política

Ministro diz investigação em resposta ao caso do ex-legislador reformista do Reino Unido Nathan Gill, preso por aceitar subornos pró-Rússia.

O Reino Unido está a lançar uma investigação independente sobre a interferência estrangeira na política britânica, poucas semanas depois de um antigo legislador reformista do Reino Unido ter sido preso há mais de 10 anos por aceitar subornos para fazer declarações pró-Rússia.

Steve Reed, secretário de Estado da Habitação, Comunidades e Governo Local do Reino Unido, disse na terça-feira que ordenou a investigação em resposta ao caso de Nathan Gill, ex-membro do Parlamento Europeu e ex-líder da Reforma do Reino Unido no País de Gales.

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“Um político britânico aceitou subornos para promover os interesses do regime russo”, disse Reed na Câmara dos Comuns. “Esta conduta é uma mancha na nossa democracia. A revisão independente trabalhará para remover essa mancha.”

Gill foi condenado a 10 anos e seis meses de prisão em 21 de novembro.

Ele se declarou culpado em setembro de aceitar milhares de euros de um político pró-Rússia na Ucrânia entre 2018 e 2019, e de fazer declarações planejadas e aparições na televisão a seu pedido.

O caso provocou uma condenação generalizada de todo o espectro político, com o partido Reform UK de Nigel Farage – que tem liderado a maioria das sondagens – a descrever no mês passado as ações de Gill como “repreensíveis, traiçoeiras e imperdoáveis”.

Na terça-feira, o deputado conservador Paul Holmes saudou a revisão independente da interferência estrangeira como um passo necessário.

“Proteger a integridade do nosso sistema democrático contra a interferência estrangeira não é uma questão partidária. Vai ao cerne da confiança pública nas nossas eleições”, disse Holmes à Câmara.

“A interferência nas nossas eleições por parte de atores estrangeiros é algo contra o qual todos devemos estar vigilantes.”

Reed, o ministro da Habitação, disse que a investigação independente seria liderada por Philip Rycroft, ex-secretário permanente do Reino Unido para o Departamento para a Saída da União Europeia.

“O objetivo da revisão é fornecer uma avaliação aprofundada das atuais regras e salvaguardas financeiras e fazer recomendações”, disse Reed, acrescentando que Rycroft foi solicitado a relatar as suas conclusões ao governo até ao final de março.

O ministro observou que o governo britânico apresentou uma estratégia “para eleições modernas e seguras” no início deste ano, num esforço para abordar a interferência estrangeira e a desconfiança pública no sistema eleitoral, entre outras questões.

Mas Reed disse na terça-feira que “os eventos mostraram que precisamos considerar se nosso firewall é suficiente”.

“A revisão independente analisará isto”, disse ele, inclusive avaliando as leis de financiamento político existentes no Reino Unido, os sistemas para identificar e mitigar a interferência estrangeira e as salvaguardas contra fluxos de financiamento ilícitos.

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